segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Uma prévia da minha nova fanfic

21:35 27 Comentários
Estou escrevendo uma nova fanfic e pretendo publicar por esses dias se tudo der certo. Eu queria escrever essa história há bastante tempo, mas as idéias não saíam. Agora parece que dessa vez vai ter história.

Aqui tem um preview da capa:






Pois é, né? Parece que a Carmem vai passar por maus bocados dessa vez! O que será que vai acontecer com ela? Daqui a uns dias vocês vão saber. Para dar um gostinho, eu vou colocar aqui o primeiro capítulo. Ele ainda pode sofrer algumas alterações, pois a história ainda não está pronta. É só para dar uma idéia mesmo de como vai ser. Eu tenho a ligeira impressão de que vocês vão odiar a Carmem!


Primeiro capítulo:

- Oh, céus! Que dúvida terrível! Por que a vida é tão cruel comigo?
- Cruel? Tá falando do que, criatura? – Denise perguntou sem entender por que Carmem choramingava daquele jeito.
- Eu preciso escolher entre Prada ou Gucci! Mas os dois são tão lindos, buáaaaa!

Ela começou a chorar segurando um sapato de cada marca nas mãos e Denise virou os olhos com impaciência.

- Escolhe logo, Cacá! Eu gosto de passear no shopping, não de ficar o dia todo preso numa loja só! 
- Sua bruxa sem coração! Eu tô em conflito existencial e você só pensa em si mesma? Pois não saio daqui enquanto não conseguir escolher!
- Hã... posso ajudar em alguma coisa? – a vendedora perguntou se aproximando das duas já estranhando toda aquela demora.
- Pode sim, querida. Troca essa cara horrorosa por outra melhor e vista umas roupinhas decentes porque tá parecendo um espantalho!

A vendedora arregalou os olhos, chocada com toda aquela grosseria.

- Agora sai logo daqui antes que eu morra com esse perfuminho barato! Argh, parece desinfetante!
- Credo, tá de TPM hoje? – Denise perguntou também assustada. Aquilo foi grosseiro demais até mesmo para a própria Carmem.
- Sim, Tô Pronta pra Matar se não conseguir escolher logo! E todo mundo fica me distraindo toda hora!

Cansada de tudo aquilo, Denise resolveu contornar a situação.

- Ué, por que você tem que escolher? Tá sem dinheiro?
- Sem dinheiro? SEM DINHEIRO???? Claro que não! Minha família é a mais rica da cidade, meu pai sempre me dá tudo o que eu quero e...
- Tá, tá. Então por que não compra os dois de uma vez?

Foi como uma luz se acendesse sobre sua cabeça.

- É mesmo! Eu posso pagar, não posso? Ai, que idéia brilhante a minha!
- Como é?

Carmem levou os dois pares sem pestanejar, deixando Denise aliviada por ter acabado aquele pesadelo. Sua alegria não durou muito porque na próxima loja, tudo se repetiu como antes. Dava para ver que Carmem não estava num bom dia.

Após muita peleja, as duas foram até a praça de alimentação. Normalmente eram seus pés que doíam de tanto andar, mas daquela vez ela estava com dor de cabeça de tanto passar raiva com Carmem e seus conflitos existenciais por causa de roupas, sapatos e acessórios.

- Ah, olha as meninas! Vamos lá! – ela convidou e Carmem torceu o nariz.
- Eu heim! Elas vão é botar olho gordo nas coisas que eu comprei!
- Deixa disso, Cacá! A gente sempre sentou com elas e você nunca deu chilique!
- Pode ser, mas a chata da Cascuda tá lá e você sabe que eu não dou bem com ela!
- Aff, deixa de drama e vamos logo. As outras mesas estão ocupadas. 

As duas foram até onde as amigas estavam sentadas, com Carmem resmungando um pouco.

- E aí, meninas?
- Oi, Denise! Oi Carmem! Senta aí! – Mônica convidou e Denise não se fez de rogada. Já Carmem procurou se sentar o mais longe possível de Cascuda. Por que alguém como ela tinha que ser vista andando com a ralé?
- Tem alguma novidade pra nós? – Magali perguntou comendo seu sanduíche natural.
- Menina, eu nem te conto o babado que eu vi hoje de manhã!

As outras fizeram silêncio para ouvir a mais recente fofoca. Não era tanto o que Denise falava e sim a maneira como falava que prendia a atenção de todas elas. Aquela ruiva tinha o dom de transformar coisas simples em grandes eventos tamanho era o entusiasmo com que ela relatava suas fofocas.

- Então ela pegou a vassoura e quebrou nas costas dele sem dó! O coitado teve que ser levado de maca e ela ainda queria entrar na ambulância pra bater nele mais ainda!
- Credo!
- Que horror!
- Nem a Mônica é assim! – Carmem falou venenosamente.
- Como é? Claro que eu não sou assim! Não resolvo mais as coisas na pancadaria!
- Mas continua sem classe como sempre, não é mesmo? Agora ninguém pode falar nada!
- Ué, foi você quem provocou! Quem fala o que quer, ouve o que não quer! – Cascuda falou em defesa da amiga. Não foi boa idéia.
- Meu bem, a conversa não chegou até a cozinha! Ninguém te pediu pra falar nada!
- Eu falo quando quiser, se não quer ouvir, então cai fora!

O clima ficou tenso de repente e Marina tentou acalmar os ânimos.

- Meninas, calma! Hoje é domingo, não vamos brigar por besteira!
- Então fala pra essa cafona aí parar de se meter onde não deve! Que coisa, por que eu tenho que aturar esse tipo de gente?
- Porque ela é nossa amiga! – Mônica falou já cansada de tanta chatice da Carmem.
- Talvez eu devesse selecionar melhor minhas amizades!
- Então vai selecionar em outro lugar, porque daqui eu não saio!
- É, eu vou mesmo! Parece que não sou bem vinda aqui, bando de invejosas!
- Como é que é? – as outras falaram ao mesmo tempo.
- Isso mesmo! Vocês morrem de inveja de mim! Eu sou a garota mais linda dessa turma, tenho os cabelos mais longos e também sou rica! Olha só quanta coisa eu comprei!

As meninas tiveram que segurar a Mônica para que ela não pegasse tudo aquilo e atirasse na fonte do shopping. Ela só procurou se acalmar porque lembrou que aquela atitude ia lhe custar cinco anos de mesada.

Carmem pegou suas coisas e falou com impertinência.

- Querem saber? Tenho mais o que fazer do que perder tempo com quem não me defende! Vamos, Denise!
- Pra onde?
- Vamos embora! Eu quero provar as coisas lindas que comprei e preciso de alguém pra me ver!
- Então usa o espelho, porque eu vou ficar aqui mesmo!
- Como é?
- Fófis, não é que eu não te ame, mas você tem andado muito chata ultimamente. Vai se acalmar, migz. Amanhã a gente se vê na escola.
- Então é assim? Prefere ficar com essas... essas... pobres do que ficar comigo?
- Pois é. A vida é assim mesmo.
- Então fica com elas, sua traidora!

A loira saiu dali rebolando e com o nariz empinado. Aquelas pobretonas mortas de fome não iam estragar seu dia.

- Credo, o que deu na Carmem? Ela tem andado terrível ultimamente! – Marina falou ao ver a outra se afastando.
- Vai saber... o melhor é deixar quieto que depois passa. Agora, vocês não sabem o que eu ouvi ontem de tarde no banheiro da escola!

As outras logo esqueceram do episódio de momentos antes

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Ao chegar em seu quarto, Carmem jogou as sacolas sobre a cama e olhou sua imagem no espelho, examinando cuidadosamente a área dos olhos e a testa.

- Ninguém merece, viu? Eu ainda vou acabar cheia de rugas por causa daquelas chatas! Por que ninguém me defendeu? Claro, todo mundo tem que pagar pau pra Mônica!

Após constatar que nenhuma linha tinha aparecido em seu rosto, ela decidiu tomar um banho para relaxar e chamou a empregada.

- Arrume o meu banho agora mesmo e coloque aqueles sais que minha mãe trouxe de Paris!

Enquanto a empregada arrumava seu banho, ela tirou a roupa e colocou um roupão. Um cheiro perfumado e muito agradável encheu o ambiente, fazendo com que Carmem gritasse furiosa.

- Sua tonta! Eu falei pra colocar os sais de Paris! PARIS!
- Mas... mas... – a mulher mostrou o frasco que tinha o desenho da torre Eiffel no rótulo.
- Isso é só a marca, imbecil! Olha só o que você fez! Estragou tudo! Agora vou ter que tomar banho nessa coisa fedorenta porque tô cercada de gente burra e ignorante que não faz nada direito! Anda, sai logo daqui sua anta!

A mulher saiu dali aos prantos, quase esbarrando na senhora Frufru que vinha na direção oposta.

- Carmem, o que está acontecendo aqui?
- Ah, mamy! Essa criadagem de hoje tá cada vez mais incompetente, viu? Não servem pra nada!
- Não fale assim dos nossos empregados! Você não tem esse direito!
- Claro que tenho! Eles trabalham na minha casa!
- Na minha casa e a do seu pai, você quer dizer. Só será sua quando nós dois morrermos.
- Credo, que coisa mais fúnebre! Vai encher meus olhos com pés de galinha!

Ela olhou para a cama e viu muitas sacolas de compras.

- Escuta, você já não tinha feito compras recentemente?
- Isso foi há séculos, mamy!
- Foi na semana passada!
- Então? Muito tempo! Precisava de roupas novas!
- Você já tem toneladas de roupas novas!
- Novas? Mas eu já usei todas!
- Usou uma vez só!
- E você quer que eu use a mesma roupa duas vezes? Cruz credo, isso é coisa de pobre!

Sua mãe colocou as mãos na cintura e falou com a voz enérgica.

- Carmem Frufru! Você sabe que sempre te damos tudo, mas isso é exagero! Você não vai gastar toda nossa fortuna só porque não quer usar a mesma roupa duas vezes, então pare de fazer essas compras malucas toda semana! Você não precisa disso e...

Carmem apenas olhava sua mãe enquanto pensava no desfile que ia acontecer na próxima semana anunciando a nova coleção de verão daquele ano. Estava mesmo na hora de renovar seu guarda-roupa.

- ... e por isso mesmo, procure ser mais responsável e não saia por aí comprando feito maluca, entendeu?
- Sim, mamy, entendi. Agora eu posso tomar meu banho? Senão a água vai esfriar.

Ela deu um suspiro e respondeu.

- Sim, pode tomar seu banho. O jantar será servido no horário de sempre. Não se atrase.
- Pode deixar.

Depois que sua mãe saiu, ela tirou o roupão e mergulhou na banheira prazerosamente. Apesar de não ser os sais de banho que ela queria, o aroma agradável acabou lhe seduzindo, tirando parcialmente o mal humor.

- Mal posso esperar o desfile! Vou comprar tudo novo, bem novinho!




terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Feliz natal a todos

21:37 13 Comentários
Esse é meu layout de natal. E aí? Gostaram? Eu precisei fazer algumas mudanças para que o blog se ajuste a diferentes resoluções, então em alguns casos as coisas podem não aparecer direito. Se acontecer, por favor avisa e me diga também a resolução do seu monitor para que eu possa fazer as adaptações.

Também tem png's novos, mas vou postar amanhã porque hoje não vai dar, estou exausta.

Quanto a crítica da ed. 54, vou confessar que irá levar um tempo. A história me deixou com uma coisa ruim no estômago e enquanto eu estiver assim, melhor não escrever ou vou acabar sendo severa demais.

Só mais uma coisinha: a quem postou pedindo parceria, aguenta só mais um pouquinho que amanhã vou atender a todos, certo? Eu não estou fazendo pouco caso não, só estava meio apertada nesses dias.

Espero que tenham gostado das mudanças!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Prévia do natal

19:56 8 Comentários
Estou preparando a decoração de natal para o blog. Vamos ver se consigo terminar a tempo. Aqui vai a primeira imagem que consegui fazer:



Assuntos que faltam na TMJ

10:05 26 Comentários
Um texto muito bom que peguei na página Feminismo sem Demagogia, no facebook. Às vezes acho que a TMJ vive excessivamente no mundo da fantasia e ignora os problemas reais. Eu sei que por ser uma revista para crianças, não é possível abordar esses problemas de forma completa e profunda. Tem que se adequar a idade de quem está lendo para que todos compreendam.

Mas a meu ver eles pecam por não tratarem desses assuntos de forma alguma, nem mesmo de leve. Para falar de ecologia eles são ótimos, não vou negar. Mas acho que falta abordar outros assuntos também. Aliás, acho até que a TMJ regrediu um pouco em relação a TM. Pelo menos nos gibis eles falavam sobre síndrome de down, autismo, personagens como Luca e Dorinha apareciam mais... 

Por que eles não tentam fazer histórias que se aproximam mais do leitor? Será que uma criança quer mesmo um mundo perfeito de fantasias ou um personagem com quem pode se identificar?

Eis o texto:

O que significa quando as crianças não estão autorizadas a saber sobre coisas ruins ?

Há uma variedade de assuntos que as crianças são muitas vezes consideradas jovens demais para saber. Por exemplo:

Estupro
Violência
Racismo
Sexismo

O problema é que considerá-las jovens demais para lidar com assuntos que são tidos como "coisas ruins" as impede de compreender o que acontece com outras crianças.

A regra de que as crianças devem ser protegidas dessas coisas tem alguns efeitos muito negativos sobre as crianças que são mais vulneráveis.

Crianças que foram abusadas, passam a ser consideradas, pelos adultos, perigosas para outras crianças se em algum momento falarem sobre isso. Seus colegas não devem saber sobre isso, então eles deveriam simplesmente nunca falar sobre isso, nunca. Isso cria muita vergonha, e viver com esse tipo de vergonha torna ainda mais difícil a vida e a denuncia de abuso por parte das crianças vitimadas. Elas recebem a mensagem esmagadora de todos que as crianças não estão autorizadas a falar sobre estas coisas. Isso faz com que seja difícil dizer aos adultos o que está acontecendo, especialmente se eles não sabem muito bem as palavras certas. Se elas tentarem dizer indiretamente, elas podem até serem silenciadas e ouvirem que ainda é muito jovem para estar pensando neste tipo de coisa.

Crianças negras são muitas vezes obrigadas a aturar racismo ao invés de termos as crianças brancas descobrindo sobre racismo. Porque eles têm idade suficiente para ter que lidar com o racismo, mas seus pares brancos não são considerados com idade suficiente para ouvir falar sobre isso.

Há também os pais que não querem que seus filhos brinquem com as crianças deficientes, porque eles acham que seus filhos são jovens demais para saber sobre deficiências ou doenças graves...

Prevenir crianças de pensar em coisas ruins causa dor a todos os tipos de crianças, todos os tipos de crianças particularmente vulneráveis.

O Bullying torna se apenas uma "brincadeira" quando as crianças não são minimante conscientizadas das diferenças e apoiadas a conviver e respeitá-las.