sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Marina de garçonete

21:04 1 Comentários


Estou fazendo as imagens da Magali, Marina e Mônica vestidas de garçonete. Resolvi ir fazendo e publicando porque se fosse esperar terminar todas, ia demorar muito. Daqui a uns dias eu publico a da Mônica.



A imagem transparente está na página de png’s e também já tem um quebra-cabeça com essa imagem. Divirtam-se!



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

TMJ#53 - Tem gato no meu café: críticas

21:50 11 Comentários

Antes de postar a crítica, vou logo avisando que tem spoiler. Quem ainda não leu, melhor parar por aqui, ler a revista e só depois voltar para o blog.


Inicialmente, o que eu posso dizer é que gostei da história. Nem estava esperando assim grande coisa, pensei que ia ser só uma historinha pão com ovo e não foi. Claro que também não foi assim algo extraordinário, mas acho que a história merece... Tipo assim... Um 7.

Essa foi uma história para quem gosta de gatos. E eu gosto, apesar de não poder ter em casa. Mas parece que no caso da Magali, a quantidade de gatos era demais e é aí que começa a história, com o Carlito reclamando da quantidade de gatos e da bagunça e despesas que eles traziam.

Confesso que mesmo dando razão ao pai dela, eu fiquei com pena da Magali, coitada. Para uma pessoa tão apegada aos seus bichinhos, deve ser muito difícil abrir mão deles. Mas eu não tiro a razão dele. Os gatos realmente faziam muita bagunça. Quando a pessoa é dona da casa e mora sozinha ou com outra que também gosta de gatos, a bagunça e as despesas são aceitáveis porque a pessoa acha que vale a pena. Agora, quando vivemos com outra pessoa que não curte muito ter tantos bichos e ainda tem que pagar por eles, aí a coisa muda de figura.

É muito difícil para alguém que mora e depende dos pais ter um bichinho que eles não curtem por causa disso.

Só uma curiosidade: a Magali conta um caso de quando eles se mudaram e ela levou o Mingau de contrabando numa mala. Essa história pode ser lida aqui: http://www.monica.com.br/comics/regras/pag1.htm

Dá para ver que o Carlito nunca aceitou gatos mas relevava porque era um só. Aí um gato virou dois, que procriaram e viraram dez. Está aí uma coisa que eu não entendi. Quando eu li a Ed. a cores da Magali, vi que eram dois ou tres filhotes. Como foi que viraram sete? E a Aveia não era tigrada. Aqui tem uma imagem onde aparece a Aveia com dois dos seus filhotes. Dá para ver que a gata é grande para ser um filhote, então só pode ser a aveia. E a aparência dela está bem diferente.


Acho que fizeram assim para dar mais ênfase ao trabalho que os gatos estavam dando dentro de casa, sei lá.

Sabe... eu não sei se era a intenção deles, mas confesso que de certa forma essa edição foi uma pequena aula de empreendedorismo. Claro que não falou tudo o que precisava, mas acho que falou parte do essencial. Há jovens empreendedores mesmo e alguns até conseguem fazer o negócio deslanchar. Tem até crianças com um negócio próprio.

Só que por serem jovens podem cometer alguns erros. Quando vamos abrir um novo negócio, a primeira coisa que precisamos perguntar é: alguém vai se interessar por esse produto/serviço? Existe mercado? A demanda vai ser suficiente para manter o negócio e dar bom retorno?

A Magali teve boa visão ao tentar abrir aqui no Brasil algo novo e inédito, mas antes deveria ter feito essa pequena pesquisa.

Caso haja mesmo um mercado, a segunda coisa é pesquisar bastante sobre o negócio que queremos abrir, coisa que a Magali não fez. Antes de qualquer coisa, ela deveria ter pesquisado sobre os neko cafés para saber como funcionam e como são organizados. Podia pelo menos ter perguntado a Keika.

E deu para ver que a Magali não está acostumada a lidar com o público, apesar de ser meiga e adorável. Ela nem conseguia lidar com as amigas que estavam ajudando no ramo. Funcionários têm que ser bem treinados para fazerem o serviço e lidar com os clientes, coisa que ela também não soube fazer.

Quem lida com o público tem que agüentar gente chata e sem noção mesmo, como o DC e a Carmen. O DC até que foi tranqüilo apesar das suas maluquices e de querer um refri de jabuticaba e bichos exóticos no cardápio, mas ela devia ter tido um pouco mais de jogo de cintura com a Carmen. Não pela patricinha em si (que merecia ser expulsa a ponta pés) mas pelo marketing negativo que ela poderia fazer sobre o lugar por ter sido expulsa dali. E a forma mais eficiente de propaganda que existe é o boca a boca.

Sem falar da forma como ela tratou o Xaveco. O cara estava pagando e ainda teve que ouvir gritos e grosseria? Não é assim que se atrai clientes.

Outra falha foi que ao distribuir panfletos, ela deveria ter explicado que era somente um café para gatos e não um lugar aberto a todos os animais. Isso teria evitado toda aquela bagunça. Se bem que teria tirado bastante a graça da história.

Eu não sei dizer se o negocio teria dado certo. Por um tempo, as coisas pareciam caminhar bem e até agradou ao público. Dependendo da cidade, talvez um neko café consiga fazer sucesso porque aqui no Brasil as pessoas podem até poder ter bichos de estimação, mas nem todo mundo quer porque dá trabalho, é responsabilidade, precisa gastar com alimentação, veterinário, etc. Para essas pessoas talvez valha a pena pagar de vez em quando para brincar com alguns gatos e depois ir para casa numa boa, livre das responsabilidades que um gato traz.

Como falei antes, se ela tivesse pesquisado bem, teria evitado muitos erros. Que sirva de exemplo para quem quiser abrir algum negócio no futuro.

Uma coisa interessante que eles abordaram é o preconceito que os gatos SRD (sem raça definida) sofrem por parte de algumas pessoas que só querem os de raça pura. A Carmen mostrou muito bem isso ao desdenhar os gatos da Magali porque não eram perfeitos o bastante para ela. E, claro, ela é uma das pessoas que mesmo gostando de gatos, não arruma porque dão trabalho e soltam pelos. Às vezes acontece de alguém assim adotar um gato e tempos depois o pobrezinho aparece abandonado em alguma esquina porque a pessoa não quis continuar tendo trabalho com ele.

Aliás, vocês sabiam que existe mesmo uma ONG chamada “Adote um Gatinho”? (http://adoteumgatinho.uol.com.br/) Elas fazem um excelente trabalho tirando gatos da rua, cuidando deles e entregando para adoção. E o pessoal lá é mesmo muito cuidadoso com as adoções, só doando para quem mora em apartamento telado e com isso não deixa o gato ir para rua.

As pessoas acham que o gato tem que ficar livre e solto, mas isso é um erro. Na rua tem carro, cães bravos e principalmente pessoas que judiam dos gatos sem a menor piedade.

Outro assunto que foi bom eles terem abordado é o da castração. Mas aí eu faço uma pequena ressalva na parte em que o Mingau aparece reclamando. Olha, as pessoas já tem certo tabu com a castração de animais. Acham que é cruel, traz sofrimento aos bichinhos, eles não querem, etc. Então essa parte do Mingau reclamando pode acabar reforçando esse preconceito, fazendo com que as pessoas achem que os animais não querem ser castrados e que isso é ruim para eles, o que não é verdade.

Animais acasalam só para procriação, nada mais. Se forem castrados, eles nem sentirão falta de nada. Castrar um cão ou gato é o melhor que podemos fazer por eles porque evita ninhadas indesejadas. Até há ONGs que fazem castração de gatos de rua exatamente para evitar que procriem de forma descontrolada. Há muitos animais abandonados por aí, animais que sofrem, são maltratados, ficam doentes, passam fome, frio, etc. A castração desses animais evitam esse tipo de coisa porque as instituições que os acolhem já estão sobrecarregadas e é muito difícil arrumar um novo lar para eles. Especialmente para os que não são novinhos, fofos, bonitinhos ou que tenham algum defeito.

Voltando mais uma vez a história, parece que o seu Quinzão realmente não vai com a cara da Magali. Acho que isso daria uma boa história no futuro, onde a relação entre eles fica mais tensa e no fim os dois acabam se resolvendo.

Eu particularmente gostei da história mais pela mensagem que ela passou do que pela história em si. O lance de adolescente abre um negócio e enfrenta muitos problemas não é exatamente original, embora eles tenham conseguido bolar algumas soluções para a questão do espaço e decoração. Assim Magali não deve ter gastado tanto dinheiro. Ainda assim eu me pergunto com o que ela teria conseguido pagar as roupas, os panfletos e toda a comida que acabou sendo desperdiçada por causa dos gatos.

A única parte que eu não gostei mesmo foi da Mônica e do Cebola, mas isso é porque eu fiquei meio que enjoada desses dois. Pelo menos não durou muito e não tomou conta da história.

Também gostei da explicação da Keika sobre os neko cafés. Eu também não sabia que os gatos eram criados assim desde filhotes. Se bem que achei que foi um furo no enredo a Keika não ter avisado para Magali de uma vez o porque um neko café não daria certo no Brasil como dá no Japão.

E no fim foi o Carlito quem acabou dando a solução para tudo. Alguns podem ter achado triste separarem a família, mas temos que pensar que ter dez gatos dentro de casa não é para qualquer um. A pessoa tem que ser capaz de arcar com as despesas e lidar com a bagunça que fazem, o que não era o caso dos pais da Magali. Pessoas que curtem gatos podem não ligar, mas se elas não vivem sozinhas, então terão que respeitar os outros moradores da casa também.  

Além do mais, deve ser difícil ter tantos gatos em casa e dar atenção para cada um deles. Talvez o melhor fosse eles irem para novos lares onde as pessoas não tenham tantos gatos assim e desse jeito receberiam mais atenção e também fariam a alegria de outras famílias também. 

Antes que eu me esqueça, na hora em que eu vi o DC jogando umas idéias para a Mônica, lamentei o Cebola não estar ali perto para morrer de raiva! Teria adorado ver isso. 

E sem mais delongas, está aqui os desenhos dessa edição. Um eu refiz e colori porque achei bonitinho. O outro eu fiz mesmo. Com o tempo, vou ver se faço um da Mônica e da Marina também. Ah, e na página de quebra-cabeças, tem os desses desenhos também, não deixem de conferir! E também já tem os pngs das duas imagens.



 
 
 

Para outra opinião, não deixem de conferir o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Cascão jovem - O monstro do mar: críticas

17:19 3 Comentários


Vou ser sincera. Eu esperava que fosse uma história cheia de clichês e que o tal monstro fosse mesmo um fóssil vivo habitando os oceanos. Por isso acabei dando um monte de bola fora nos meus palpites sobre essa edição, acho que nunca errei tanto. Se bem que na parte em que o monstro ia ser caçado eu acertei.

Devo dizer que a história surpreendeu bastante por causa da ausência de clichês. Quem ia imaginar que esse monstro seria algo saído de uma tela construída para olhar o passado? Está aí uma coisa que seria bem interessante: poder ver o passado e saber como a história aconteceu de verdade. Mas acho que se alguém inventasse esse tipo de coisa, acabaria morto antes de poder divulgar essa invenção.

Quer dizer, a história é escrita pelos vencedores e sobreviventes e esse grupo escreve do seu jeito e de acordo com seus interesses. Muitos não iam gostar nem um pouco se a verdade viesse à tona e ela fosse diferente daquilo que eles vêm pregando a vida inteira. Muitos paradigmas seriam quebrados e se tem uma coisa que o ser humano odeia mortalmente é descobrir que aquilo em que ele acreditou a vida inteira está errado e por causa disso ter que mudar seus paradigmas.

Voltando a história, eles também deram destaque a aversão inexplicável que o Cascão tem de água a ponto de impedir que ele consiga apreciar um passeio e se divertir como as outras pessoas. Quer dizer, tudo o que estava sendo mostrado era uma tela com paisagens do fundo do mar. Não havia perigo real e mesmo assim ele não conseguia relaxar e apreciar como o resto da turma.

Na vida real existem mesmo pessoas com fobias que as impedem de viver como gostariam porque o medo paralisa. É impressionante como o Cascão exagera em sua aversão a ponto de achar que uma vasilha d'água dentro do seu quarto seja algo perigoso.

Mas tem uma frase que eu ouvi no filme O diário da princesa: “Coragem não é ausência de medo, e sim, o julgamento de que algo é mais importante do que o medo”. Foi essa a atitude do Cascão ao pular na água apesar de toda sua fobia, porque havia algo mais importante em jogo.


Foi bem interessante ele tendo que aprender a aceitar o Adamastor mesmo sabendo que ele era um animal aquático. Tanto que ele nem queria soltá-lo no mar porque tinha se apegado ao bicho apesar das diferenças.
  

E para falar a verdade, achei a história bem educativa. Foi legal o Franja explicar por que não se pode soltar um animal fora do seu ambiente, porque pode prejudicar as espécies nativas. Isso já foi muito feito no passado e até hoje há lugares com problemas por causa disso. E para quem gosta de bichos pré-históricos, eles falaram um pouco sobre os animais do pré-cambriano.

O final também foi bom, resolveu o problema de todos e espero que o Franja tenha consertado sua máquina para que não aconteça de outros bichos mais perigosos saírem de lá. é... Eu fiquei com dó de o pessoal zoar com ele por causa das suas invenções darem defeito mas infelizmente parece que não tem jeito. As coisas que ele inventa sempre acabam dando xabú.

Fora isso... bem... acho que não tem mais nada. quer dizer, eu achei a história boa sim e gostei de terem dado bastante foco ao Cascão. Afinal, é a edição dele. Só não entendo porque ele tem essa fobia de água. Já vi documentários de pessoas com fobias e na maior parte dos casos, acho que em todos, essa fobia sempre tinha uma origem na infância ou um evento traumático e isso não acontece com o Cascão.

Antes ele convivia com essa aversão a água numa boa e não sentia a menor falta de ir a praia ou piscina com os outros, mas parece que com o tempo isso está se complicando porque ele mesmo já está se sentindo mal por ter medo de água e não poder se divertir como os outros. É nessa hora, quando a coisa já começa a trazer sofrimento, que a pessoa precisaria procurar ajuda.

No resto, eu diria que a história foi boa mas não excepcional, aquela coisa acima da média que deixa a gente de queixo caído. E quanto ao desenho... é que eu não fiquei lá muito inspirada dessa vez. Se no futuro vier a inspiração... talvez eu faça algo.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Deus ex machina

21:02 4 Comentários


Quando estava lendo a Ed. 52 eu realmente fiquei surpresa quando o Ângelo apareceu. Foi tipo um... Booom! E olha ele lá com aquela roupa toda incrementada. Então eu decidi refazer o desenho e colorir do meu jeito. Na hora de refazer as asas eu pensei bem e me deu a idéia de fazer com quatro ao invés de duas. Sempre achei legal ver anjos e afins com quatro asas, fica tão incomum!



Como sempre, eu editei e coloquei algumas coisas diferentes, como os detalhes da armadura e o design da espada. Também coloquei os olhos dele porque achei que ficaria melhor do que colocar tudo brilhando.
 
E eu achei que com essa roupa tão legal, quatro asas combinariam melhor, mas para quem quiser, também tem uma versão com duas asas. As imagens estão na página de png’s.