sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

TMJ#5 - Entre o céu e o inferno: Críticas

21:43 0 Comentários


Quando vi a capa pela primeira vez fiquei tipo “meldels, colocaram a Dorinha na capa!” sim, é praticamente um milagre eles colocarem um personagem secundário na capa da TMJ. Não é todo dia que acontece e fiquei bem feliz porque essa personagem nunca recebeu assim grande destaque.

Apesar de não ter dado nenhum palpite aqui no blog, fiquei pensando... quem seria esse anjo na capa? Um anjo da morte? Algum tipo de espírito? Sobre o quê fala a história? Por isso fiquei assim meio surpresa quando vi que se tratava da trajetória de um anjo caído.

Bem... eu não acredito assim em anjos. Quer dizer, não da mesma forma como as outras pessoas acreditam. É meio complicado explicar. Mas voltando a história, temos o Alef, o anjo que foi chutado do céu e se juntou a uma galera do mal para causar na Terra. Daí ele foi para o colégio do limoeiro e encontrou a turma.

O personagem foi bem coerente com o que se esperava de um anjo não tão bonzinho assim. Ele se mostrou arrogante, convencido e se achando no direito de desfazer das pessoas como se fossem inferiores. Bastante antipático no início e atraiu a desconfiança do resto da turma por suas atitudes e aparência, que era bem diferente do resto dos alunos. Até aí, tudo bem.

A Mônica tentar fazer amizade com ele e lhe dar as boas vindas também foi legal, especialmente sua atitude de não aceitar o preconceito dos outros alunos contra ele. Tranqüilo também.

Só achei que a Dorinha fez amizade com ele muito fácil. Quer dizer, para alguém tão arrogante que chegou se achando melhor que todo mundo, ele até que acabou sendo legal com ela apesar de ter sido grosso no começo.

Falando da Dorinha, eu gostei muito do foco e destaque que ela teve na história e sua personalidade é igual a que vemos nos gibis. É uma garota alto astral, positiva e que procura viver a vida da melhor forma possível. Ela passou uma mensagem bem bacana para os leitores.

Ela vê o mundo de outra forma diferente, com os outros sentidos e se sente feliz assim. Claro que ela gostaria de enxergar, mas não se sente ressentida por isso, nem tem inveja dos outros. Também não se sente injustiçada ou vítima.

Outra coisa de que gostei nessa história foi ver participação melhor dos outros personagens. Aninha e Titi foram hilários. Alguém aí quer biscoito de jiló com abacate? Eu não! Cascão e Xaveco trabalhando juntos também foi engraçado.

Eu rachei de rir com o Xaveco falando que estava assim de garota atrás dele. Tipo assim, não foi ele quem se jogou para cima da Irene na ed. 50? Não foi ele quem alugou um robô para lhe fazer companhia na ed. 32? Hahaha! Tô sabendo!

Nessa ed. o Xaveco até pareceu aqueles caras que vivem falando que centenas de mulheres morrem de amores por eles, mas ninguém nunca o viu com mulher nenhuma além da mãe e talvez da irmã. E essa de “Ain, nunca me apaixono”? Tá bom que eu acredito! Infelizmente não é algo que a gente possa controlar. Acontece e pronto. Claro que ainda podemos escolher como lidar com esse sentimento, só que tudo fica bem mais difícil porque as pessoas costumam ficar patetas quando se apaixonam mesmo.

O desenvolvimento foi bom, ótimas lições sobre viver a vida, aprender a ser feliz com o que tem ao invés de se afundar no recalque e gostei de como Alef e Dorinha foram ficando cada vez mais próximos. Uia, até beijo teve!

O momento em que ela quase foi atropelada também foi tenso, ainda mais quando Alef fez os carros flutuarem e depois levou aquele soco da Mônica. Tá, eu achei que foi injusto porque ele só estava tentando protegê-la, mas a Mônica não sabia disso, então era natural ela pensar que a amiga estava em perigo. Se bem que parar um pouquinho para escutar não teria feito mal a ninguém, certo?

Os três ex-anjos psicopatas também foram bons, típicos vilões que só queriam ferrar com a vida de todo mundo e ainda agiam como se isso fosse um direito sagrado. Eram os tipos de vilões que a gente queria ver se lascar bonito no final.

À medida que fui lendo a história e entendendo do que se tratava, comecei a ter uma sensação de déjà-vu que muitos leitores também devem ter tido. Algo familiar aí? Será que eu não vi algo parecido em outra edição? Sim, eu vi: ed. 66 – Amor de Anjo. Sim, pessoal. A idéia central foi basicamente a mesma.

Confesso que quando vi a quarta capa da edição, com Alef e Dorinha juntos, logo imaginei que eles iam terminar separados. Tá, é fácil dizer isso agora que já li a história, mas considerando o histórico da MSP em estragar casais, não dava para imaginar outra coisa. E quando descobri que Alef era um anjo, aí é que passei a ter certeza de que eles iam terminar separados.

E não deu outra: após ele ter morrido para salvar Ângelo de um ataque, acabou renascendo como um anjo. Nessa hora qualquer mísero restinho de esperança de que eles fossem ficar juntos morreu porque não tinha como ser diferente da ed. 46. Alef acabou tendo que ir embora porque sua missão era em outro lugar e não podia ficar com ela.

Pelo menos a Dorinha soube lidar bem com isso e não se mostrou triste ou frustrada. E também não ia adiantar mesmo, né?

Aí eu pergunto: por que, exatamente? Por que um anjo não pode sentir amor e ficar com uma pessoa, seja humana ou ninfa? Qual é a lógica nisso? A revista disse que se apaixonar enfraquece as pessoas, logo um anjo perderia as asas e se tornaria humano.

Aham. Aí eu fico pensando com os meus botões: aqueles anjos (mais o Alef) sentiram raiva, inveja, ódio e vários outros sentimentos negativos, mas isso não os enfraqueceu. Sim, eu sei que foram expulsos do paraíso e perderam as asas, mas aparentemente isso não os deixou mais fracos. Eles continuaram tendo poderes, podiam voar e até controlar as mentes das pessoas. Qual foi o prejuízo real que eles tiveram além do exílio? Eu não vi nenhum.

O ponto aqui é: eles tiveram uma pancada de sentimentos negativos e não enfraqueceram, mas foi só o Alef gostar da Dorinha e se importar com ela que acabou ficando fraco? É isso, produção? Alguém me explica essa lógica? Deu pra entender o meu raciocínio? Ficou parecendo que está de boas sentir ódio, mas sentir amor enfraquece as pessoas. Mensagem ruim que o roteirista acabou passando, viu?

Outra coisa com a qual não concordo é que na história confundiram amor com paixão sendo que são coisas bem diferentes. Paixão é algo que acontece num curto período de tempo, muitas vezes à primeira vista. O amor é construído com a convivência, leva tempo, dá trabalho e exige paciência.

Paixão geralmente leva mais em conta a aparência física, enquanto que com o amor aprendemos a focar mais nas qualidades da pessoa. Quando nos apaixonamos, alimentamos ilusões sobre a outra pessoa, idealizamos, praticamente criamos um personagem em cima dela.

Com o amor isso não acontece. Conhecemos a pessoa e seus defeitos, mas mesmo assim amamos porque as qualidades compensam. Paixão é ilusória, amor é mais realista. Mas dependendo do caso, paixão pode se transformar em amor sim, embora não aconteça sempre.

Então eu não posso dizer que Alef amava a Dorinha, porque o tempo de convivência deles foi muito pequeno, coisa de poucos dias. Mas também não sei dizer se era paixão porque ele mostrou se importar realmente com ela e não pareceu que estava alimentando fantasias, nem idealizando. Então imagino que ele gostava muito dela, estava desenvolvendo um sentimento especial que com o tempo podia se transformar em amor.

Seja como for, o sentimento que ele tinha por ela era uma coisa boa, que o tornou uma pessoa melhor. É aí que as coisas deixam de fazer sentido. Enquanto ele sentia ódio e inveja, tinha poderes. Mas quando passou a sentir algo bom e positivo, ficou fraco? Entendem onde quero chegar?

Acho que o roteirista só fez o final assim para bater com o “amor de anjo”, porque ia ficar muito sem sentido Ângelo terminar separado da Nina, mas Alef poder ficar com a Dorinha. Mas ainda assim eu acho muito estranho e sem sentido um anjo perder seus poderes por amar uma pessoa. O que nos faz perder a força, a meu ver, é esquecer de quem somos, nos anular e ficar só em função do outro. Aí sim perdemos nossa força mesmo.

Mas se formos capazes de manter nossa identidade, de nos lembrar de quem somos, do nosso valor e de que merecemos respeito, não acho que amar vai nos fazer perder a força.

Não sei se vocês se lembram, mas foi com esse pensamento que eu escrevi a fanfic “Santuário”, como uma continuação da ed. 46 porque eu não tinha me conformado com o final. Então arrumei um “jeito” do Ângelo poder ficar com a Nina e manter seus poderes de anjo. Para quem quiser conferir:


E também fiz um desenho dessa edição, imaginando um final mais feliz para os dois. Tem quebra cabeça também: Quebra-cabeça: Voe comigo

De qualquer forma, gostei bastante da história e do destaque que deram para a Dorinha, foi um bom protagonismo mesmo. Foi legal ver toda a turma se reunindo para acabar com aqueles folgados, e a aparição do Ângelo também foi muito boa. Gostei de como os outros personagens foram aparecendo e tendo algum espaço, não ficando tudo só entre os quatro principais. Gosto de aventuras em que a turma toda participa, ainda que dentro do possível. Apesar do final previsível, foi uma boa história.

Para quem quiser mais opiniões sobre a história, não deixem de conferir o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:


domingo, 7 de janeiro de 2018

Steven Universe - Lars of the stars e jungle moon

17:20 0 Comentários



Depois de tanta espera, finalmente lançaram dois episódios novinhos de SU: Lars of the stars e jungle moon.

E que episódios, meldels!

Quer dizer, Steven e Connie esperavam ver o Lars e as offcolors enfurnados numa caverna lutando para não serem mortos pelos robôs da Diamante Amarelo. Ao invés disso, eles deram de cara com ele sendo capitão de uma nave roubada debaixo dos narizes de 69 guardas e uma gem furiosa dando piti na tela do comunicador. Alguém esperava por isso? Nem eu!

Foi impressionante ver essa volta por cima. Em outro post eu falei sobre o amadurecimento do Steven. Impressionante, porém gradual. Com Lars foi diferente porque aconteceu quase que de um episódio para outro.

Primeiro ele era um Zé Mané medroso que só pensava em si mesmo. Depois ficou corajoso, decidido e com senso de liderança. Só fiquei um tantinho triste por não terem mostrado como eles saíram das cavernas, driblaram o sistema de segurança e roubaram a nave.

Sei lá, teria sido legal mostrar a vida do Lars na caverna depois que o Steven foi embora. O que ele ia fazer para passar o tempo? Como ia interagir com as outras offcolors? Será que ia sentir muita falta de casa e da família? Coisas assim. Teria sido um bom episódio.

Ver a Esmeralda dando piti na frente dele também foi hilário, especialmente a parte do bingo-bongo. Ter a nave preferida roubada por um bando de offcolors deve ter sido um soco direto no ego dela.

Uma das partes de que mais gostei foi ver o Lars quase morrendo de tristeza ao saber que Sadie seguiu com a vida dela. No início pareceu um tanto canalha e egoísta. Quer dizer, na última vez que eles se viram, ele virou as costas e fugiu ao vê-la em dificuldade. Enquanto trabalhava no Big Donnuts, ele sempre se aproveitava dela, não era legal e muitas vezes até grosseiro. Então ele nem deveria ter ficado surpreso por ela não ter morrido de tanto chorar por causa dele. Sem falar que seu senti um pouquinho de inveja da parte dele, pois ela conseguiu algo que ele sempre quis (e podia ter tido se não fosse tão Zé ruela).

Porém... estamos falando de seres humanos. Fraquezas irritam sim, mas no fim a gente acaba entendendo que ninguém é perfeito. O Lars deve ter se sentido deixado de lado, como se não tivesse importância nenhuma na vida dela e não fizesse falta. Apesar de ter sido um manezão a vida toda, no fundo ele gosta dela.

Por isso foi importante a fala do Steven, de que é necessário seguir em frente apesar da dor. Se afundar na depressão não leva ninguém a lugar nenhum. Sadie precisou seguir com a vida dela e felizmente Lars foi maduro suficiente para entender que ela fez porque tinha que fazer, não para magoá-lo. No fim, ele conseguiu ficar feliz por ela o que é um grande avanço, já que antigamente teria morrido de raiva ao vê-la toda feliz com a turma dos descolados.

Foi um bom episódio, mas o seguinte, jungle moon, deixou todo mundo de cabelo em pé.

Primeiro foi a Stevonnie de barba, coisa que ninguém esperava. Mas cá entre nós... ela é a fusão de uma menina com um menino, logo devia ser normal crescer barba no rosto dela após alguns dias. É a primeira vez que eles ficaram fundidos por tanto tempo, por isso nunca percebemos isso antes.

É bem legal porque desafia um bocado nossos padrões. Muitos a vêem como garota, então crescer barba no rosto dela meio que dá um nó no cérebro de muita gente. O que eu gosto da Stevonnie é que ela não pode ser classificada como homem ou mulher. É algo que causa confusão na cabeça das pessoas porque sua aparência é bem feminina, mas não podemos dizer que é uma garota porque Steven também faz parte dela. Acho que é alguém não binário, livre de gênero.

Eles ficaram presos na lua de um planeta que foi colônia da Yellow Diamond no passado. Um planeta bem destruído, enquanto a lua permaneceu cheia de vida. Serve também para mostrar o que acontece com um planeta colonizado pelas diamantes. O estrago que elas fazem é além da imaginação.

 
Agora, o que realmente deixou geral em polvorosa foi o sonho que Stevonnie fez e acabou revelando a face da tão esperada Pink Diamond. No início fiquei meio WTF. Era a mãe da Connie falando com Nefrite sobre invasão, depois naves começaram a aparecer do lado de fora. Aos poucos o ambiente muda e aparece a base lunar enquanto a mãe da Connie se transforma em YD
No início eu pensei que eles só estivessem assistindo a um fato do passado, mas depois fiquei meio sem entender quando YD de fato falou e interagiu com a Stevonnie, que estava agindo de um jeito estranho e bem mimado até. Só depois é que deu para entender a moral da história: eles estavam revivendo o passado de PD como se fosse ela própria.


Curioso esses poderes do Stevene e sua capacidade para se ligar as diamantes. Primeiro ele foi capaz de ver pelos olhos da Blue Diamond, depois acessou as memórias da PD como se fosse ela própria. Fico pensando se ele não teria alguma ligação com a YD. E por que ele é tão ligado assim à elas? O que tem nele que faz com que seja capaz de ver o que elas vêem e até de viver suas memórias? Mistério!

Outra surpresa foi a PD, em vários aspectos. Sua aparência é bonita ao que parece. Muitos ficaram decepcionados com a BD porque esperavam uma coisa e veio outra diferente. Mas a PD se parece um bocado com as fanarts que vejo por aí, só que bem menorzinha. E com uma pedra diferente.

São duas coisas que deixaram várias perguntas porque ela meio que foge dos padrões das diamantes que vimos até agora. É pequena e a pedra tem um formato diferente, mais de diamante e não somente um losango. Uns dizem que ela é defeituosa, mas sei lá...

Quem assistiu ao ep. Offcolors deve se lembrar da forma como gems defeituosas são tratadas no Homeworld. Será que as diamantes aceitariam uma gem defeituosa entre elas, para ser tratada como igual e liderar exércitos? Elas seriam capazes de amar alguém que tenha nascido com defeito? BD talvez, mas YD é pouco provável pelo que tenho visto da personalidade dela.

Pareceu no desenho que PD ainda era nova, talvez uma gem recém-criada. Ainda não tinha colônia nenhuma e era meio que tratada (e também agia) como criança. YD agia um pouco como uma mãe, talvez uma mãe severa que não tolera criancinhas mimadas.

Sobre o formato da pedra é difícil dizer. Até agora só tínhamos visto duas diamantes e as pedras delas são iguais. Então é fácil pensar que PD é defeituosa por causa do formato da pedra dela, mas ainda falta a White Diamond que sequer foi mencionada no desenho. Como seria o formato da pedra dela? Será que existe mesmo um padrão? YD e BD parecem ter a mesma idade, imagino que tenham surgido juntas, daí suas pedras terem o mesmo formato e ficarem no mesmo lugar. PD foi criada depois, talvez seja a mais nova das diamantes.

E é bom lembrar que quem criou esse padrão de Diamante = pedra em forma de losango fomos nós. Não sabemos se as diamantes do desenho pensam dessa forma.

Agora, o tamanho confunde bem porque YD e BD são maiores que uma casa. É só ver o tamanho da cabeça da BD em relação ao Steven para termos uma idéia de como elas são enormes. Será que gems podem aumentar de tamanho?

Na primeira vez que apareceu, YD era grande, mas não gigantesca. Depois ficou enorme. Ou isso aconteceu por falta de consistência na hora de desenhar os personagens ou então ela cresceu mesmo. Ainda não temos como saber.

Sabe, no início eu cheguei a pensar que PD fosse uma diamante “boa”, que talvez tenha percebido o mal que estava fazendo com a Terra e resolveu mudar. Sabe de nada, inocente! Mas depois do que a Garnet falou dela e desse episódio, acho que mudei de idéia.

E pensando bem... ela raptava humanos para colocar num zoológico como troféus. Não vejo muita bondade nisso. Aí fico imaginando como deve ter sido uma líder mimada e arrogante colonizando seu primeiro mundo e agora já sei por que a Rose se rebelou. Aquela criatura estava mesmo precisando de uma boa havaiana de pau!

O chato desses episódios é que eu fiquei com vontade de ver mais, só que ainda vai demorar um bocado. Meldels... será que os novos episódios só vão sair de seis em seis meses? Ain... é isso que está doendo! Queremos saber tantas coisas e a Rebecca lança os episódios a conta-gotas após um longo período de vácuo. Acho que nesse ritmo, só os nossos netos vão saber como termina a série. 

A propósito, eu falei em outro post que SU é sempre cheio de referências, certo? Então vai mais uma: o visual de Lars é baseado no Capitão Harlock, um personagem de anime. Vocês podem ver mais informações desse anime aqui: (Capitão Harlock


 






sábado, 6 de janeiro de 2018

Apresentando: Steven Universe

18:14 0 Comentários


Eu sempre gostei de desenhos animados, apesar de atualmente não estar acompanhando muitos. Atualmente o meu preferido é Steven Universe. Acho que vocês devem ter ouvido falar.

Para quem não conhece, vamos fazer uma pequena definição: o que é uma gem?

Gems são uma espécie alienígena que na verdade são pedras. Seus corpos são uma espécie de holograma sólido projetados por essas pedras. Como são hologramas, elas podem até mudar de forma temporariamente, criar órgãos se quiserem e quando são feridas, seu corpo holográfico se desfaz e elas voltam para sua pedra a fim de se regenerar.

As gems são originárias de um planeta que no desenho é chamado de Homeworld, ou Planeta Natal. Elas também colonizam outros mundos de acordo com sua necessidade. Para uma gem nascer, a pedra dela é tipo plantada no solo e de lá extrai todos os recursos necessários para fazer uma nova gem que emerge já adulta, sabendo quem é e sua função.

As gems que existem são as pedras que conhecemos. Tem esmeralda, ametista, peridoto, jasper, lápis lazuli, nefrite, diamante, etc. Cada uma delas tem um tipo de poder e função na sociedade do Homeworld. Uma vez que são pedras, elas não “nascem” nem se “reproduzem” e sim são feitas.

É por isso que elas colonizam outros mundos, pois buscam planetas ricos em recursos para fabricar novas gems. Mas tem um porém aí: depois que as gems emergem, o solo fica morto, incapaz de gerar vida novamente. A criação de gems literalmente detona o planeta.

O desenho é centrado na vida de Steven Universe, um garoto meio humano/meio gem que vive com três gems em uma cidade fictícia chamada Beach City. Ao longo da série, ele ajuda as gems a salvarem o planeta ou simplesmente se diverte com os diversos amigos que tem na cidade. A série mostra sua evolução e amadurecimento a medida que vai descobrindo vários segredos sobre si mesmo e sua origem.

As gems que vivem com Steven se chamam Garnet, Pérola e Ametista. Cada uma tem uma personalidade diferente e a convivência nem sempre é tranqüila. Sempre tem atritos e às vezes até brigas sérias, mas no fim elas se entendem. Muitas vezes Steven age como apaziguador entre elas.

A criadora é Rebecca Sugar, que também trabalhou em Hora de Aventura. Quando vi esse desenho pela primeira vez, confesso que torci o nariz porque achei o Steven muito pentelho. Só passei a me interessar por causa de um episódio que vi e gostei bastante, aí comecei a ver desde o início.

Uma dica para quem vai começar agora: tenha paciência. No início vão achar o desenho bobo, o Steven chato e tudo sem sentido. Mas com o tempo vocês vão ver que o desenho é mais profundo e complexo do que parece.

Uma das minhas coisas preferidas em SU (Steven Universe) é a diversidade e inclusão. Nos desenhos geralmente vemos personagens “padrãozinho”, mas em SU temos uma variedade grande de formas e corpos. Não há padrão de beleza, todos são considerados bonitos do seu jeito.

A mensagem é de aceitação, respeito à diversidade, de ver beleza em diversos tipos de corpos e não somente um.

Mas o que eu realmente gosto mesmo é a grande representação lgbt que o desenho traz. Geralmente é difícil fazer esse tipo de representação porque os conservadores sempre querem criar uma terceira guerra mundial quando aparece algum personagem lgbt, mas SU consegue fazer isso com bastante naturalidade. Se bem que alguns países censuram, o que eu acho ridículo.

Existem duas personagens que se amam muito e os criadores já deixaram claro que elas representam um relacionamento lésbico.

“Aaaainnnn, mas vai influenciar as crianças!”

Não, não vai. Orientação sexual é algo que nasce com a pessoa. Ninguém “vira” gay ou hétero, não é uma decisão que a pessoa toma na hora de acordar.

O que o desenho tenta fazer é ensinar a ter mais respeito, que não existe somente uma forma correta de amar. A gente até vê os fãs shippando as personagens sem se importar com sexo ou gênero.

Aaaainnnn, mas estão ensinando as crianças a acharem isso natural!”

Ué, quem decide o que é ou não natural? Existe algum livro de normas universais que todo ser humano da face da Terra tem que seguir? Não? Então pronto. Fim da discussão. 

SU é aquele tipo de desenho que eu gosto: profundo, complexo e que dá margem para os fãs elaborarem diversas teorias. Sim, pessoal. Nada nesse desenho é por acaso. Não há fillers, nem encheção de lingüiça. É bastante comum aparecer algo num episódio que será lembrado ou fará sentido vários episódios depois.

É algo que vamos construindo aos poucos, juntando as peças para descobrirmos um grande segredo. E à medida que vamos juntando as peças, também vemos como Steven amadurece e evolui. O garoto que temos hoje é muito diferente daquele do primeiro episódio.

Sem falar que eu adoro ver as gems e o grande amor que elas têm pela Terra, único lugar onde elas podem viver em paz sendo o que são. Elas não interagem muito com os humanos e as vezes ficam até sem jeito entre eles, mas lutam e se esforçam para protegê-los.

Apesar de parecer simples, é um desenho que dá muito pano para manga. Muitas explicações, apresentações, teorias, mensagens ocultas e referências. Se tem uma coisa que a Rebecca gosta é usar referências nos desenhos. Quem assistir vai achar muitas delas e isso também faz parte da diversão.

E é claro que eu não posso esquecer das músicas. Geralmente eu não gosto muito, sempre me dá um certo nervoso quando um personagem começa a cantar do nada. Mas as canções de SU são sempre muito bonitas e algumas até dá vontade de ouvir várias e várias vezes. Sempre que tem música nova, toda a fandom fica alegre. Melhor que isso só as fusões. Hein? O que são as fusões? Bem... só assistindo para saber. Não quero estragar a surpresa.

Mais uma dica: quem for começar a assistir, faça devagar e sem pressa porque atualmente os episódios estão demorando um pouco para serem produzidos. Eu sei que o desenho pode desagradar os mais conservadores, mas quem tiver a mente aberta irá apreciar bastante. 

Quem quiser saber mais sobre SU (a introdução que eu dei foi muito pequena e incompleta), pode dar uma olhada aqui:


sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Livro - A menina mais fria de Coldtown

10:59 0 Comentários


Sinopse:

“No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown. A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.” Skoob / Orelha de Livro

Interessante, não? Pois bem. Eu achei a sinopse bem legal e resolvi ler o livro achando que era uma aventura bem fantástica em outro mundo. Qual não foi o meu choque ao ver que na verdade era história de (blargh!) vampiro!

Confesso que nunca gostei muito desse gênero. Meio chatinho, sei lá. Criaturas que se alimentam de sangue, não podem ver a luz do sol e nem comer um bolo de chocolate? Tô fora! Mas confesso que acabei até gostando do livro apesar de tudo. É uma história de vampiro sim, mas contada de um jeito diferente.

Para começar, o vampirismo é tipo uma doença que é transmitida quando um vampiro morde um ser humano. Quando a pessoa é mordida, em 72h ela desenvolve os sintomas da gripe e começa a ter um desejo incontrolável por sangue humano. Se ela conseguir passar uns oitenta dias sem tomar sangue, acaba sendo curada. Porém... se beber sangue, se transforma num vampiro para sempre. E num daqueles vampiros clichês, que nem podem sair durante o dia porque se queimam com o sol.

Esquisito, mas original e até que gostei.

Como a infecção estava se espalhando, o governo criou lugares de quarentena chamados Coldtowns, para onde os infectados eram mandados para não continuarem espalhando a doença. Só que algumas dessas cidades acabaram se transformando em grandes BBB e várias pessoas começaram a ir para lá não só porque foram infectadas e sim porque queriam fama, glamour e algumas queriam até se transformar em vampiros.

É para uma dessas Coldtowns para onde vai Tana após a tragédia que aconteceu ao seu redor. Ela leva consigo o seu ex-namorado que não passa de um tremendo traste e um vampiro que ela encontrou preso dentro de casa. Outras pessoas vão se juntando a ela durante a jornada.

Esse vampiro que ela tirou da casa guarda um segredo bem sinistro e aos poucos vamos conhecendo esse personagem. Confesso que acabei gostando mais dele do que do ex-namorado mala-sem-alça dela.

A história narra a jornada de Tana e seus amigos até a Coldtown mais famosa de todas, as dificuldades que enfrentam pelo caminho e todo um mistério ao redor do vampiro que foi junto com ela. Ela luta para sobreviver dentro dessa cidade que parece ser tão bonita e atraente, mas que na verdade esconde muitos perigos e pode ser bem sombria.

Há tantos vampiros como humanos vivendo nessa cidade, tentando manter um equilíbrio entre predadores e presas. Afinal, se todo mundo virar vampiro, eles vão se alimentar do quê?

As pessoas veem essas cidades de fora, pela internet. Existem fóruns, comunidades, toda uma legião de fãs que acompanham o quotidiano de um vampiro muito famoso que vive nessa cidade. Imagino que para uns pode ser meio bobo, mas eu achei interessante. Quer dizer, o ser humano pode ser bem espírito de porco as vezes. Uma infecção grave que transforma as pessoas em vampiros se espalhou e povo só quer saber de BBB vampiresco? Pensando bem, confesso que é para dar risada mesmo.

Tana é corajosa, uma guerreira mesmo. Acaba enfrentando vampiros e até matando alguns em nome da sobrevivência.

O livro é narrado em terceira pessoa, misturando fatos do presente com lembranças de Tana do passado, inclusive algo triste que aconteceu na sua infância. Esses flashbacks podem ser meio chatinhos, mas são importantes para entender como a sociedade chegou ao ponto em que ficou e também entender o passado de Tana.

Não tem assim aquele banho de sangue que se espera em histórias de vampiro, nem muita adrenalina. Tem alguma, mas acho que os fãs desse gênero de história geralmente gostam de muito mais, de crueldade, sadismo, sangue, essas coisas. Ainda assim é uma boa leitura, eu diria que é até bem leve. Dá para entreter e passar o tempo.

O final não foi bem o que eu gostaria, mas foi bom assim mesmo. Pelo menos deixou alguma esperança e até daria uma brecha para fazer a continuação do livro, mas o autor ficou só nesse mesmo.

Para quem quer uma história diferente de vampiros, eu recomendo “a menina mais fria de Coldtown”.


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

CBM#33: No deserto de gelo - Críticas

21:14 0 Comentários

Não é só de TMJ que vive esse blog, certo? Eu ando bastante atrasada com as críticas da CBM. Tipo, eu parei na ed. 32 e já estamos na 51! Armaria, vai levar tempo para tirar o atraso!

Vocês conhecem reality shows de sobrevivência? Imagino que já devem ao menos ter ouvido falar deles. Esses programas estão na moda e existem vários deles, inclusive alguns brasileiros. Sabiam que tem até um programa onde as pessoas ficam peladas no meio da floresta? Se chama largados e pelados, mas isso não vem ao caso agora.

Nessa edição, Chico acabou participando de um desses programas meio que por livre e espontânea pressão, pois seus amigos viram que ele também entendia de sobrevivência e resolveram que seria interessante vê-lo na televisão comendo aranha e minhoca.

Então ele foi para a Patagônia com um apresentador famoso e a equipe de filmagem. Tudo parecia ir bem até ele perceber que o programa era basicamente fachada. O apresentador não entendia praticamente nada de sobrevivência, tinha pouco conhecimento e toda não fazia nem a metade das coisas que dizia fazer no programa. Sem falar que era um grosso sem educação.

Aos poucos Chico vai se desencantando com o programa, pois sentiu-se muito mal porque as pessoas em casa acreditavam em tudo aquilo sendo que o apresentador estava mentindo. A última gota foi quando o sujeito quase matou um animal em risco de extinção sendo que eles nem estavam precisando de comida.

E gente, sabemos que isso acontece mesmo, né? Em se tratando de televisão (e internet também, convenhamos), nem tudo é o que parece ser. Já vi pessoas que entendem mesmo de sobrevivência criticarem demais esses programas.

Uma coisa que a história mostrou e é verdade, é que os apresentadores nunca vão sozinhos para o meio do mato. Além dos cinegrafistas, do roteirista, etc. eles também contam com uma equipe de primeiros socorros, medicamentos e até meios de transporte caso algo dê errado. Então é óbvio que fome eles também não passam, né?

Outra grande mentira que vemos é quando eles fazem fogo esfregando pauzinhos. Até os mais experientes tem uma grande dificuldade com isso, não é algo que dê para fazer em poucos minutos.

Só que as pessoas acabam comprando essa mentira quando assistem aos programas, acabam acreditando sem questionar. Claro, é só entretenimento, mas especialistas em sobrevivência criticam muito esse tipo de coisa porque existe o risco de alguém tentar imitar as técnicas vistas nos programas e colocarem sua vida em risco.

Sem falar que é meio chato ficar acreditando em mentiras, né? Foi isso que deixou o Chico incomodado, pois como uma pessoa sincera e honesta, ele nunca ia aceitar que um monte de mentiras fossem contadas na TV sob o pretexto de ser só entretenimento.

Com toda sua simplicidade, ele mostrou que conhece mais de sobrevivência do que o panaca do apresentador. Mesmo a Beatriz entendia mais do que ele, sem falar que era bem mais simpática.

Mas é claro que o Chico não ia passar uma temporada no meio do gelo para tudo ser tranquilo e bonitinho, né? Eles acabaram correndo grande perigo por causa de uma suçuarana e Chico teve que usar a si mesmo como isca porque o apresentador acabou se ferindo. É o que acontece quando pessoas sem conhecimento vão para um meio selvagem. Eles fizeram barulho, espantaram a caça e trouxeram um cheiro forte com o chocolate que acabou atraindo a suçuarana (até eu teria sido atraída!).

Como sempre, tudo acabou bem. Eles foram socorridos, Chico voltou para casa e até aprendeu a gostar mais do programa porque Beatriz passou a apresentá-lo e com certeza ia fazer um trabalho bem melhor.

E fica a lição: tomar muito cuidado para não sairmos acreditando em qualquer coisa que aparecer na televisão ou na internet. Ainda mais em tempos de fake news, aquelas notícias falsas que são compartilhadas ad nauseam sem questionamento algum.

No geral a história foi boa, crítica interessante, bom desenho e algumas situações engraçadas. Mostrou que o Chico não costuma se deixar levar por modinhas e achei graça do estranhamento dele ao ver o sujeito comendo uma aranha na TV. O final também ficou bom, talvez até esperado.

As histórias do Chico não tem sido assim excepcionais, mas acho que são boas o suficiente para entreter. Eu ando meio desatualizada, então é muita leitura para colocar em dia, inclusive outro crossover com a TMJ. Mal posso esperar!

Para mais críticas, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem: