sábado, 27 de julho de 2013

Bichinho de estimação

11:23 11 Comentários
Dizem que ter um animalzinho de estimação faz bem para a saúde. Esse da foto, por exemplo, pode nos encher de abraços. Não é fofo?

E eu aqui morrendo de medo de uma lagartixa que apareceu no meu banheiro...


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Prévia da minha nova fanfic

21:02 10 Comentários
Estou fazendo uma nova fanfic e gostaria de colocar uma pequena prévia aqui. É um pedaço do primeiro capítulo e gostaria que me dissessem qual é a primeira impressão. Estou tentando fazer algo diferente e essa história é tipo uma continuação de sombras do passado. O título é, inicialmente, "Olhai os lírios do campo", mas não é definitivo e pode mudar no futuro.
____________________________________________________

Chegando em casa, Penha mandou que a empregada lhe preparasse um chá calmante e foi diretamente para seu quarto. Seus nervos estavam em frangalhos e cada dia para ela se arrastava como um rio lamacento. Depois que a empregada lhe trouxe o chá, ela deu alguns goles e foi trocar de roupa.

No grande espelho do seu quarto, ela pode ver seu reflexo. Seus cabelos aparentemente estavam em ordem, bonitos e sedosos como sempre. Mas aqueles não eram seus cabelos. Num gesto brusco, ela tirou a peruca e jogou no chão com toda raiva. Era uma peruca de excelente qualidade, feita com cabelos importados da Europa e confeccionada de forma a imitar seus antigos cabelos. E o resultado tinha ficado tão bom que a princípio ela pensou que a situação estivesse remediada. Só que não estava.  

Ela chorou de raiva ao constatar que seus cabelos não tinham alcançado nem dois centímetros de altura. Uma pequena cicatriz ainda estava evidente no lado da sua cabeça, lembrando-a constantemente o motivo de todo o seu ódio. Mônica.

Naquela noite tudo parecia correr muito bem. Seu plano de vingança estava funcionando perfeitamente e ela estava a um passo de destruir completamente sua inimiga. Só que tudo deu errado. Mônica invadiu sua casa, Sofia lhe traiu e no fim Paulete era apenas Denise disfarçada. Para piorar, todos tinham descoberto sua farsa, fazendo-a passar a maior vergonha da sua vida. Isso até que foi contornável porque bastou seu pai assinar alguns cheques para que o caso fosse abafado.

Sua infelicidade começou depois que Agnes foi sugada pelo céu. Ao se ver sozinha e com o plano fracassado, no auge do seu desespero ela pegou a espada daquele anjo e partiu para cima da Mônica numa tentativa de acabar com ela. Até isso deu errado e ela acabou caindo do penhasco, indo parar no barco que Mônica deixou ancorado. E tudo ficou escuro.

Ela só foi acordar dias depois numa cama de hospital. Seu corpo doía e ela estava grogue por causa dos remédios. Passado o torpor inicial, Penha descobriu que a queda gerou um coágulo no céu cérebro, sendo por isso, necessário fazer uma cirurgia. E para fazer a cirurgia, seus cabelos tiveram que ser raspados.

Nunca, em toda sua vida, tantas lágrimas foram derramadas ao descobrir que seus lindos cabelos estavam perdidos para sempre. Ia levar muito tempo até que voltassem ao tamanho normal. Mesmo para aplicar mega hair ela teria que esperar muito. Tudo aquilo por culpa da Mônica.

E como se isso não bastasse, todos acabaram descobrindo seu segredo apesar dos seus esforços em escondê-lo. Certo dia, publicaram na internet uma foto sua ajeitando a peruca e na reportagem diziam que ela tinha feito cirurgia e por isso raspado a cabeça. Quem contou aquilo para aquele repórter? O pior era que nem adiantava processar ninguém por causa da maldita liberdade de expressão.

Enquanto isso, ela sabia que aquela desgraçada vivia sua vida feliz como se nada tivesse acontecido. Um gosto amargo invadiu sua boca ao pensar na enorme injustiça que estava sofrendo. Não, não era justo! Ela deveria pagar o mal que lhe fez, sofrer muito, lamentar até por ter nascido.

Era preciso castigá-la, fazê-la sofrer até o limite das suas forças e talvez um pouco mais além. O problema era que nenhuma das suas idéias era boa o suficiente. Qualquer sofrimento por que Mônica passasse seria apenas uma mísera gota d'água comparada a sua enorme sede de vingança.

- Aquela cretina ainda vai me pagar! – ela falou olhando para si mesma no espelho. – Nem que seja a última coisa que eu faça na minha vida!

Não dava mais para continuar vivendo daquele jeito e Penha sabia que nunca mais ia ter paz enquanto Mônica estivesse esboçando um único sorriso. Mas para vencer sua inimiga, ela primeiro teria que conhecer seus passos, saber o que ela estava fazendo, falando e estar por dentro de toda sua rotina e seus problemas. Só assim para começar a traçar um novo plano que daquela vez não ia dar errado.

E para isso ela precisava de alguém que pudesse vigiar a Mônica vinte e quatro horas por dia, o tempo inteiro. Nenhum detetive, por melhor que fosse, conseguiria tal façanha. Ela só conhecia uma única pessoa que podia fazer isso: Agnes. Mas para seu azar, ela não tinha conseguido invocar novamente o fantasma da amiga desde que aquele anjo a mandou embora. Era por isso que Penha devia contar com uma ajuda extra para trazer sua amiga de volta. Tudo estava encaminhado e no dia seguinte ela ia colocar seu plano de vingança em ação.

Memes da Turma da Mônica Jovem

19:17 2 Comentários
Eu adoro memes, mas confesso que não tenho lá muita criatividade para criá-los. Ainda assim não custa tentar, certo? Mas quem quiser tentar também e tiver mais imaginação que eu (e mais tempo), pode criar também. Já adicionei as imagens na galeria de png's. Divirtam-se!




terça-feira, 23 de julho de 2013

Encontro Marcado - Um final alternativo

21:01 15 Comentários
Meldels! Finalmente consegui terminar a imagem da Ed 59. Foi uma maratona, já que normalmente eu não desenho tantos personagens de uma vez só. Os rapazes eu precisei completar a parte de baixo, não sei se ficou bom.

Eis aí um final que teria sido mais adequado para a história, não aquela coisinha boba e previsível de “Cebola pisa na bola, Mônica perdoa e tudo fica bem”. Tá, ela deu um pouco de chilique, disse que não ia esquecer tão cedo, comprou um jogo para meninas, mimimi, nhenhenhe. E daí? No fim, tudo ficou na mesma.

Claro que eu adorei o que ela falou para ele no início e confesso que até fiquei surpresa. Então o final não foi de todo ruim. Agora resta a Ed. 60 e confesso que ultimamente essas historias sobre namorados tem andado meio repetitivas demais. Quer dizer, o enredo é basicamente o mesmo:

Rapaz briga com a moça, corre para outra, a mocinha sofre e chora um monte enquanto ele não está nem aí. Então, mais para perto do fim da história, ele “cai na real” e volta correndo para seu “verdadeiro amor”. Ela perdoa, eles fazem as pazes e fim. Ai, não! Chega! Cansou! Já deu!

Eu quero as histórias de antigamente, com muita ação, aventura, viagens para outros mundos e dimensões. Caramba, ultimamente eles mal estão saindo da cidade! E cadê os supervilões? Cadê os monstros, alienígenas, naves espaciais ou criaturas místicas? Cadê a emoção, o humor, as boas tiradas? Agora é só draminha de namorados! Ah, nem!

Se eu não adorasse a TMJ de paixão já teria deixado de lado há muito tempo. ainda continuo lendo porque tenho esperanças de que as histórias voltem a melhorar igual aconteceu com Lulu Teen. Antes, as histórias da Lulu passaram por um período negro, mas agora voltaram a melhorar quando eles deixaram de lado essa bobagem de espremer duas histórias numa revista só. Então eu espero que o mesmo aconteça com a TMJ, que eles melhorem as histórias e as grandes aventuras retornem para nós.

Sim, porque esse negócio de draminha adolescente já está dando no saco. Um pouco disso ainda vá lá, mas ficar só nisso enjoa.





domingo, 21 de julho de 2013

Recomendo: Insanidade

16:40 1 Comentários
A viagem para a ilha

História: Insanidade
Autora: A Narradora
Classificação: +13
Gêneros: Romance, Amizade, Mistério
Avisos: Tortura

Sinopse: Esta é uma história estranha. Ora essa, o amor é um sentimento estranho... E poderoso. Certo vilão descobrirá isso da forma mais radical possível.




Querem ver um casal diferente e que ninguém pensou ainda? Então leiam Insanidade. Eu estava de olho nessa fanfic há um tempo e quando ela terminou, não perdi tempo. E não me arrependi de esperar porque a história é muito boa, mostrando um casal bem diferente de Mônica x Cebola ou Mônica x DC.

A princípio, todos irão estranhar e talvez até torcer o nariz achando que os dois não tem nada a ver. E normalmente não teriam, mas do jeito que a autora escreve a gente acaba simpatizando e até torcendo pelos dois.

A história tem magia, mistério, aventura e... claro... romance. Para os românticos de plantão, a história fala da redenção pelo amor.

O melhor de tudo é que não ficou aquela coisa forçada. Pelo menos eu achei que não. Vale a pena ler porque a história prende mesmo.

Sem mais delongas, aqui está a história: Insanidade

quinta-feira, 18 de julho de 2013

TMJ#60: Os opostos se atraem - Palpites

20:46 31 Comentários
Turma da monica ed. 60 - os opostos se atraem


Crendeuspai! Quando saiu a capa da TMJ 60 eu juro para vocês que levei um baita susto com a cara da Mônica! Sei lá, a primeira coisa que eu vi foi os dentes dela que parecem prontos para morder. A cara do Licurgo então, acho que vou ter pesadelos essa noite!

Sabem... pode parecer estranho, mas apesar do susto eu amei essa capa. Acho que ficou uma das melhores de todos as edições. E se não me engano, é a primeira vez que a Cascuda aparece numa capa. Agora, só tem um pequeno porém: os olhos da Carmem saíram verdes sendo que são azuis. E as sobrancelhas dela ficaram mais escuras que o cabelo. Fora isso, ficou muito bom.

Agora sim estou doida para ler a história, porque essa promete. Aposto que todo mundo deve estar de cabelo em pé ao ver o Cascão junto com a Carmem todo cheio de dengo. O que será que aconteceu para que ele resolvesse ficar com ela? Mais importante: o que deu nela pra ficar com ele? Sim, porque uma patricinha como a Carmem dificilmente ia se interessar por alguém como o Cascão.

Quando falaram que o título seria os opostos se atraem, pensei que estivessem falando do Cascão e da Cascuda porque de certa forma eles tem personalidades bem diferentes. Eles me pegaram de surpresa quando botaram ele com a Carmem.

Mas vamos com calma. O Licurgo fazendo essa cara de doidão está sugerindo que alguma coisa maluca deve ter acontecido para esses dois acabarem junto. Difícil acreditar que tenha acontecido assim, do nada. É provável que os dois tenham brigado feio, terminado e tudo. Mas algo de diferente deve ter rolado depois disso. Algo que envolve o Licurgo.

O fundo da capa está cheio de códigos binários e fórmulas químicas. Códigos binários são aquelas seqüências de 0’s  e 1’s. É basicamente a linguagem que o computador entende e na verdade representam os impulsos elétricos. Quando o impulso é alto, o código é 1. Quando baixo, é 0.

Esse tipo de código só aceita duas possibilidades. Ou é zero, ou é um, ligado ou desligado. É o uso desses dois códigos que faz o computador funcionar. Deve ser essa a razão do titulo da história.

Na capa também tem fórmulas químicas. Lembram até as aulas de química orgânica que eu tive no ensino médio. Parecem aqueles hidrocarbonetos que a gente tinha que decorar. Era legal até. Talvez seja para dizer que o casal pode ser oposto, mas o que importa é a química entre os dois. Ô viagem!

E sabem o que eu gosto mais? É não saber o que esperar. Na última edição, tudo foi muito previsível. Essa é diferente. Quer dizer, a gente sabe que alguma coisa vai acontecer com Cascão e Cascuda e ele vai pender para o lado da Carmem. E só. Não consigo imaginar como isso teria acontecido embora tenha um palpite de que tenha alguma doideira do Licurgo no meio desse angu de caroço.

Claro que estou com um pouquinho de medo. Será que eles vão avacalhar outro casal? Tomara que não, né? Apesar de muita gente torcer por Cascão x Magali, eu acho que ele com a Cascuda fica bem bonitinho. Bom, é apenas um medinho bobo, né? Porque é bem provável que eles vão se entender no final.

É bem provável que essa história tente passar a lição de que apesar das diferenças e defeitos de cada um, é possível conviver e ser feliz mesmo ambos tendo personalidades opostas.

Ah, sim... a velha crença de que os opostos se atraem. O que eu acho? Que isso funciona muito bem com ímãs, mas seres humanos costumam ser mais complicados do que isso. Não existe uma única formula definida dizendo quem vai se atrair por quem.

Aliás, observando por aí podemos ver que a tendência é nos juntarmos a pessoas semelhantes, não opostas. Quem gosta de rock não vai se interessar por grupo de sertanejo ou funk.

Agora, por que acontece de pessoas com personalidades tão opostas se atraírem? Aí entra um pouco de psicologia no meio. Vou tentar não complicar. Acontece que temos a tendência de procurar nos outros aquilo que falta em nós. Pessoas muito tímidas podem procurar as extrovertidas e por aí vai. É uma forma que a gente acha de compensar nossas próprias falhas, acreditando que ficar com a outra pessoa vai nos dar aquilo que nos falta.

Só que não funciona. Com o passar do tempo, as diferenças podem se tornar um problema se os dois não souberem lidar com isso. No início do namoro tudo é lindo e a gente passa por cima dos defeitos e dos antagonismos. Só que esse encantamento acaba e aquilo que antes nos atraía, passa a irritar. Então essa idéia de que opostos se atraem pode funcionar no início, mas com o tempo não se sustenta.

Temperamentos e gostos antagônicos dificultam a vida em comum. Pode dar certo, claro, mas para isso tem que ter muito jogo de cintura, diplomacia, diálogo, um cede aqui, outro cede ali... é preciso uma maturidade que a maioria dos casais simplesmente não tem. Por isso geralmente é mais fácil quando os dois têm gostos semelhantes.

“Ain, mas nas comédias românticas e histórias da TMJ isso funciona muito bem!” sim, no universo fictício isso funciona que é uma beleza. Mas no mundo real eu aconselho um pouco mais de cuidado.

Sem falar que essa idéia esconde uma armadilha: se opostos se atraem, então será que uma pessoa desonesta pode se dar bem com uma honesta? Uma pessoa perversa daria bem com uma que é bondosa? Um preguiçoso daria bem com um trabalhador? Pensem nisso, crianças.

No mais, eu acho que vai ser uma boa história e certamente terá um final feliz, com os dois se entendendo e prometendo conciliar melhor as diferenças. Aliás, eu adoro as participações do Licurgo, porque ele parece doido, mas as vezes tem mais cabeça que as pessoas ditas normais. Quer dizer, pelo menos eu espero que ele vá participar, né? Porque na Ed. do rei dos trolls, o DC apareceu na capa e desapareceu na história. Espero que eles não façam isso com o Licurgo.

Mas eu confesso que apesar de não saber o que esperar dessa história, estou aqui me perguntando por que a Carmem está envolvida nessa crise do Cascão com a Cascuda. Antes foi com Mônica e Cebola, depois com Titi e Aninha, agora é com Cascão e Cascuda? Ponto negativo por essa repetição, mas tudo bem.

Ainda assim estou achando meio chato ver os garotos da TMJ dando de cima das outras garotas, xavecando aqui e ali enquanto as meninas tem que ser puras, recatadas e fiéis. O machismo está correndo solto, heim? Alguém avisa para os roteiristas que estamos no século 21, por favor!

Eu também tentei fazer um fundo parecido com o da revista. Não sei se ficou bom, mas acho que dá para quebrar o galho. Está disponível para download na página de png's.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Princesa Mônica Mimi

22:00 9 Comentários
Sabe, eu costumo ser meio estranha as vezes. Fiquei de escrever uma fanfic sobre a Marina e estou escrevendo outra história que não tem nada a ver. O problema é que eu só consigo escrever o que me inspira, me vem a cabeça. Não é algo que eu consigo controlar conscientemente. Então a fanfic da sub-Marina vai demorar mais que o previsto.

Tem um desenho da Ed. 35 que me deu vontade de fazer, é aquele da Mônica fantasiada de princesa Mimi. Espero que gostem. Já tem png e quebra cabeça.

Mônica Mimi

sábado, 13 de julho de 2013

TMJ#59 - Encontro Marcado: críticas

20:40 22 Comentários
Muitos devem ter estranhado eu demorar tanto para fazer a crítica. Bem... acontece que eu gosto de ler a história duas vezes antes de falar qualquer coisa. Assim pego melhor os detalhes. O problema é que nesse caso eu custei a ler uma vez só, imaginem duas.

Sabe... no mês passado eu pensei que tinham pegado toda a chatice do Cebola e juntado numa revista só. Me enganei. Parece que eles deixaram um bocado para o mês seguinte. Aff... eu não sei o que eles ganham deixando esse personagem tão antipático assim sendo que ele tem muitas qualidades e sabe ser legal quando quer. Mas enfim... tem gosto para tudo.

Por outro lado, essa história me lembrou uma série que eu de vez em quando assistia há muito tempo atrás. Se chama Welcome to Paradox e era uma série de ficção científica que se passava numa cidade futurística chamada “Betaville”. Essa série abordava temas sobre o impacto das novas tecnologias no corpo e na mente humana. Um episódio em particular me chamou bastante a atenção e tem tudo a ver com a edição desse mês.

Resumindo, a história fala de um cara insatisfeito com o seu casamento que resolve comprar um robô para substituir a esposa de carne e osso. No início, parecia a mulher perfeita. Sempre sorridente, nunca brigava e nem questionava, sempre concordava com tudo, se desdobrava para agradá-lo e nunca o contrariava em nada. Qualquer bobagem que ele fizesse, ela achava lindo.

Mas no fim ele percebe que tudo aquilo era artificial. O robô só fazia aquelas coisas porque era programado, não porque queria fazer. Todo o carinho, dedicação e amor eram artificiais e não havia nada espontâneo ali. Então o sujeito resolveu fazer as pazes com a esposa que apesar de ser imperfeita, o amava de verdade, com todas as qualidades e defeitos.  

Foi meio o que aconteceu com a história desse mês e creio que o objetivo seja mostrar que computadores e hologramas podem até ser perfeitos, mas as emoções são falsas e nunca serão capazes de substituir a convivência com gente de verdade.

Muitas vezes as pessoas preferem trocar as relações humanas pelo mundo virtual, jogos e personagens porque não conseguem conviver com o defeito das pessoas. Confesso que de vez em quando eu também me canso das pessoas e suas chatices. É... conviver com pessoas reais não é mole não, crianças!

E sabem uma coisa que eu acho interessante no Cebola? É que ele ilustra perfeitamente aquela frase bíblica: “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”. Ele parece ser muito intolerante com os defeitos dos outros (especialmente os da Mônica), mas simplesmente não enxerga os próprios e não faz nada para melhorar. Esse é um dos defeitos que prejudica muito a convivência entre as pessoas, porque geralmente enxergamos só os defeitos dos outros e ignoramos os nossos.

Aliás, eu acho muito contraditório ele falar que quer derrotar a Mônica para estar a altura dela, mas ao mesmo tempo criticar tanto seus defeitos. Ora, para querer estar a altura de uma pessoa, é preciso admirá-la. Mas como admirar uma pessoa vendo somente os defeitos dela e ignorando suas qualidades? Tem como?

E o Cebola não apenas gosta de apontar os defeitos da Mônica, como é capaz de se afastar dela por causa de qualquer problema. Ainda que por um tempo, os sentimentos dele por ela ficaram abalados por causa das garotas do game, porque elas eram sempre perfeitas. Sinto muito, mas para mim isso não é amor.

Quando eu dou meus palpites sobre as histórias, geralmente erro muito e acerto pouco. Nesse caso eu até que acertei bastante, mas não estou nem um pouco feliz. Preferia ter errado tudo e me surpreendido com uma bela história. Para mim, foi apenas mais do mesmo: Cebola se encantando com um game, ignorando e maltratando a Mônica, depois ele se decepciona e volta para ela com o rabinho entre as pernas.

Se bem que pelo menos dessa vez ela pareceu ter tomado um pouco de vergonha na cara, mas no fim acabou aceitando ele de volta do mesmo jeito. Daqui a umas edições, a novela mexicana começa de novo: ele vai aprontar, ela vai chorar e sofrer um monte e no fim os dois vão fazer as pazes e blábláblá o de sempre. Aparentemente ela deu o troco nele jogando o mesmo game, mas isso não pareceu incomodá-lo em nada. Ele até achou graça. 

Tá, eu sei que é isso que faz vender revistas (e no fim, é só o que interessa mesmo). Mas sei lá... ando sentindo falta das aventuras de antigamente, quando eles não se penduravam tanto no drama da Mônica com o Cebola e mesmo assim faziam ótimas histórias. Sem falar que o Cebola precisa amadurecer um pouco e parar de se apaixonar por jogos e robôs, né? Fala sério!

A Mônica tinha toda razão por ficar chateada com ele. Se ele tivesse se apaixonado por outra garota, ainda vá lá. É direito dele. Agora, tratá-la como lixo por causa de um joguinho? Por causa de alguém que nem existia de verdade? Por nada? Isso é para vocês verem como é grande o amor que ele sente por ela.

Pelo menos ele foi capaz de enxergar as próprias contradições no fim da história ao ver que as qualidades citadas pela Hortência não tinham nada a ver com o que ele demonstrava na vida real. Acho que um pouco de semancol ele ainda deve ter, então esse crédito ele merece.

E ainda tem as personagens virtuais, que até que dariam boas personagens reais apesar as personalidades delas terem saído um pouco estereotipadas: a meiguinha delicada e cheia de insegurança, a descolada impulsiva e cheia de atitudes e, claro, a garota perfeita que também é uma narcisista arrogante. O nome Narcisa não foi escolhido a toa, né?

O que eu achei mais curioso foi o Cebola ter escolhido justamente a mais tímida e insegura. No início da TMJ, ele parecia ser do tipo que preferia garotas fortes e decididas. Aliás, naquela história do gibi onde ele chegou a namorar a Penha, ele próprio falou que gostaria de namorar uma menina mais segura e confiante. O que deu nele agora para preferir as choronas mimizentas? Ou será que o ego frágil dele não suporta ter ao lado uma garota com vontade própria que não vive por conta só de agradá-lo?

Ah, sim... essa é a parte complicada de se conviver com outras pessoas. Nem sempre elas farão o que a gente quer e muitas vezes farão exatamente o que a gente não quer. Paciência, é assim mesmo. Tanto ele quanto a Mônica precisam aprender isso. sim, porque a Mônica é controladora, mas ele também não fica atrás porque se desgasta muito facilmente com os erros dos outros e costuma ser radical para julgar e condenar.

Bom... é isso. Acho que não consegui escrever nada legal esse mês porque a história realmente não me inspirou. Se bem que eu até consegui fazer um desenho mostrando o final que teria sido mais adequado, só que vai levar um tempinho para sair porque ainda nem comecei a colorir. Eu meio que aproveitei alguns desenhos da revista para fazer esse, espero que fique bom.


segunda-feira, 8 de julho de 2013

O que é ser fã?

17:13 12 Comentários
Sabe, nos últimos dias eu tenho observado uma coisa: toda vez que alguém fala algo contra a TMJ, logo aparece um para achar ruim. Peraí... achar ruim é pouco. Tem gente que parte para baixaria mesmo. Acho que se estivéssemos pessoalmente, a coisa ia acabar em agressão física. No facebook, teve uma usuária que me soltou um “cala o seu...” vocês sabem o quê. Oi? Pois é. E tudo isso só porque eu estou cometendo a audácia de não achar tudo lindo, perfeito e maravilhoso. Vê se pode?

Na cabeça dessas pessoas só existem duas alternativas: ou a gente gosta de tudo, ou não gosta de nada. Oito ou oitenta, preto ou branco. Sabiam que isso tem até um nome? Não? Se chama Maniqueísmo. Heim? Não, pessoal. Maniqueísmo não é nenhum estudo sobre as máquinas e robôs.

Esse nome esquisito e meio complicado de dizer é uma filosofia que divide tudo entre bem e mal. Só existem essas duas opções, dois extremos. Pessoas maniqueístas não conseguem enxergar nuances e variações.

Não é com todo mundo, claro, mas tenho observado que alguns fãs estão mostrando uma tolerância extremamente baixa a qualquer critica feita a TMJ. Essas pessoas não suportam quando alguém fala mal das histórias. Não, nem pensar! Quem se diz fã tem que achar tudo lindo, maravilhoso e não falar nada que demonstre o contrário!

Qualquer um que se atreva a fazer uma critica ou simplesmente dizer que não gostou ou achou uma porcaria é alvo de pedradas, insultos infantis e até palavrões. Claro que isso não me ofende. Eu respondo na mesma moeda e pronto. Não vou me deixar intimidar por pirralhinhos mimados criados a leite com pêra. Mas depois eu fico pensando em que tipo de adultos essas crianças irão virar amanhã. Hoje elas agridem por causa de uma história em quadrinhos. Amanhã será pelo quê?  

Se elas não conseguem tolerar opiniões diferentes relacionadas a uma simples história, será que irão respeitar opiniões sobre religião, política, etc? Será? Medo.

Pois bem, vou dizer uma coisa: ser fã não é ser cego, não é idolatrar tudo incondicionalmente sem nenhum senso critico. Ser fã não é aceitar tudo, concordar com tudo, achar que tudo está lindo, perfeito e maravilhoso. Isso não é ser fã. É ser fanático religioso. E vocês sabem o que os fanáticos religiosos fazem? Em muitos casos, podem agredir e até matar. É isso que vocês querem? Certamente não.

Eu não preciso concordar com tudo para ser fã. Ninguém precisa. Aliás, se eu não fosse fã da TMJ, nunca teria criado esse blog e jamais faria esses desenhos que consomem tempo e energia. Se eu não fosse fã, não estaria sequer lendo as revistas. Estaria fazendo outra coisa e o mundo continuaria girando do mesmo jeito. Fim.

Agora, só porque eu sou fã e adoro a TMJ não quer dizer que eu deva concordar com tudo, né? Tem coisas que eu adoro, mas tem coisas que eu detesto também! E mesmo tendo coisas que eu detesto ainda continuo lendo e prestigiando. Só que eu também falo o que não gosto, o que não concordo e o que não me agrada. Eu elogio, mas também critico e às vezes até meto o pau.

E mesmo criticando e vendo tantas falhas, eu ainda continuo gostando. Isso sim é ser fã: continuar acompanhando o trabalho, gostando e apoiando mesmo não sendo perfeito, mesmo tudo não sendo como gostaríamos que fosse. Qualquer um é capaz de devoção cega, mas continuar gostando de algo apesar de não ser perfeito é para poucos.

Bom, para que vocês vejam o quanto eu sou fã, fiz dois desenhos usando aquela capa da Ed. 36 – o show deve continuar. Vocês sabem que eu não gosto do Cebola, mas isso nunca me impediu de desenhá-lo e me esforçar para que fique bom. Aqui vai duas versões: uma da Mônica com o Cebola para os tradicionais e outra dela com o DC para os alternativos.

Já tem png e quebra-cabeça. Divirtam-se!



sexta-feira, 5 de julho de 2013

TMJ #31 - Divisão por dois

20:52 3 Comentários
Esses dias eu refiz o desenho do Titi daquela capa da ed. 31, divisão por dois. Só agora estou tendo um tempinho pra postar o png. Bom, quanto a edição, confesso que gostei bastante porque foi o dia em que Aninha se libertou.

Antes era a garota dominada, que tinha as roupas controladas pelo Titi que não a deixava vestir e nem fazer o que gostava. E até então ela não se rebelava e nem questionava, talvez porque não conhecia nada diferente.

Foi preciso uma grande perda para impulsioná-la para a frente. Perder o namorado de infância deve doer. Talvez mais pelo apego do que pelo sentimento de amor. Ela ficou sem rumo, desnorteada e com aquela sensação de que faltava um pedaço. Isso sempre acontece quando a mulher vive por conta do seu parceiro e não tem vida e nem objetivos próprios.

Quando uma mulher se anula, deixa de pensar por conta própria e segue apenas o que o namorado quer, ela perde sua identidade, não sabe mais quem é e nem do que gosta. Aí quando o cara vai embora, ela fica perdida e sem rumo como aconteceu com Aninha.

No caso dela, foi preciso se redescobrir, fazer coisas diferentes e perceber que ninguém deve ser o centro das nossas vidas. Nem homem, nem ninguém. Primeiro somos nós. Isso não é egoísmo, é autopreservação. Só quando nos respeitamos e pensamos em nós mesmos é que poderemos ser felizes com os outros.

E essa estratégia deu certo, tanto que ela passou a nem sentir mais falta do Titi e nem sofria quando o via passeando com a Carmem. O bobalhão parou no tempo e continuou sendo o mesmo idiota, mas ela evoluiu, amadureceu e ficou mais segura de si mesma ao perceber que não precisa de um homem a tira colo para ser feliz.

Tanto que quando ele quis voltar, ela não aceitou porque não queria mais ser apenas “a namorada do Titi”, uma garota sem identidade e nem vida própria.

A meu ver, Aninha foi a personagem que mais evoluiu e até merece ser mais explorada. Acho até que a Mônica devia seguir o conselho dela ao invés de ficar por aí se descabelando por causa do Cebola.

Ainda estou aguardando uma edição centrada nesses dois, vai ser bem interessante ver como esses dois irão se resolver. Afinal, Aninha não irá mais tolerar um namorado que dá de cima de todas as garotas e nem vai aceitar que ele diga o que ela deve ou não vestir. Já o Titi deu mostras de ser machista e controlador, então vai ser difícil para ele bater de frente com uma garota que não aceita ser dominada. Eu, particularmente, fugiria dele como o diabo foge da cruz. Morro de medo de homens controladores porque podem virar agressores no futuro.

Agora, sem mais delongas, o desenho do Titi. Achei interessante refazer o desenho dele e procurei fazer aquela cara bem cafajeste, como ele merece. Tem png e quebra-cabeça.

terça-feira, 2 de julho de 2013

O que eu tenho feito ultimamente?

21:15 3 Comentários
Bem, ultimamente eu venho refazendo o desenho da capa da Ed. 36, o show deve continuar e também a Ed. 31 divisão por dois.  Estou completando o desenho com as partes que faltam. Aqui vai um preview:

 

Não sei se acertei nas proporções das pernas e o Cebola parece estar menor do que a Mônica porque está atrás dela e também porque ela está de salto alto. 

Daqui a uns dias eu posto o desenho completo.