TMJ do meu jeito

quarta-feira, 22 de junho de 2016

TMJ#95 - Reinado dos jovens: Palpites




Ih, esse mês fiquei atrasada com tudo, viu? Atrasei na crítica da ed. 94, agora no palpite da ed. 95... ainda estou devendo a crítica do Chico Moço... mas vamos lá, uma coisa de cada vez.

Quando eu vi a sinopse da ed. 95, fiquei tipo “ah, tá”. Achei que fosse só uma história, sei lá, comum. Não esperava assim muita coisa não. Porém, quando lançaram a capa, tudo mudou. Tipo assim, tem uma criatura sinistra com cabelos de cobra atrás da turma. Logo, de chato e comum essa história não tem nada!

Todo mundo deve ter sacado que o bicho deve ser a medusa ou alguma criatura baseada nela. Sendo assim, as chances de os adultos serem transformados em pedra são grandes. A não ser que o Cassaro tenha resolvido sair do lugar comum e colocar outro tipo de coisa diferente de transformar alguém em pedra.

Imagino que o enredo deve ser algo tipo:

Era uma vez um grupo de jovens que se desentendem com os pais e demais adultos por causa das regras, controle, ordens, etc.

Todos os dias eles reclamam que os adultos controlam demais, sempre dizendo o que fazer e proibindo de fazer as coisas legais de que os jovens tanto gostam.

Um dia, os pais e os outros adultos são tomados por um mal súbito e desconhecido que os deixam incapazes de fazer qualquer coisa, inclusive mandar nos jovens.

Por causa disso, os jovens acabam assumindo o comando do bairro até ficam felizes por estarem livres do controle dos adultos ainda que por um tempo e resolvem aproveitar bastante até chegar uma hora em que todos irão sentir falta dos pais.

Então a turma vai se reuni para descobrir a causa e a cura dessa estranha doença.

Depois de procurar e investigar, eles finalmente descobrem a causa de toda aquela bagunça e por que a criatura está fazendo isso.

Após alguma luta, a criatura é derrotada, os adultos são curados e os filhos voltarão para seus pais felizes, aliviados e aprendendo a dar mais valor a eles do que antes. Fim.

A parte onde todo mundo fica feliz com a ausência dos adultos e resolve aproveitar a liberdade não é exatamente garantida, pode ou não acontecer. Talvez alguns resolvam fazer isso mesmo enquanto outros decidem investigar o que está acontecendo.

No Youtube tem o episódio do sumiço de todas as mães, história dos gibis, mas nela não tem nenhum personagem maluco transformando pessoas em pedra ou algo parecido.

Bom, falta saber o que é essa criatura e por que ela faz isso. Inicialmente achamos que é a medusa apenas por causa dos cabelos de cobra, mas pode ser outra coisa baseada nela. E resta saber por que ela só ataca os adultos sendo que originalmente a medusa transforma em pedra qualquer pessoa que olhe para ela.

Aliás, como ela irá fazer para atingir todos os adultos do bairro em tão pouco tempo? Bater de porta em porta fazendo com que cada um olhe nos olhos dela é meio complicado, então imagino que a criatura vai fazer de outro jeito. Feitiço, um vírus misterioso, alguma coisa na água que todos bebem, algo assim. Talvez a transmissão se dê por causa de algo que só os adultos façam ou tenham acesso.

E por que só os adultos? É intencional ou o plano da criatura deu errado em algum ponto? Ou será que o bicho pensa que dominar a cidade e escravizar os jovens é mais fácil? Imagino que a história vai ser bem tensa com todo mundo preocupado com seus pais.

Olhando a capa, vemos que os cinco aparecem, incluindo o DC. Nossa, muita gente ficou espumando de raiva só porque o DC apareceu na capa! Pois é. povo adora reclamar que personagem secundário quase não tem destaque. Aí, quando um deles começa a aparecer mais, o que eles fazem? Continuam reclamando. Nãaaoooo! Personagem secundário só Denise e Xaveco, o resto não pode!

Gente, keep calm e pensa direito! O DC é namorado da Mônica, personagem principal, aquela que dá o nome à revista. Vocês queriam o quê? Que ela continuasse aparecendo normalmente enquanto o DC fica escondido dentro do armário só aparecendo ocasionalmente? Que ele nunca participe de nenhuma aventura dela? Querem que ele fique só e enfeite? Isso sim seria totalmente estranho e contra a personalidade do DC, que gosta de coisas estranhas e diferentes. Não consigo imaginá-lo vendo algo bizarro acontecendo e ficando de fora.

Admitam: toda essa implicância com o protagonismo dele é porque vocês preferem a Mônica com o Cebola, não é? Pois é.

Voltando a história, acho que fica assim um tanto difícil prever qual vai ser o enredo. Mas uma coisa me agrada bastante: ver a Mônica de volta como líder, protagonista, aquela que resolve os pepinos. Ultimamente andaram meio que tirando isso dela um pouco. Tipo, ela tinha que ser salva, ela que estava em perigo ou então outro personagem acabava resolvendo a situação sem nenhum tipo de ajuda da parte dela. Houve momentos em que ela nem pareceu ser tão essencial a turma assim. Entendo que nem toda história TEM QUE ser centrada nela, mas sei lá... estava sentindo falta de vê-la na liderança. 

E vê-la de arco e flecha na mão, encarnando a Katniss foi muito legal. Sei que nem tudo o que aparece na capa realmente acontece, mas até que seria bem bacana vê-la dando uns tiros de arco e flecha para acabar com o monstro.

Outra coisa que o pessoal pode estar esperando é ver se ela vai se entender com o DC ou pender mais para lado do Cebola. Bem... considerando que só a Petra pode fazer alterações no namoro dos dois, imagino que não vai acontecer nada nesse sentido. Se acontecer, então irá somar zero para não atrapalhar histórias futuras. O mesmo se dará com ela e o Cebola. Além do mais, acho que o foco deve ser aventura, suspense, mistério, um pouco de terror e sobrenatural. Logo esses romances não podem ter muito lugar porque deve ser história de uma edição só.

A medusa deve estar escondida em algum lugar do Limoeiro. Onde vocês imaginam que ela esteja? Nos esgotos? No museu? Em um templo antigo escondido no meio de alguma floresta ou caverna que fica nas imediações da cidade?

Aliás, será que é um monstro por detrás disso tudo ou teria alguém controlando esse monstro? Claro, só porque tem uma medusa na capa, não quer dizer que ela seja a cabeça por detrás de toda essa armação. Pode ser alguém usando seus poderes de alguma forma para tirar os adultos da jogada e dominar o mundo.

Já pensaram que hilário se essa pessoa tivesse, por algum acaso, encontrado a cabeça da medusa que o herói Perseu a cortou? Tá, tá, sei que estou viajando demais. Afinal, seria pedir demais que colocassem a cabeça decepada de um monstro para ser usada como arma pelo vilão. Ainda é revista para criança.

Talvez eu esteja levando meio ao pé da letra a imagem da medusa na capa, mas seria interessante se usassem elementos da mitologia na história. Coisas tipo: pode olhar para o reflexo, mas não para os olhos dela. E a cabeça decepada ainda pode transformar todo mundo em pedra.

Antes que eu me esqueça, a capa ficou realmente linda, os personagens estão muito bem desenhados e a imagem de fundo é realmente sinistra. Os olhos da medusa são cheios de detalhes, tem até as veias e as cobras parecem sorrir de um jeito muito diabólico. Vocês devem ter reparado que refiz o desenho da medusa para usar no blog. A textura das cobras não ficou tão boa quanto a da capa, mas deu para quebrar o galho.

A propósito, adorei a roupa da Mônica. parece que estão melhorando o figurino dela aos poucos. Ainda causa um pouco de estranhamento ver DC e Cebola juntos sem que um queira matar o outro, mas acho que fizeram assim para que Magali e Cascão ficassem do mesmo lado.

Tem o png da medusa para quem quiser usar, está na seção de fundos e paisagens página 3. E quebra-cabeça também. Resolvam logo antes que ela te transforme em pedra!



Bem, esses são os palpites da ed. 95. Vamos ver como será a história e confesso que estou bem curiosa.

Para mais palpites, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:

sexta-feira, 17 de junho de 2016

TMJ#94 - Dentuça, eu?: Críticas




Oi, gente, desculpe o atraso. É que tive alguns probleminhas, mas não podia deixar de fazer a crítica, né?

O início da ed. foi perfeito porque usou a referencia de um filme famoso para ilustrar a grande polaridade que está por vir. Para ser sincera, eu não assisti o filme, então não me perguntem de que lado estou. Acho que do Homem Aranha mesmo.

E ao que parece, a história meio que mostra várias opiniões sobre o filme. Uns estão do lado do Homem de Ferro, outros do Capitão América, tem aqueles que só assistiram por causa do Homem Aranha e ainda tem aqueles que não curtiram. Normal. Só achei o Cebola assim meio chatinho por não ter respeitado a opinião da Mônica, dando a entender que ela “piorou” só porque não tinha gostado do filme.

Mas vamos ao que interessa: nessa edição, os desentendimentos entre a Mônica e o DC começam a ficar mais fortes e evidentes. Parece que agora eles brigam por qualquer coisa. O DC elogiou a Mônica pela crítica ao filme e ela interpretou isso como surpresa por ela ter dado uma opinião diferente.

E também foi um momento de colocar algumas feridinhas para fora, tipo o que aconteceu na ed. do sangue fresco quando a Mônica falou umas coisas bem cruéis para o DC. Achei que ele tivesse entendido que ela estava sob efeito do energético, mas pelo visto as palavras ainda ecoam na cabeça dele.

Eu gostei muito da história porque mostrou 3 coisas bem interessantes:

1 – O desespero quase doentio que as pessoas têm de querer dar pitaco nas nossas vidas.
2 – O apego que a Mônica tem pelos seus dentes como se eles fossem parte do que ela é.
3 – Mostrou como a Mônica está mais segura, confiante e que ama e aceita a si mesma independente do que os outros pensam.

Sim, pessoal, eu não sei se vocês notaram, mas as pessoas têm sim uma necessidade muito grande de querer controlar a vida e os corpos umas das outras. Quando se trata de uma mulher, aí é que a coisa piora porque muita gente ainda acha que o corpo feminino é propriedade pública e portanto tem que estar sujeito a opiniões, palpites, controle de todo tipo, etc.

Isso é bem ilustrado quando a Mônica pensa que precisa colocar aparelhos e a turma inteira começa a dar sua opinião. Muitos dizem que é um defeito que precisa ser corrigido e aos poucos a coisa vai saindo cada vez mais fora do controle até em determinado momento ela dar um chega para lá em todo mundo com um “meu corpo, minhas regras”.

A Mônica tem razão, é muito chato todo mundo ficar insistindo ad nauseam que os dentes dela são um defeito só porque não são como os de todo mundo. Qual é o problema nela ser dentuça? Por que isso incomoda tanto as pessoas?

Ao que parece, incomoda até a Magali porque além da questão de saúde, ela também parecia preocupada com a estética. E falando nisso, não gostei muito da Magali nessa história. Intrometida demais para o meu gosto considerando que a decisão deveria ser somente da Mônica. Tudo bem que saúde é coisa séria e deve ser sempre levado em consideração, mas isso não nos dá o direito de pressionar as pessoas para tomarem a decisão que achamos correta.

Foi por isso que detestei a atitude dela de ligar para o Cebola. Não sei, de repente eu sou muito ranzinza e levo tudo a ferro e fogo, mas a Magali não tinha o direito de contar nada para o Cebola, muito menos de atiçá-lo para pressionar a Mônica a fazer o que ela achava certo.

Gente, nós temos que ter cuidado com isso. Muitas vezes a gente quer ajudar um amigo e acaba desrespeitando o seu direito de escolha. Nos tornamos invasivos, desrespeitosos, queremos a todo custo que esse amigo tome a decisão que NÓS achamos ser a melhor e não levamos seus sentimentos em consideração. É difícil, não nego, mas temos que ter paciência e se for o caso, respeitar a decisão da pessoa mesmo não concordando com ela.

Já o Cebola... bem... no caso dele admito que as intenções até eram boas, mas o jeito que ele fez isso meio que... não sei.

Por um lado, admito que ele estava mesmo preocupado com a Mônica, que a questão estética estava em último plano e ele não importava se ela ia ou não ficar dentuça, o importante é que ficasse bem. Admito isso. Por outro lado, ele também agiu de forma invasiva e desrespeitosa, inclusive colocando a Denise no meio porque isso acabou expondo a Mônica (e um assunto particular dela) para o colégio inteiro.

Mas sei lá... Cebola fazendo cebolice é tão normal que eu nem sei porque ainda fico surpresa com isso. Pelo menos as intenções dele eram realmente boas. Se bem que o Capitão Feio disse certa vez que não importam as intenções e sim os resultados. Bom... Pelo menos os resultados não foram desastrosos porque a Mônica soube dar um chega para lá nos enxeridos de plantão.

Fico feliz que ela tenha conseguido se impor e dado um bom cala boca na turma inteira, inclusive no Licurgo.

Só que a pressão não é apenas para ela usar aparelhos. Também existe uma pressão para ela não usar. O DC parece que quer levar até as últimas conseqüências o desejo de ser  diferente, tanto que acabou tomando a direção oposta ao achar que ela devia se manter como está a qualquer custo, mesmo sentindo dores de cabeça.

Inicialmente pode parecer que ele está respeitando a decisão dela, mas olhando melhor vemos que ele apenas age assim porque concorda com ela. E se a Mônica decidisse usar aparelhos? Será que ele ia continuar gostando dela do mesmo jeito? É isso que foi colocado em dúvida.

E agora levanta a questão de que eu falei na crítica da ed. 69: o DC ama a Mônica como ela é ou só porque a acha diferente? E as outras qualidades dela? E a pessoa que ela é por dentro? Sabe, ela tem razão para ficar magoada sim, ainda mais sabendo que ele não respeita a decisão dela e isso levantou o receio de que ele seria capaz de terminar o namoro caso ela ficasse com os dentes normais. Chato isso, viu?

Bom, será esse o início do fim? O começo do desenlace entre eles? Ou será que eles vão se acertar no futuro? Bem... confesso que o título do último capítulo não deu lá muitas esperanças. Os Docônicos devem estar bem preocupados a essa altura.

Tudo bem, já sabíamos que isso iria acontecer. Claro que eu estou achando um tanto decepcionante eles estarem tentando passar a mensagem de que o sentimento do DC não era realmente para valer. Mesmo sabendo que o namoro deles tem data de validade, pelo menos poderia ter sido algo verdadeiro enquanto durasse. Bom, pelo menos espero que tenha sido verdadeiro da parte da Mônica, porque seria terrivelmente clichê eles virem com a história de que ela nunca gostou do DC de verdade e que no fundo só é capaz de amar o Cebola.

Mas sabe... eu até que gostei da última parte quando Cebola tentou conversar com a Mônica mais uma vez. Sério, aquele plano dele foi tão tosco que não conseguiu convencer a Mônica nem por dez segundos. Ele está perdendo o jeito, hein?

O que eu mais gostei foi a Mônica ter deixado bem claro que o Cebola não ia mais conseguir brincar com as inseguranças dela. Isso serviu para mostrá-lo que ele não ia mais conseguir manipulá-la como antes. Aliás, foi minha parte preferida da história: ver que ela se ama e se aceita do jeito que é. Apesar de algumas inseguranças (que todo mundo tem), ela se sente feliz sendo ela mesma, não importando o que as outras pessoas pensam ou deixam de pensar. É ela quem define sua identidade, não a opinião das outras pessoas.

Outra coisa que eu estava esperando era eles terem uma conversa sobre o passado. Foi bem esclarecedor. Claro que eu não compro a idéia de que ele a zoava porque gostava dela, mas isso não vem ao caso agora. Se o Maurício aprova essa ... “desculpa”, então tá aprovado. Quem sou eu na fila do pão para falar o contrário, né?

Eu aposto que os Cebônicos devem ter pulado de alegria nessa parte. Sejam sinceros, pessoal. Até dancinha da vitória deve ter rolado!

De qualquer forma, foi muito fofo ele ter mostrado real preocupação por ela, muito diferente da Magali ou do DC que só queriam impor o jeito deles de pensar. O Cebola gosta da Mônica como ela é, mas caso ela resolva mudar a aparência, ele vai continuar gostando do mesmo jeito.

E essa conversa entre eles foi muito útil porque diminuiu o apego que a Mônica tinha com os seus dentes. Antes ela achava que eles eram parte essencial dela. Depois aprendeu que não precisa de dentes para ser quem ela é e com isso conseguiu se desapegar a ponto de ceder na sua decisão de nunca mudá-los.

Vejam bem: ela não queria usar aparelhos, mas viu que caso fosse preciso, o universo não ia explodir por causa disso. Tudo ia ficar bem porque não são os dentes que a definem. Ótima conclusão se me permitem dizer. E isso os aproximou ainda mais ao passo que acabou criando uma rachadura no namoro dela com o DC.

Tanto que no fim da história, ela nem quis saber do namorado. Olha, fiquei assim com peninha do DC porque deve ser desesperador querer falar com uma pessoa e ela nos ignorar. Bem... o DC tem o jeito dele de ser e não podemos esperar que ele seja sempre perfeito, né?

Muita gente deve ter achado essa atitude errada, mas vamos olhar o lado dela, né? O DC nunca a apoiou de verdade, só estava interessado em manter a “diferença” a todo custo. Em momento algum ele mostrou preocupação sincera com as dores de cabeça dela, não parou para pensar que o preço de manter a tal diferença talvez fosse alto demais. E sem querer, passou a mensagem de que não ama a Mônica como ela é e sim somente as coisas que, na opinião dele, a tornam diferente.

Sim, a Mônica é diferente e eu sei disso. Não é qualquer garota que consegue parar caminhões desgovernados ou suportar ataques de alivulpex. Mas o que o DC está fazendo é reduzi-la a somente isso, entendem? E as outras qualidades dela, será que não importam para ele? Deve ter sido por isso que ela ficou magoada, porque percebeu que se precisasse mesmo mudar os dentes, ele talvez não continuasse gostando dela.

A solução para a dor de cabeça dela também foi muito elegante. No fim ela nem precisou tomar a decisão de usar ou não aparelhos porque os problemas eram nos dentes sisos.

Eu tive que tirar os sisos há uns anos atrás, mas foram os quatro de uma vez só. Levou mais de duas horas, fiquei com a boca toda dormente por causa da anestesia e fiquei uns três dias só de sopinha, iogurte e sorvete, mas valeu a pena. Olha eles aí!

Bom, eu gostei muito da história, foi bem bolada, tensa, deu até aflição em algumas partes, mas tudo se resolveu bem. Mostrou como as pessoas podem se tornar muito invasivas sob o pretexto de boas intenções e também o quanto a Mônica estava apegada aos dentes como parte da sua identidade. Gostei de como ela ficou mais segura consigo mesma, também observo um amadurecimento da parte dela.

Antes, era só neura e insegurança. Agora ela está bem consigo mesma e acho isso muito legal. Esse tempo afastada do Cebola fez muito bem para ela, sejamos sinceros.

E, pelo visto, foi o início da reaproximação deles e muitos já devem estar de dedos cruzados. A única coisa que eu espero é que o fim do namoro dela com o DC não seja tão traumático ou desagradável, não precisa ser assim. Foi bom enquanto durou, serviu para libertá-la da neura do Cebola, trouxe coisas boas, fez com que ela entendesse que seu destino é decisão dela e não o que as outras pessoas esperam que ela faça. Isso foi muito importante para o amadurecimento dela.

Agora pode ser que ela tenha mais equilíbrio. Não pode ficar perdoando toda e qualquer mancada, mas também não pode ser tão intolerante a falhas, tem que ter um meio termo.

Bem... agora só falta esperar o que vai acontecer nas próximas edições, né? Eu ainda acho que eles vão enrolar mais um pouco para decidir o destino desses três. Mas tudo bem, também quero outras histórias e com outros personagens, não faço nenhuma questão desse triângulo amoroso. Por mim, eles podiam deixar isso lá para a ed. 150.

Essa foi a crítica do mês, pessoal. Espero que tenham gostado!

Antes que me esqueça: eu não sou #TeamCebola e nem #TeamDC. Sou #TeamMonica. Que um dia ela perceba que não precisa de um namorado para ser feliz e que quando o namoro com o DC acabar, que ela tenha tempo para si mesma, estabelecer sonhos, prioridades, etc. A vida dela não tem que girar ao redor do umbigo nem do DC, nem do Cebola.

Para mais opiniões, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:



sábado, 21 de maio de 2016

TMJ#94 - Dentuça, eu?: Palpites


Já saiu a capa da ed. 94 e... er... bem...

A sinopse falou o seguinte:

Para se curar de uma estranha doença, Mônica se vê em um difícil dilema: para curar-se, precisará aceitar um tratamento que modificará totalmente a sua aparência.

Confesso que eu tenho uma tendência a levar as coisas meio que literalmente. Se me falarem que uma pessoa ficou doente, vou imaginar algo como gripe, sarampo, dengue, zica, whatever... Jamais vou pensar que ela só precisa colocar aparelho nos dentes. Mas entendo que quem faz a sinopse das edições coloca de um jeito que chame a atenção dos leitores, então no fim acabo entendendo.

E quando uma pessoa fala em “modificar totalmente a aparência”, eu entendo que será uma mudança radical que envolve não só os cabelos (cor, textura, tamanho, etc.) como também a mudança nas feições, cor dos olhos, traços, coisas assim. Logo, fiquei meio surpresa quando a capa da ed. saiu e vi a Mônica usando aparelhos.

Então tive que parar e pensar por alguns minutos. Beleza. Pois bem. Embora eu não ache que colocar aparelhos seja uma mudança total na aparência, concordo que ainda assim é uma grande mudança. Será que ela vai ficar sem os dentões? Isso sim mudaria bastante o rosto dela, talvez a ponto de deixá-la meio que irreconhecível já que os dentes são tipo uma característica nela que se destaca.

Ao que parece, o enredo vai ser tipo: Mônica descobre que precisa usar aparelhos (já era tempo!), mas acha ruim porque aparelhos não são muito bonitos e podem destacar ainda mais os dentes dela. Pelo que sei, adolescentes costumam ficar um tanto resistentes quando precisam de aparelhos.

Aí a história vai girar ao redor da sua resistência e conflito. Por um lado, imagino que ela pode querer dentes normais. Por outro, pode se sentir mal por usar aparelhos e também por perder essa característica marcante. Talvez ela sinta como se perder os dentões a fizesse perder sua identidade e ninguém quer isso, certo?

Quanto aos amigos, imagino que uns vão apoiar, outros vão dizer que não precisa, ainda tem aqueles que lhe dirão para fazer o que o coração mandar, essas coisas. Fico pensando em como o DC vai reagir quando souber que ela não será mais dentuça. Aí vamos ver se o sentimento dele é verdadeiro ou se ele a vê apenas como uma peça exótica.

Sim, gente, eu ainda tenho essa cisma do DC, é por isso que nunca fui “Docônica”. Quer dizer, ele ama a Mônica pela pessoa que ela é ou só está atraído pelo fato de ela ser diferente? O que aconteceria se ela perdesse uma das características que a tornam diferente? Sem os dentões, ela meio que vai ficar uma garota comum.

Já o Cebola... bem... apesar de ter aprendido a respeitá-lo um pouquinho mais por causa da ed. passada, confesso que ainda fico meio ressabiada quando se trata dele. Ele sempre chamou a Mônica de dentuça quando criança e fico pensando se esse passado vai voltar a tona de alguma forma. Se bem que a Petra falou que vamos nos surpreender não só com ele, como também com o tema da edição. Meldels!
 
Ele vai lembrar essa época? Sentir algum remorso? Pedir desculpas? Pelas mudanças que venho observando, é provável que ele tente falar ou fazer algo para que ela se sinta melhor consigo mesma e só aceite colocar os aparelhos se realmente quiser, não só para agradar aos outros.

De qualquer forma, eu imagino que Cebola e DC terão opiniões conflitantes sobre esse assunto. Pode ser que o DC seja contra ela usar aparelhos e o Cebola seja a favor ou então diga que essa decisão deveria ser somente dela e de mais ninguém. Vai ser interessante ver como os dois irão lidar com esse assunto, pode ser uma forma de disputar pela atenção da Mônica.

Será que vai rolar conflito entre os dois? Ciúme? Briga? Desconfianças? O Cebola vai tentar xavecar a Mônica ou será que aprendeu a aceitar o namoro dela? Se bem que é capaz de ele não conseguir aceitar nunca, no máximo se conformar e ficar de tocaia esperando uma chance. O DC fez isso e deu certo, né?

A Petra falou no seu Ask que a história vai ser bem tensa, então quer dizer que vai boa. Sim, eu gosto de histórias tensas. Também gosto com treta, gritaria, barraco, explosão, tiro, porrada e bomba, mas isso não vem ao caso agora. 

E pensando bem, eu gostei de essa tal mudança radical ser somente usar aparelhos. E olhando sob a perspectiva de alguém da idade da Mônica, isso é sim uma grande mudança na aparência. Sem falar que se fosse qualquer outro tipo de mudança, ia surgir outro problema: ela não pode mudar de cara numa história e do nada aparecer com a mesma cara no mês seguinte. Isso aconteceu na ed. 61 quando ela cortou os cabelos e achei muito uó.

Só falta saber se ela vai colocar ou não os aparelhos. Ou será algo obrigatório? Se for um problema que pode piorar com o tempo, ela vai ter que por aparelhos de qualquer jeito. Se for opcional, a decisão vai ficar na mão dela: mudar ou continuar como sempre foi?

Será que ela quer isso mesmo? Eu sei que a Mônica sempre se incomoda quando a chamam de dentuça, mas ela pensa dessa forma de si mesma? Ela se acha dentuça? É algo que a incomoda e que ela gostaria de mudar?

Eu lembro de uma história dos gibis , acho que o nome é “Marina, você me pinta?”. A Mônica pede para que Marina faça um desenho dela, deixando-a numa situação ruim porque isso foi logo depois de ela declarar que não era dentuça. 

Então a Marina ficou num dilema: se colocasse os dentes, a Mônica ia ficar zangada. Se não colocasse, o desenho não ia ficar parecido. Solução: ela desenhou a Mônica num vestido tipo de princesa com um leque sobre a boca de forma a esconder os dentes. A Mônica amou e todos ficaram felizes. 

Também tem a ed. 42, “Torneio de games” onde depois de incentivar o Cebola a não ter medo de um avatar de jogo só porque tinha a aparência dela e no final chama o avatar de dentuça. Isso mostra que ela não se acha dentuça, o que pode ser um problema porque todos a vêem dessa forma. 
 
Será que os outros personagens é vão ficar apontando esse “defeito” nela? Pessoas como Toni Carmem seriam capazes disso, mas talvez os amigos tentem dar algum toque de forma mais sutil para não ofendê-la, o que vai ser bem difícil. Pode rolar muita briga nessa edição.

Eu lembro da ed. 37 onde ela usava aparelhos e disse que estava tentando mudar pelos amigos, coisas assim. Aliás, eu sempre me perguntei por que ela nunca usou aparelhos. Entendo que é para manter sua característica principal, já que nos gibis ela é dentuça e tirar isso pode meio que descaracterizar a personagem.

Porém, na vida real, as pessoas usam aparelhos quando precisam (e podem). Fica meio estranho ela insistir em não usar só para se manter dentuça igual na infância. Viram o conflito que tá rolando? Usar ou não usar aparelhos? Ela deve mudar como uma pessoa da vida real faria ou preservar os dentes para que os leitores continuem associando a Mônica adolescente com a Mônica dos gibis?

O que eu penso? Que ela deveria sim usar aparelhos. Eu usaria. Não só por questões de estética mas também de conforto. Será que aqueles dentes não incomodam? Quer dizer, é algo que aparece até quando ela está com a boca fechada, isso não é lá muito higiênico para começo de conversa.

E aí? Ela vai usar os aparelhos ou chegará a conclusão de que não precisa deles já que seus dentes não são um problema e ela não quer mudar só para agradar os outros?

Caso ela use, vai ser durante a história inteira ou ela vai tirar no final porque incomodam muito e ela acha desnecessário? E os aparelhos vão conseguir ajeitar os dentes dela ou não vão dar resultado nenhum e ela chegará a conclusão de que é assim mesmo e vai deixar como está?

Outra alternativa possível é os dentes dela ficarem iguais ao das outras pessoas, o que seria um tanto estranho. Não para mim, eu não faço questão. Mas muitos leitores podem estranhar. Se isso acontecer, a mudança será permanente ou ela vai terminar a história com os dentes de um jeito e começar a ed. 95 com eles como sempre foram?

Caso os dentes dela mudem, como o DC vai lidar com essa mudança? Será o início do desencanto ou o sentimento dele irá persistir? Afinal, muitas coisas podem acontecer desde o diagnóstico até a decisão final dela. 

Se por acaso houver a intenção de fazer a Mônica se reconciliar com o Cebola no futuro, primeiro vão ter que dar um jeito no namoro dela com o DC. Só que isso precisa ser feito aos poucos. Seria essa edição o “começo do fim”? Onde as coisas começam a se desgastar porque DC tem suas preferências e não costuma ceder muito?

Ao mesmo tempo que pode ser o início do fim com o DC, também pode ser o início da reconciliação com o Cebola. Sim, sei que estou viajando demais, de repente nem vai acontecer nada, mas esse lance dos aparelhos pode ser uma boa chance caso o Cebola saiba aproveitar.

Sabe, é nessas horas que eu lamento de a TMJ ser mensal porque temos que esperar um longo tempo entre uma história e outra. Eu só vou poder ler a ed. 94 no mês que vem (ai que dor!) e confesso que estou bem ansiosa para ler a história e ver o que vai acontecer.

Quanto a capa, fiquei surpresa ao ver a Mônica de aparelhos e achei que ficou muito bonita. A expressão do Cebola saiu assim meio debochada, acho que deve ser por isso que o pessoal ficou meio desconfiado com ele. Já o DC parece bem intrigado e fazendo bico. Será que ele está imaginando como seria beijar a boca da Mônica com aparelhos? Ou será que ele não gostou da mudança? Mistéeeerio!

E vocês? O que acham que vai acontecer? Tem algum bom chute aí? Ler a história é bom, mas acho que a espera e expectativa também dão um temperinho a mais. 

Hoje tem png do rosto da Mônica que eu refiz usando referencias da ed. 93 e quebra-cabeças. Divirtam-se!

Para mais palpites, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:

quinta-feira, 19 de maio de 2016

CBM#32: A onça e o ouriço - Críticas





Oiê! Pensam que eu esqueci do Chico? Não, não esqueci. Só estava esperando sair a capa da ed. 33.

Sabiam que essa ed. foi tipo uma pegadinha para mim? Pois é. A sinopse falava em segredo terrível rondando a região, depois o título falando em onça e ouriço. Daí juntei as coisas e fiquei pensando que era algo sobrenatural tipo alguma lenda ou história de fantasmas, etc. Por isso fiquei surpresa ao ver que não era nada disso.

A história apenas falava sobre o tráfico de animais e o quanto isso é cruel. Acho que foi por isso que gostei da ed., eu esperava uma coisa e veio outra bem diferente.

O desenvolvimento da história foi bom embora eu não tenha gostado muito da forma como a Rosinha recebeu o Chico apesar de entender a situação dela. Chegar de surpresa nem sempre é bom porque ela não podia largar tudo de lado só para ficar com ele. Sei lá, ela ao menos podia ter tentado ajudá-los a encontrar algum lugar para dormir.

Quando ela foi visitá-lo, ele teve o cuidado de arrumar um lugar para ela dormir. Será que não tinha nenhum amigo para quebrar esse galho? Tirando isso, gostei bastante porque mostrou um pouco mais da vida dela, seu trabalho na faculdade e as colegas de classe. E rachei de rir com a colega maluca que a empurrava para o lado toda vez e aparecia algum animal interessante.

Eles bem que poderiam fazer mais histórias mostrando a vida dela. Por exemplo, já vimos que a tia dela é uma bruxa, então ela deve estar tendo dificuldades em casa, tendo que fazer todo trabalho doméstico para uma mulher chata, azeda e que nunca está satisfeita com nada.

Tem o Paulo, que nunca mais ficamos sabendo dele, e aquele fotógrafo maluco. São coisas que ficaram no ar e nunca mais ninguém falou a respeito.

A história tocou no assunto do tráfico de animais e também em como é errado colocar animais silvestres nas mãos de pessoas que não sabem ou tem condições de cuidar deles, como no caso do garoto com o ouriço. Esses animais não são como gatos e cachorros, eles têm necessidades especiais que nem sempre as pessoas sabem como suprir.

Eu particularmente sou contra ter animais silvestres como bichos de estimação. A meu ver, só gato e cachorro servem para viver dentro de casa. Mas como sei que as pessoas não vão deixar de ter animais exóticos só por causa da minha opinião, pelo menos deveriam cuidar direito, o que nem sempre acontece.

É aí que chegamos a outro assunto abordado e que nos pegou de surpresa: a Oncivalda, onça de estimação do Zé Lelé. Ain, gente, fiquei tão triste por terem tirado a bichinha dele! Sim, eu sei que foi a coisa certa a fazer. Onça não é bicho para ficar tratando feito gatinho fofo. Mas ainda assim fiquei triste porque sei que o Zé gosta muito dela e nós ficamos acostumados a vê-la de vez em quando nas histórias. Sei lá, eu me senti como se tivessem tirado um personagem da revista.

Pois é, já que a história aborda o tráfico de animais, claro que tinha de ter um traficante e o bandido foi bem bolado, homem perigoso, capaz de matar, malandro e que não importava nem um pouco com os animais e sim em lucrar em cima deles mesmo sabendo que muitos iam morrer no meio do caminho. Ainda bem que ele acabou sendo preso, mas infelizmente tem muitos soltos por aí.

Também fiquei feliz por o garoto ter se conscientizado de que não podia cuidar do ouriço e aceitou abrir mão dele, o que foi melhor. E adorei ele ter criado coragem para dizer onde ficava o esconderijo do traficante e assim puderam salvar o Chico. Até a Oncivalda ajudou, mostrando o seu lado selvagem.

Acho que é por isso que apesar da tristeza, sei que foi melhor levarem a Oncivalda. Ela era tão mansa que o traficante não teve dificuldade nenhuma em levá-la. Uma onça assim, tão bobona, certamente daria um bom dinheiro e outra pessoa poderia acabar capturando para vender.

O final foi feliz e foi bonitinho ver o Chico tentando ter um momento romântico com a Rosinha e sendo levado embora pelo Zé, que não estava com bom humor para romances. Ah, e vocês viram que fofo o Chico pedindo a Rosinha em casamento enquanto dormia? Foi tipo um momento “ounnnn”.

E fim. A história foi boa pelo tema que abordou. O andamento foi bom, não vi furos no roteiro e tivemos um final mais ou menos feliz dentro das possibilidades da história.


Agora temos a ed. 33 onde o Chico vai parar na Patagônia. Bem... depois de ele ter ido para um planeta que fica em outro universo e quase ser morto pelos servos da serpente, a Patagônia é tipo ali na esquina. Mas acho que vai ser interessante vê-lo tendo contato com a neve e encarando um frio de lascar. Eu não lembro de nenhuma história no gibi onde ele tenha visto neve, alguém lembra?

Fora isso, acho que eles vão ter que enfrentar animais selvagens, talvez criminosos ou o tal reality show vai colocar alguma armadilha doida para deixar o programa mais emocionante. Imagino que ele vai com os colegas da faculdade, será que a Fran vai continuar dando de cima e o Vespa vai continuar sendo... Vespa? Isso nunca falta nas aventuras em que esse pessoal participa. Vamos ver no que vai dar.

domingo, 15 de maio de 2016

TMJ#93 - Nunca mais: Críticas




A história é centrada no Cebola e suas tentativas de reconciliar com a Mônica. Dá para ver que ele não consegue esquecer dela de jeito nenhum e todas as suas tentativas de seguir em frente não deram em nada. Confesso que torci o nariz para ele no início quando ele falou que a Mônica estava feliz, mas “e eu”. Tipo assim, de que adiantava a Mônica estar feliz se ele não estava? Mas depois acabei mudando minha visão dele.

Gostei que a história falou um pouco das tentativas anteriores do Cebola de namorar uma garota, pelo menos esclareceram que não deram certo e até disseram qual foi o destino da Nadine que até então não tinha dado as caras. Essa parte foi legal porque mostrou que mesmo ficando com várias garotas, o Cebola não conseguiu esquecer a Mônica. Confesso que estou ficando com dó.

Tem um detalhe que chamou a atenção, foi quando Cebola falou que DC gostava da Mônica desde criança. É.... parece que isso é mais antigo do que a gente pensava. Tudo bem, quem espera sempre alcança e a vez dele acabou chegando.

O clima da história ficou assim meio... deixa eu ver... além da imaginação, tipo aquela coisa surreal. A coisa chegou a um ponto em que acabei ficando com dúvida: será que a Mônica existiu mesmo ou foi só coisa da imaginação do Cebola porque estava sozinho? Sim, nós sabemos que a Mônica existe, mas a história ficou tão bem feita que acabou conseguindo levantar essa dúvida ainda que por alguns instantes.

Ainda mais porque ele mesmo ficou duvidando de si mesmo, achando que tinha problemas na cabeça. Deve ter sido doloroso, especialmente porque ele nem conseguia mais lembrar da sua vida sem a Mônica e de repente tudo pode ter sido uma ilusão.

E também tem a “análise” da Magali ao dizer que quase toda a turma seguia com os namoros de infância e só Cebola tinha ficado sozinho. Talvez essa fixação na Mônica seja a procura por uma garota perfeita que nunca apareceu.

Quando vi o Cebola trancado no quarto debruçado sobre o computador procurando freneticamente pela Mônica, fiquei impressionada porque até então ele nunca se esforçou tanto por ela. Quer dizer, ele ficou assim por causa da Brisa, Diana, Hortência e Lucília, mas é a primeira vez que o vejo ficar desse jeito por causa da Mônica. Dou 8 pelo empenho.

O clima de mistério também ficou bom porque durante toda a história vemos a tal criatura e aqueles símbolos estranhos, mas até então nenhuma pista do que era e por que tinha sumido com a Mônica.

Olhando o tal símbolo que aparecia aqui e ali, vi que era familiar e uma rápida pesquisa no Google me trouxe essa imagem:



É bem parecida apesar de a direção da espiral estar diferente. É um símbolo celta. Naquele tempo, as estações do ano eram divididas em três: primavera, verão e inverno. Eles também tinham uma deusa e como as estações do ano eram três, essa deusa também tinha um aspecto tríplice: donzela, mãe e anciã. Também representava nossa natureza tríplice (corpo, mente e espírito).



Outra interpretação para esse símbolo é que ele representa o mundo material: céu, terra e mar.


Mas acho que  Cassaro só usou o símbolo mesmo porque o significado na história é bem diferente porque representa uma entidade que realiza desejos. Também gostei de ver o empenho dele para descobrir o que tinha acontecido com a Mônica, mesmo todo mundo achando que ele estava com problemas. Ele chegou mesmo a declarar que pela Mônica ia até o inferno. Uia, nunca o vi tão determinado assim por causa dela. 

Sem falar da parte onde Cascão falou o que muita gente devia estar pensando: que o lance do Cebola de querer derrotar a Mônica era totalmente sem noção. Até que faz sentido: se ele gostava tanto assim da Mônica, por que essa fixação em derrotá-la? Claro, tudo por causa do seu complexo de inferioridade que acabou estragando o namoro e todo o resto. Essa parte foi boa porque ajudou o Cebola a refletir um pouco mais sobre isso.

Agora ele percebe o quanto essa fixação atrapalhou a felicidade dele. Se bem que eu não diria que foi só essa fixação e sim a sua total falta de empenho em tentar derrotá-la e reatar o namoro.

Terminada a parte “supernatural”, começa a viagem deles até aquela tal gruta dos desejos. Sério, eu nem imaginava que tinha algo assim na cidade. Ou então eles tiveram que viajar um bocado para chegar até lá.

A causa de toda essa confusão só é revelada mesmo no final, quando descobrem que tem uma entidade chamada Provedor que realiza os desejos das pessoas. Mas vem cá, por acaso alguém sabe onde eu encontro esse cara? De repente ele pode me arranjar os números da Mega-Sena.

O encontro deles com o Provedor foi bem feito e esclarecedor também. Minha parte preferida foi quando Cebola tentou lhe dar um soco e saiu com o braço todo bugado. Só fiquei surpresa da Magali não ter tentado atacar a melancia, mas tranquilo.

A entidade ficou bem feita, o conceito é bom, explicação lógica e coerente, fez bastante sentido explicar que a força dele vinha dos desejos das pessoas. Poucos sabem, mas nossa força criativa é muito grande. Mais especificamente, a força das nossas emoções ao focarmos nosso desejo.

Choque mesmo foi a revelação de que ela tinha sumido por causa de um desejo do Cebola. Se bem que nos gibis ele desejou isso várias vezes. teve até uma história onde ele voltou no tempo junto com o Cascão e impediu que os pais da Mônica se conhecessem. Ele só desfez tudo depois porque o seu Souza casou com a Carmem da esquina e a filha deles ficou bem pior que a Mônica.

Só que na verdade, Cebola não tinha desejado nada disso. Tá, ele apenas queria não sentir mais dor de cotovelo, mas duvido que isso incluísse o sumiço da Mônica. Essa parte me lembrou de um filme que assisti há uns anos chamado de “a abóbora mágica”. É um filme que se passa na China, onde um garoto muito preguiçoso encontra uma abóbora mágica que realiza todos os seus desejos.

O problema é que o abóbora era muito atrapalhado e quando o garoto fazia algum desejo, ele realizava de um jeito que sempre acabava em confusão. Por exemplo: quando o menino quis ver um filme cujos ingressos tinham esgotado, ao invés de colocá-lo dentro do cinema, ele o colocou dentro do filme para quase ser devorado por um dinossauro.

Ou então quando o menino quis tirar dez numa prova, o abóbora transferiu as respostas da folha de uma menina, que era muito estudiosa, e colocou na prova do menino. Só que o “jênio” transferiu também o nome da menina e o garoto acabou se lascando. E que isso tem a ver com a história? Bem, o que o provedor fez foi basicamente a mesma coisa que o abóbora.

Cebola apenas desejou não sofrer mais com a dor de cotovelo e o que o provedor fez? Apagou a existência da Mônica, algo que o rapaz definitivamente não queria. Deu para entender? O problema não foi o desejo e sim a forma como a entidade o realizou.

E refletindo um pouco mais, eu achei bastante errada essa atitude porque para realizar o desejo do Cebola, ele acabou penalizando a Mônica como se ela fosse a culpada pelo sofrimento dele. Sem falar que Cebola pode ter desejado isso, mas em momento algum pediu de forma direta e consciente.

Isso acontece com a gente o tempo inteiro. Às vezes desejamos coisas no nosso íntimo, mas não queremos que aconteçam de fato. Por exemplo, de vez em quando eu vejo umas notícias que me deixam muito desanimada com a raça humana e acabo “desejando” que um meteoro caia na Terra e acabe com tudo. Mas não é algo que eu quero REALMENTE que aconteça, entende? Eu não fico rezando por isso toda noite. Não sei se deu para entender.

Voltando a história, ao ver que não dava para reverter o desejo, Cebola acabou se oferecendo para sumir no lugar da Mônica porque o Provedor acredita que um sacrifício é mais forte do que tudo e não pode ser recusado. Foi nessa hora que eu comecei a respeitar mais o Cebola.

“Meldels, meldels! A Mally tá respeitando o Cebola? É o sinal dos tempos! Fujam para as montanhas!”

Calma, gente, calma. Eu apenas estou reconhecendo o amadurecimento do personagem, só isso. A Petra já falou que o objetivo do rompimento era servir de gatilho para o amadurecimento dele e vemos que isso está de fato acontecendo.  

Pode não parecer, mas um passo importante foi dado nessa história. O Cebola realmente aprendeu a aceitar que a Mônica é feliz com outra pessoa e não tem o direito de interferir nisso em benefício próprio. Ele ainda a ama? Sim. Mas agora, pelo que parece, o sentimento ficou mais maduro e ele aprendeu a pensar no bem-estar dela. Até então ele só pensava em si mesmo.

Outro passo importante foi a Mônica ter tomado consciência do quanto ele estava sofrendo. Não que isso vá fazê-la terminar com o DC para ficar com ele, isso não vai rolar. Ela realmente gosta do DC e está feliz com ele, vamos admitir. Mas pode ser que depois dessa edição ela não haja mais com tanta desconfiança e hostilidade com ele.

Vocês podem achar que está demorando demais para a Mônica ficar bem com o Cebola, mas vamos olhar o lado dela também, né? Confiança perdida é difícil de recuperar. Depois de tantas mancadas, a Mônica perdeu a confiança no Cebola.

E tem outra coisa que a Petra falou no ask dela e faz muito sentido: o Cebola precisa melhorar como pessoa antes de ficar com a Mônica porque não é certo o rapaz avacalhar a moça durante a vida inteira e depois ficar com ela numa boa. Isso passa uma mensagem muito ruim, que pode inclusive prejudicar várias meninas no futuro. Elas podem pensar que é normal o sujeito aprontar um monte e depois ficar com elas numa boa. Isso não existe na vida real.

Então, hoje, estou respeitando mais o Cebola. Ainda não sei como vai ser no futuro. Ele tem um longo caminho pela frente, talvez precise refletir melhor sobre seu sentimento de inferioridade em relação a Mônica, entender melhor o por que dessa fixação em derrotá-la. Pode ser que ele ainda tenha algo a melhorar.

Além do mais, não podem acabar com o namoro da Mônica assim do nada. Tem que ser bem feito para não ficar forçado ou esquisito. Então quem torce para que os dois voltem a namorar novamente vai ter que esperar um bocado.

Eu gostei muito da história. O tema, a forma como foi desenvolvida e a profundidade que foi dada ao Cebola. A conclusão também ficou boa porque o Provedor percebeu que ele não era tão poderoso assim em alterar a realidade e no fim respeitou a vontade dos personagens. Outra coisa legal foi a mensagem de que o sentimento do Cebola pela Mônica é tão forte que nem uma criatura tão poderosa com poder de alterar a realidade foi capaz de fazê-lo esquecer dela.

E mostrou também o quanto a Mônica se importa com o Cebola apesar de tudo, porque ela estava disposta a voltar para a caverna e desfazer toda aquela confusão. Era bem capaz de ela até se oferecer para ficar no lugar dele novamente se fosse preciso.

Não sou boa em avaliar desenhos, mas as expressões do Cebola ficaram realmente emotivas, impactantes, sei lá. Nunca vi a cara dele daquele jeito, especialmente no quadrinho onde ele manda o Cascão sair do seu quarto. Foi algo assim bem mangá mesmo. Há quem diga que os desenhos ficaram ruins e confesso que deixaram um pouquinho a desejar mesmo. Mas deu para levar de boa.

Ah, e aquela imagem do Cebola beijando a Mônica? Foi só mesmo para deixar todo mundo de cabelo em pé porque nem nos sonhos do Cebola ela apareceu. Pobrezinho, não consegue ganhar beijo nem sonhando!

Bom, essa foi a crítica do mês, espero que tenham gostado. Agora vamos aguardar a ed. 94 e confesso que estou bem curiosa, mas isso vai ficar para os palpites. Até mais!


Para mais opiniões, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem: