sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Escrever primeiro, publicar depois

16:59 9 Comentários
Essa dica não é exatamente sobre como escrever bem ou criar uma história legal. É algo prático mesmo.

Uma coisa que eu sempre faço ao criar minhas fanfics é: escrever primeiro, publicar depois. E quando digo “escrever primeiro”, é exatamente isso. Eu escrevo toda a história, separo em capítulos e só quando termino tudo é que vou revisando e publicando aos poucos.

Por que isso?

Primeiro: eu escrevo no Word e salvo. Escrever diretamente no Nyah ou no Animespirit pode trazer a complicação de a internet cair ou dar qualquer outro problema e a pessoa perder tudo o que escreveu. Fazer no Word e salvando de tempos em tempos, esse risco diminui.

Segundo: escrever primeiro e publicar depois garante que a história será finalizada e as atualizações serão constantes. A meu ver, uma fanfic deveria ser atualizada todos os dias ou no máximo dia sim, dia não. Há pessoas que até escrevem boas histórias, mas demoram tanto para atualizar, mas tanto, que eu acabo desanimando totalmente.

É por isso que eu só leio histórias completas. É muito chato ficar esperando dias e mais dias pelo próximo capítulo. Só para vocês terem uma idéia, tem uma história que eu estou acompanhando só porque gostei muito mesmo. Ela começou a ser publicada no dia 07/02/2011 e a última atualização foi só em 12/02/2013! E a história ainda não acabou!

Há outras que também chamaram a minha atenção e eu gostaria de ler, mas não leio porque as atualizações são muito, mas muuuuuito espaçadas, coisa de meses! Aí não dá mesmo.

Todos os dias aparecem fanfics novas e eu até tenho vontade de ler, mas depois elas desaparecem porque nunca mais são atualizadas.

Eu sei muito bem que às vezes dá aquele branco danado e a gente não consegue escrever mais nada. Ou então temos algum problema pessoal que nos impede de dar atenção a história. É por isso mesmo que eu recomendo só publicar depois de pronta. Assim não existe esse compromisso de atualizar sempre porque há pessoas esperando.

Algumas fanfics minhas, como universo em desequilíbrio e 2012, levaram meses para serem concluídas. Se eu tivesse publicado antes de terminar, teria deixado todo mundo esperando por muito, muito tempo. Então eu escrevo primeiro, levo o tempo que precisar e sem pressa. Se acontecer algum imprevisto ou se eu quiser desistir, tudo bem. Não vai ter ninguém lendo.

Atualmente eu estou publicando a fanfic “La Revenge” e a história está completa. Eu só vou revisando os capítulos, refinando algumas coisas, corrigindo o português e publicando. Se acontecer algum imprevisto ou problema, eu publico do jeito que está mesmo e ninguém fica esperando.

Terceiro: escrever no Word também tem uma vantagem: o corretor ortográfico. O Word não garante um português perfeito, claro, mas pelo menos previne os erros mais grosseiros. Ele também olha a pontuação, se a frase está começando com letra maiúscula, etc.

Eu posso parecer meio chata por enfatizar tanto a importância do português, mas já aconteceu de eu tentar ler algumas histórias e não conseguir porque estavam mal escritas e isso atrapalhava o entendimento.

Então, se querem fazer uma fanfic, experimentem escrever primeiro e só depois de pronto publicar. Vai ser mais demorado, mas pelo menos garante uma história completa e com uma escrita um pouco melhor.

TMJ# 61 - A nova Mônica: Críticas

11:15 16 Comentários
Eu estava esperando passar um tempo para ver se conseguia gostar da história. Mas acho que se for esperar por isso, vai demorar muito, mas muito mesmo.

Sei que muita gente deve ter gostado, mas eu vou ser sincera: a meu ver, é a história mais fraca do ano inteiro. Acho que ela valeu mais pela mensagem que passou do que pelo roteiro em si.

A história quase não teve ação, somente a lenga-lenga da Mônica tentando mudar o tempo inteiro para no fim continuar do jeito que era. E, claro, sempre falando sobre os zilhões de defeitos da Mônica, que ela é isso, aquilo, aquilo-outro, blábláblá... tipo assim, é como se todos da turma fossem deuses perfeitos e a Mônica a única mortal defeituosa cheia de problemas e falhas.

Quando comecei a ler, de cara me senti mal ao me deparar com o eterno dramalhão entre a Mônica e o Cebola. Sei lá, senti uma coisa ruim no estômago, uma espécie de enjôo. Foi bem desagradável porque eu, como muitos leitores, estou cansada desse drama que não se resolve nunca.

Caramba, eles repetiram a mesma coisa da Ed. 59 quando eles começaram a história brigando! Será que eles vão ficar pendurados nesses dois a vida inteira?

Se bem que meus olhos até iluminaram um pouco quando o Cebola “terminou” tudo com a Mônica. Confesso que fiquei alegre por um tempo achando que finalmente iam acabar com esse eterno mimimi.

Eu também gostei de ver que, diferente as outras edições, a Mônica não ficou de chorume pelos cantos. Ela pareceu ter aceitado numa boa o fim e até se permitiu gostar de outras pessoas. Sejamos justos: nesse ponto eles mandaram muito bem. Pode ser que meu sonho de vê-la tomar vergonha na cara se realize algum dia. Quem sabe?

E numa coisa eu concordo com a Magali em gênero, número e grau: as coisas entre eles já está começando a dar no saco mesmo! Os dois não se entendem nunca, sempre brigando e trocando farpas. Sentimento nenhum, por maior que seja, suporta esse tipo de coisa. E ela está totalmente certa ao falar que nem os leitores agüentam isso. Pelo visto, o pessoal da TMJ já sabe muitíssimo bem que todo mundo está começando a ficar de saco cheio desse eterno drama que nunca se resolve.

Claro que eles saberem é uma coisa, fazer algo a respeito é outra muito diferente. Afinal, uma coisa eu tenho que admitir: é esse drama que faz vender revista. Eles não são loucos de matar a galinha dos ovos de ouro, certo?

O conselho que ela deu para a Mônica (esquecer quem não a merece), foi perfeito. Claro que isso nunca vai acontecer, mas que o conselho foi bom, foi sim.

Ao que parece, o foco da história é a crença de que mudar o visual muda o interior da pessoa. Por um lado, pode até mudar o humor e o estado de espírito. Mas mudar a pessoa realmente a ponto de eliminar seus defeitos, isso não acontece. A Mônica precisou aprender que mudar o visual não muda sua personalidade.

Foi bem interessante ela tentar se diferente, mas parece que cometeu o erro de achar que garotas delicadas e meigas são frescas, choronas e burras. Fresca porque ela começou a se comportar como uma donzela indefesa a ponto de o Cascão preferir ela como antes. ninguém agüenta gente chorona.

E burra porque ela achou que ser delicada e sensível é ser boba e tapada. Ela tentou ser delicada com a Carmem e acabou fazendo o maior papel de trouxa. Aliás, isso é até uma boa lição para os leitores.

Ser bom não é ser bobo. Não podemos deixar que as pessoas abusem de nós. Mesmo quando erramos, isso não é desculpa para que as outras pessoas pisem em cima sob o pretexto de estarmos compensando nossos erros.

E ser delicada também não é ser capacho como aconteceu com ela e o Toni. Por pouco ela não vira uma retardada submissa sem vontade própria. Se bem que numa coisa eu concordei com o Toni: o pessoal da turma reclama da Mônica, fala que ela é isso e aquilo, mas na hora do aperto vai todo mundo atrás dela para pedir ajuda. O Dudu, por exemplo, quando teve o dinheiro roubado, foi logo atrás da Mônica para pedir ajuda e ainda agiu como se ela tivesse obrigação de fazer alguma coisa.

Talvez estivesse na hora de ela aprender a colocar alguns limites mesmo, não deixar que todo mundo a faça de burro de carga.

Ainda bem que o DC apareceu para fazê-la abrir os olhos e perceber a roubada onde estava se metendo, caindo mais uma vez na lábia do Toni. Vamos ver se agora ela aprende que esse aí não vale nada. Aliás, faz tempo que ele não tem uma participação expressiva. Esse "triângulo" entre a Mônica, Cebola e ele está me saindo muito mixuruca. Já vi melhores.

O final foi previsível com o Cebola indo procurá-la para resolver as coisas. Só fiquei surpresa ele ter levado a Irene, mas pelo menos as duas pareceram ter feito as pazes. Quer dizer, assim espero, né? Porque na Ed. 50 elas se entenderam no final e nas próximas a picuinha voltou de novo. Espero que eles sejam mais coerentes nas próximas edições.

Por falar em coerência, eu já vi que na próxima edição a Mônica vai aparecer com o cabelo antigo. Será que ela vai passar algum tônico de crescimento acelerado nos cabelos para eles crescerem tão rápido? Sim, porque ao que parece, eles não pretendem manter essa mudança. Ela mesma falou no fim da história que vai usar esse estilo de vez em quando.

Agora, alguém consegue me explicar como se usa um corte de cabelo num dia e depois faz voltar tudo ao normal no outro? Acho que um pouco de coerência não faz mal a ninguém, certo? se um personagem corta o cabelo numa história, o correto seria que ele aparecesse com o mesmo corte na história seguinte, porque no mundo real cabelos não crescem tanto num dia para outro.

Enfim... tirando a participação da Denise, hilária e divertida como sempre, e a do DC que não aparecia há várias e várias edições, eu achei essa história bem fraquinha. Na verdade, a pior do ano. A mensagem que tentaram passar foi boa, não nego. Mas sei lá... continuo sentindo falta das historias antigas.

Antes que eu me esqueça... alguém aí além de mim sentiu que faltou alguma coisa nessa história? Tipo assim, eles puseram a Xabéu abraçando o Cebola junto com a sinopse dessa edição e nada dela aparecer. Sei lá, foi bem estranho. 

A propósito, estou esperando ansiosamente pela continuação de sombras do passado, porque pelo visto vai ser a única história realmente boa que teremos esse ano.

Eu ainda vou fazer um png dessa edição, só que ainda estou encalhada no desenho do Chico Moço. Estou fazendo um curso que ocupa boa parte do meu tempo livre, então as coisas poderão demorar um pouco mais de o normal.