quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Quer brincar comigo?

19:57 3 Comentários
Quer brincar comigo? Prometo ser sua melhor amiga. Eu cuidarei de você, irei pentear seus cabelos, dar comida, arrumar suas roupas e te dar muito amor. Você será minha querida bonequinha e brincaremos juntas todas as noites.

Então, quando a brincadeira acabar, pegarei o que sobrar de você e guardarei muito bem no fundo do armário, onde ninguém irá lhe encontrar. Será o meu tesouro secreto.

Sim, essa vai ser sinistra, então segurem-se nas suas cadeiras! 

Com vocês, minha nova fanfic de halloween: quer brincar comigo? 


Também tem PNG e quebra-cabeça. 

Tem duas versões da Magali. Uma com o olho estranho e outra com dois olhos normais. Aí vocês escolhem.



terça-feira, 27 de outubro de 2015

O mistério de Sofia

13:26 6 Comentários

Estava olhando os comentários do blog e percebi que o pessoal costuma falar coisas bem interessantes, algumas eu nem tinha notado na história. Sim, sou ruim para perceber detalhes e sutilezas. Especialmente se estiver nas imagens, já que eu foco mais no texto. A primeira é sobre a verdadeira identidade da Sofia:



Pois é. Ela ser ignorada pelos infectados até que tem lá alguma explicação. Lembram quando eu falei do filme Guerra Mundial Z? No filme, os zumbis não atacavam pessoas doentes. Então pode ser que na história aconteça a mesma coisa ou então Sofia esteja vacinada ou seja imune. Talvez ela até seja o paciente 0, não sei.

Mas confesso que não encontro explicação para a passagem do posto de gasolina, onde o atendente pareceu não tê-la visto. Releiam essa parte e vão perceber isso:



Tem outra coisa que eu não tinha reparado no início quando vi o desenho dela. A mãe com asas de anjo eu já tinha visto, conforme falei. Só que eu não tinha reparado na roupa de hospital que ela estava usando. E também não tinha reparado que a criança do meio também usava roupa de hospital igual a da mãe. Outra coisa é que a criança do desenho não parece com a Sofia. Na verdade, tem cabelos de menino, não de menina. Talvez seja o irmão mãos novo dela que também esteja doente. 



As asas de anjo na mulher podem significar que ela já morreu, sobrando apenas o menino. O homem de jaleco pode ser o pai dele tentando encontrar a cura. Porém... tem um pequeno furo aí:

Quando uma criança desenha sua familia, ela geralmente se inclui no desenho. Mas só tem três pessoas nesse desenho. Muitos devem ter pensado que a criança era a Sofia, eu também pensei isso até reparar melhor e ver que a criança tem cabelo de menino. Se fosse a Sofia, o desenho teria aquela franja partida, com duas mechas caindo pelo rosto e o rabo de cavalo no alto da cabeça.

Então tá. Por que a Sofia iria desenhar a família dela sem incluir a si mesma? Então pensei em duas coisas:

1 – O desenho não foi feito por ela. Lembram da parte onde ela fala onde ela fala “eu e o homem de branco”? Por que ela não disse “eu e meu pai”? E por que ela sempre desconversa quando o Chico pergunta sobre os pais dela?
2 – O desenho pode ter sido feito pelo menino, não por ela. Aí vem outra intrigante e instigante pergunta: como o desenho foi parar nas mãos dela?

A alternativa mais fácil é pensar que o menino seria o irmão mais novo dela, que ainda está doente. Talvez seja por isso que ela esteja contando com a ajuda do Chico, para ajudar o homem de branco a salvar o menino. Só que ainda tem algumas peças soltas. Por que ela iria querer salvar o menino?

Como falei antes, se fosse a família dela, ela estaria incluída no desenho também. Mas aparentemente não está porque a criança não parece com ela.

Então quem é a Sofia e por que esforça tanto para ajudar essa família? Porque está sem memória? A tal luz que ela tinha visto era só do farol do carro do Chico ou seria algo mais? Então vem minha teoria maluca:

Lembram quando foi levantada a hipótese de ela ser um fantasma? Pois é. E se ela for mesmo um fantasma? E se ela for, na verdade, a mulher do desenho que foi feita com asas de anjo? Acompanhem.

Era uma vez uma família feliz com um casal e um filho pequeno. Mas a mãe e o filho adoecem e o pai tenta desesperadamente encontrar a cura. Só que a mulher acaba morrendo, sobrando somente o menino. Esse pai trabalha para uma organização poderosa que financia sua pesquisa e ele trabalha para salvar o que restou da família sem saber que na verdade está trabalhando para uma organização bem sinistra. Lembrem do tal olho-que-tudo-vê.

Essa mulher que morreu deve ter chegado no outro lado e visto o perigo que seu marido e filho estavam passando e por isso resolveu voltar para ajudá-los. Só que por ter morrido, sabe lá o que aconteceu, ela deve ter perdido a memória de quem foi em vida, por isso a Sofia só estava lembrando de alguns fragmentos. O desenho que ela carregava na mochila devia ser do filho dela que ela pegou por alguma razão.  

Tá, mas por que ela voltou como uma criança? É um pequeno furo difícil de resolver. Talvez para ter mais facilidade em conseguir ajuda, já que as pessoas tendem a ter mais compaixão por uma criança do que por um adulto. Por outro lado, ficou subtendido que ela estava procurando especificamente pelo Chico e nós sabemos que ele a teria ajudado mesmo sendo adulta.

Talvez ela tenha sido transformada em criança porque perdeu a memória e esqueceu de quem era, não sei. Ou simplesmente não é a mulher do desenho no fim das contas. Talvez a irmã mais velha do menino que morreu antes de ele nascer e por isso o garoto não a incluiu no desenho porque não a conhecia. Ou alguma entidade interessada em proteger a família.

Tudo isso, claro, supondo que ela seja um fantasma. No fim das contas ela pode ser humana mesmo.

Outros leitores também observaram coisas interessantes:




Eu nem tinha percebido o lance de ler de trás para frente. E já tinha esquecido da CBM 23, que eu li meio na pressa e não pude prestar atenção a muitos detalhes. Pelo visto essa tal Savert tem mais mistérios do que aparenta. Quer dizer, na ed. 23 tinha uma criatura trevosa trabalhando para ela, então sabe-se lá o que eles andam escondendo? A ed. 26 tem tudo para não ser só uma história de zumbi (que na verdade nem são zumbis mesmo). 

Outro detalhe que perceberam é que parece ter um errinho no desenho da Sofia:  



Pode ser apenas o volume da blusa, mas realmente ficou estranho. 
Geralmente eu não costumo fazer teorias sobre as histórias do Chico, mas essa foi bem interessante, não acham?


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Nostalgia: Ed. 09 - O príncipe perfeito

12:00 8 Comentários



Meldels, parece que finalmente saiu a animação da TMJ. Quando vi, nem acreditei. Pensei que fosse só o anúncio, sei lá. Então eu resolvi fazer uma crítica da ed. 9 – o príncipe perfeito, antes de comentar a animação.

Essa história foi bem lá no início da TMJ, edição 9. Bem antiga mesmo, né? Até os traços eram diferentes.

Tudo começou quando a escola resolveu fazer uma apresentação de Romeu e Julieta. Como queria ser a Julieta, Mônica resolveu fazer o teste junto com o Cebola, que como era de se esperar, chegou atrasado porque estava jogando. Sim, Cebola fazendo cebolice desde sempre. Por causa disso, a Carmem ficou com o papel de Julieta enquanto a Mônica terminou furiosa com as mancadas do Cebola, desejando que ele fosse diferente.

Nessa edição a gente já vê que o relacionamento entre eles sempre foi complicado e sem nenhuma perspectiva de melhorar. A Magali já tinha percebido isso há bastante tempo: que o Cebola era vacilão por natureza, então a Mônica tinha que aceitar ou pular fora.

Afinal, o relacionamento entre os dois estava meio que no início, talvez saindo da fase em que ela dava coelhadas para começar a adolescência. Então ele ainda devia ter algum medo dela, sei lá.

Por causa desse incidente, os dois se afastaram. Mônica porque ficou chateada e ao tentar fazer as pazes, ele fugiu. E ele por medo, já que ainda vivia com a cabeça no passado e não percebeu que ela tinha crescido.

Então aparece o Toni, um garoto aparentemente perfeito em todos os aspectos. Ótimo aluno, excelente atleta, se dava bem com todo mundo e era gentil com a Mônica. Engraçado o Cebola ter ficado tão desconfortável com essa última parte. Acho que a cabeça dele não conseguia entender que era possível um rapaz não ter medo da Mônica. Sim, ainda ia levar muito, mas muito tempo até que ele enxergasse que a Mônica tinha crescido e superado muitos defeitos.

E, claro, ele estava com ciúmes. Aos poucos os sentimentos deles estavam sendo definidos e fortalecendo, superando as brigas da infância e gradualmente saindo da fase de amizade para entrar na de eterna enrolação.

Bom, confesso que eu realmente fiquei meio que com o pé atrás com o Toni quando li essa história. Não por suspeitar da perfeição dele em si, mas por saber que quando algo é bom demais para ser verdade em uma história, geralmente é. Estava só esperando a hora em que o Toni ia revelar sua verdadeira face.

Mas até que foi engraçado ver o Cebola tomando meio que um susto ao ver que era possível a Mônica se interessar por outro rapaz e tentando fazer algo para mostrar que ele não era tão perfeito assim só para ver se ela o deixava de lado. Claro que os planos foram meio infantis, mas vá lá. Valeu a intenção.  

As coisas entre eles ficaram bem tensas em determinado momento quando ele chegou atrasado e acabou sendo substituído pelo Toni. Nessa hora, a Mônica foi bem dura com ele e eu achei que foi merecido. Sim, ele precisava cair na real. E tem uma frase dela que eu achei ótima e acho que agora vemos o quanto ela faz sentido:

“E se ele não mostra interesse, não pode ficar chateado por ser substituído.”

Seria algum tipo de profecia? Quem sabe?

Numa reviravolta (bem esperada, eu diria), Mônica acabou ficando com o papel de Julieta e Toni de Romeu. E Cebola com cara de quem chupou limão. Só que no fim da peça o Toni acabou se revelando e então descobrimos que ele não era um personagem novo e sim o primeiro a retornar dos gibis (além da turma): o Tonhão da rua de baixo. Sim, eu nem imaginava isso.

Ele queria se vingar da Mônica pelas surras que tinha levado (outro rancoroso), mas seu plano falhou porque Cebola descobriu tudo. Então o Toni se dá mal, Mônica faz as pazes com o Cebola e tudo termina bem.

O que eu gostei na história foram os diálogos. A conversa da Mônica com o Toni sobre a palhaçada que ele tinha feito, de que não era necessário tudo aquilo porque só bastava conversar, foi muito boa. Acho que ela devia ter falado algo parecido com o Cebola também para ver se ele refletia um pouco sobre essa neura em derrotá-la.

Sem falar que ela sempre reconheceu seus defeitos quando questionou se merecia um príncipe perfeito, já que ela tinha muitas falhas e não podia exigir perfeição de ninguém. Já o Cebola mostrou muita maturidade ao criticar a atitude do Toni. Afinal, ele também levou coelhada a vida inteira e não partiu para a vingança como o Toni tinha feito. Se bem que ficou com aquela eterna neura em derrotá-la e isso causou sofrimento para ambos, mas é outra história.

E foi interessante o que o Cebola tinha falado com o Toni sobre confundir os sentimentos, só que isso acabou trazendo um efeito colateral que ia lhe dar dor de cabeça no futuro: no fim, Toni descobriu que gostava da Mônica.

O Toni começou como um Zé ruela fingido que só queria derrotar a Mônica. Eu achei que ele nunca mais fosse aparecer, mas depois foi aparecendo em outras edições. No início era só um vacilão, mas aos poucos foi se consolidando como vilão, cafajeste, machista, tosco, grosso, etc. etc. etc. A personalidade dele mudou um pouco, ele deixou de lado o lance de príncipe perfeito e foi aceitando sua fama de mau.

A relação dele com os estudos também mudou muito já que na ed. 9 ele era excelente aluno e na 86 tinha a maior preguiça de estudar e estava sempre enrolando. Ninguém na sala, tirando o DC, queria fazer trabalho com ele.

Nessa história vemos que o relacionamento da Mônica com o Cebola vai caminhando aos poucos, um vai tomando mais consciência do que sente pelo outro mas nenhum dos dois toma uma atitude. Mônica espera que ele faça alguma coisa, mas o Cebola ainda tem aquela neura por causa do passado e não consegue superar (acho que até hoje não conseguiu).

Lembram quando a Mônica disse que se o Cebola não tinha interesse, não podia importar em ser substituído? Engraçado que na época a gente achava que ela estava meio que falando do Toni, tipo substituir o Cebola por ele, que mostrava mais interesse e comprometimento. Mas...

Agora fico pensando com meus botões... será que naquela época eles já não tinham planos de fazer a Mônica desistir do Cebola e ficar com o DC? No início, eu pensei que o namoro da Mônica com o DC fosse apenas porque todo mundo já estava de saco cheio do eterno chove e não molha do Cebola, mas não queriam decidir as coisas tão cedo. Afinal, eles só tinham duas alternativas: continuar com a eterna enrolação (e desagradar os fãs até que ninguém agüentasse mais e parasse de comprar a revista) ou dar um jeito de reatar o namoro deles. Só que nenhuma das duas alternativas era viável.

A primeira por motivos óbvios e a segunda porque é o eterno drama deles que, em parte, faz com que os leitores continuem comprando revistas. Se o drama acabar, o que sobra? Daí decidiram fazer com que a Mônica desistisse do Cebola e ficasse com o DC e assim ganhariam mais tempo.

Só que lendo essa frase fiquei pensando se eles já não tinham isso em mente desde o início. Afinal, o sentimento do DC não surgiu da noite para o dia. Apesar de não ter recebido o devido destaque, já que o DC só mostrava gostar da Mônica uma vez na vida e outra na morte, dá para ver que já era um sentimento mais antigo. Talvez não tanto quanto o do Cebola, mas ainda assim já tinha bastante tempo.

A gente pensava que era só para fazer triangulo amoroso, mas quem sabe eles já não tinham a intenção de juntar os dois? É só uma teoria, não sei. Pode ser que tenham decidido isso de repente, já que o Emerson tinha sido pego de surpresa e acabou tendo que mudar algumas coisas de Umbra. Ainda assim é para se pensar.

Bom, eu resolvi fazer a crítica por causa da animação da TMJ que finalmente saiu (eu pensei que ia ser para 2020, por aí).

Não vou falar muita coisa porque acho que é o primeiro episódio e espero que vá melhorando com o tempo porque esse ficou bem ruinzinho e sei que podia ter sido melhor.

A história foi dividida em várias partes e eles alteraram algumas coisas, cortaram outras e mudaram a seqüência de alguns acontecimentos, o que eu achei uma pena. Mas entendo que para televisão tem que adaptar alguma coisa mesmo. Pelo menos as vozes ficaram boas.

Agora, fico imaginando se algum dia farão a animação de sombras do passado, Umbra ou festa na praia. Será que vão fazer com herdeiros da Terra também? Mal posso esperar! Ou então a estranha história de Sarah, a saga do circo macabro... tem muita história boa que eu gostaria de ver sendo animada, espero que eles façam com todas, mas estou com algumas dúvidas, afinal eles começaram na ed. 9 e pularam as outras não sei porque. Deviam começar desde o início mesmo. Vamos ver como a animação evolui. Tomara que dêem continuidade. 

Para finalizar,  tem duas imagens que eu tinha feito com a capa a um tempo atrás. Eu adaptei a capa com o Cebola e o DC, não sei se alguém se lembra. Aqui tem a imagem com o DC. Os pngs estão na galeria.


Aqui também tem a crítica feita pelo Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:


domingo, 25 de outubro de 2015

CBM#25: Zona de Contágio - Críticas

18:25 9 Comentários



E aí, beleza? Hora de fazer a crítica da ed. 25 da CBM. O que acharam da história? Eu adorei.

Foi tensa, movimentada e com algumas referencias a filmes e séries. Aliás, a história foi animada praticamente desde o começo, com o pessoal batendo papo dentro dos carros, tensão entre Rosinha e Chico por causa da Fran (que está se tornando um pé no saco), Zé Lelé se entendendo bem com os rapazes...

E a piada do Jácomo sendo um zumbi que ao invés de cérebro prefere um dogão também foi muito legal e também um prelúdio do que estava por acontecer.

Bem... a história me lembrou a série the walking dead e também o filme guerra mundial Z. Acho que o roteirista pegou elementos dos dois.

A semelhança com TWD vem da jornada do Chico e da Sofia juntos pela estrada tentando fugir dos zumbis e encontrar a Rosinha. A série foca nessa caminhada de sobrevivência, lutando um dia de cada vez para se manter vivo em meio a uma multidão de zumbis que vem de todos os lados.

Mas também vi elementos do filme guerra mundial Z.

 1 – Os zumbis não comem gente. Eles apenas perseguem as vítimas para transmitir o vírus e fazem isso através da mordida. Depois que mordem, vão embora e quando a pessoa já está infectada, eles a ignoram.
2 – A infecção é rápida tal qual acontece no filme. Em TWD pode levar até dias até que a pessoa morra e vire um zumbi. Em guerra mundial Z, é coisa de poucos minutos e dependendo do caso, alguns segundos.
3 – Em determinada parte da história, vemos ampolas onde está escrito Z-Vírus.
4 – Os zumbis são atraídos pelo cheiro do medo das pessoas, enquanto no filme são atraídos por som. O ponto em comum é que alguma coisa os atrai, mas o roteirista deve ter feito diferente para não parecer uma imitação.

As principais semelhanças com o filme são essas. Eu falo sobre esse filme aqui: Guerra Mundial Z quem quiser, pode dar uma olhada.

No filme, o galã acaba resolvendo tudo, então acho que o Chico também irá salvar o dia, como sempre.

Outro detalhe no filme (foi mal o spoiler) é que os zumbis ignoravam pessoas doentes ou muito feridas e no final usaram isso para inventar uma vacina que funcionava como camuflagem que fazia com que a pessoa parecesse estar doente. Mas não acho que vão usar isso na história, seria muita imitação.
Eu gostei muito do andamento, sempre dinâmico e movimentado. De um lado, Chico encontrou uma garotinha assustada no início, mas que depois se mostrou corajosa e de personalidade muito forte. A discussão deles sobre voltar para pegar o ursinho foi muito engraçada. Tipo, o Chico se fez de mandão e segundos depois estava se contorcendo na janela do banheiro para pegar o ursinho. E ainda teve que pedir desculpas para que a Sofia o salvasse.

A menina é meio pentelha, mas ao mesmo tempo é forte, tem personalidade e parece que sabe de alguma coisa, mas sua memória foi bloqueada pelo trauma. Só ficou aquele papel que o Chico tinha achado na mochila dele com o desenho dela com os pais e aquele olho misterioso.

A propósito, vocês notaram que o desenho da mãe dela tem asas de anjo? E que o tal ursinho aparece entre elas? Isso pode significar que a mãe da Sofia morreu e que o ursinho Bilu foi um presente dela, por isso a Sofia tinha tanto apego por ele.

Seu pai pode ser o típico viúvo que perde a esposa e se afunda no trabalho para esquecer a dor, por isso se comprometeu tanto com aquele laboratório. Quando começou a infecção, ele deve ter ajudado a filha escapar na esperança de que a praga fosse contida lá dentro e não saísse para o exterior. Assim ela estaria salva. Mas algo deve ter dado errado e o vírus se espalhou. Ou então ela escapou sozinha, não sei.

Outro detalhe é o tal “olho-que-tudo-vê” que é um dos símbolos dos Ilumminati. Para quem não sabe, Illuminati é o nome de um grupo secreto que tem como objetivo dominar o mundo através da fundação de uma Nova Ordem Mundial. Há várias teorias sobre eles, umas negando, outras comprovando. Quem quiser saber mais, tem muito material pela net afora. Acredita-se que eles são um grupo muito grande e poderoso, que tem muita influência e controla muitas coisas, por isso o tal olho que tudo vê. Outro detalhe é que esse olho é também símbolo da maçonaria, porque eles acreditam que estão sendo sempre vistos por alguém.

Deve ser tipo uma brincadeira com as teorias da conspiração que muita gente acredita. E também um ótimo símbolo para uma corporação poderosa e influente como essa tal de Savert deve ser.

De outro lado, temos Rosinha liderando os rapazes para procurar o Chico. Impressionante como ela foi forte e inteligente, mas ao mesmo tempo usou charme e meiguice para levar o guarda e o motorista do caminhão na conversa. Quem resiste toda aquela seduzência?

Legal foi que graças a ela, eles conseguiram entrar no laboratório. Uma pena ela ter sido infectada depois, mas acho que foi para dar mais drama a história. Aposto que o Chico vai ficar de coração partido quando ver que ela foi transformada em zumbi. E a cara de zumbi dela ficou realmente muito boa, deu até um medinho!

O laboratório todo destruído já respondeu uma parte do mistério: uma experiência deu errado e o vírus saiu se espalhando para todo lado. Só não sabemos que tipo de experiência era aquela e porque fizeram aquele vírus maluco.

A história acaba com os rapazes contendo a Rosinha para ela não infectar mais ninguém enquanto Chico e Sofia estão presos no carro com uma horda de zumbis ao redor. A próxima edição será a conclusão da saga e mal posso esperar.

Zumbi não é o meu gênero preferido, mas de vez em quando, uma vez ou outra, eu gosto. Eu adorei o filme guerra mundial Z porque saiu um pouco do clichê de zumbis comedores de gente. E por algum tempo também assisti TWD, apesar de ter perdido o interesse lá pela quarta temporada. Sei lá, acabou perdendo a graça.

Mas eu não sei se os infectados dessa história podem ser chamados de zumbis. Normalmente zumbis são mortos que andam e nessa história as pessoas infectadas ainda devem estar vivas e o vírus pode ser curado. Tem que ser assim porque senão a Rosinha vai morrer de vez. E é uma história do Chico Moço, né? Tem que ter final feliz onde tudo se resolve, os infectados são curados, Sofia reencontra seu pai, o laboratório é fechado, a experiência nunca mais será retomada e a turma continua seu caminho para Vila Abobrinha.

Agora, cá entre nós... é impressão minha ou a Rosinha tem andado muito zicada ultimamente? Primeiro ela é esfaqueada na ed. 18, depois passa mais da metade da ed. 21 morrendo. Aí vem a história dos herdeiros da Terra onde ela engole sombra líquida e é levada embora para o planeta Tumba. E agora foi zumbificada.

Querem saber? Eu até que estou gostando. Calma, não sou sádica e não quero o mal da Rosinha. O que eu estou gostando é de vê-la sendo mais atuante e não somente como a personagem bonitinha cuja única função é ser namorada do Chico. Apesar de tudo, ela tem se mostrado forte, ativa e inteligente ao longo das edições e estou adorando ver isso. Eu sei que o foco das histórias é o Chico, mas acho que ela merece mais protagonismo também.  

Sei que não devia estar falando assim, mas a diferença entre ela e a Fran até agora é gritante. Rosinha é forte e corajosa enquanto Fran é fraca, chorona e mimizenta. Mas até que seria bom se as duas deixassem essa briguinha por causa do Chico de lado e se tornassem amigas. Mulher não tem que ficar estapeando uma com a outra por causa de homem. Elas precisam entender que não compensa perder a dignidade nem mesmo por um rapaz como o Chico.  

Bom, essa foi a crítica e confesso que fiquei surpresa porque escrevi mais do que a média da maioria das histórias. Mas foi porque eu realmente gostei da edição, aí acabo tendo mais coisas para falar. Também gostei muito da capa da edição porque ficou bem aquela coisa de terror, especialmente com o Chico de roupa suja com manchas que parecem sangue. Assustador, não? A capa da ed. 26 também ficou ótima e gostei bastante do Chico e da Rosinha querendo ficar juntos, mas sendo separados por causa da praga Zumbi. O desenho até lembra um pouco aquela pintura "a criação de Adão", de Michelangelo. A diferença é que na capa os braços deles estão entrelaçados, mas ainda tem aquela pegada meio barroca. Geralmente vemos as pessoas sendo carregadas por anjos nas pinturas, só que nesse caso são zumbis. A cena até poderia ser romântica por causa da expressão deles e o céu de crepúsculo ao fundo, com o sol brilhando entre as nuvens de fim de tarde.

E vocês repararam que um dos zumbis tem cabelo rosa? Ela meio que parece Atena, mas também pode ser Diana ou a enfermeira bonitinha da TMJ 87. Huahuahua!

Aproveitando o lance dos zumbis, refiz essa imagem do DC todo estropiado da TMJ 86, só que zumbificado e segurando um tomate na mão. Sim, gente. É um tomate. Por quê? Simples: é o DC. Zumbi comedor de carne humana ou cérebro é clichê e nós sabemos que ele odeia os clichês e pretende ser do contra até o final. Então virou um zumbi comedor de tomates, verduras e hortaliças. Sinistro, não? 


 Essas foram as críticas desse mês. Não deixem de conferir a crítica do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem. É sempre bom ver pontos de vista diferentes:


sábado, 24 de outubro de 2015

Zumbi contrariado

11:22 0 Comentários
O que aconteceria se o DC virasse um zumbi? Normalmente zumbis comem carne ou cérebro, então é de se esperar que ele resolva contrariar e ir na direção contrária, certo?

Aqui está o nosso zumbi contrariado num novo quebra-cabeça:



Vocês podem montar o quebra-cabeça aqui: DC Zumbi Contrariado