Nostalgia: Ed. 17 - Monstros do ID parte 3 ~ TMJ do meu jeitoTMJ do Meu Jeito

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Nostalgia: Ed. 17 - Monstros do ID parte 3





Título: Monstros do ID – Parte 3

Lançamento: Dezembro de 2009

Roteiro: Maurício de Sousa, Marina Takaeda e Souza e Marcelo Cassaro

Sinopse: Chega o momento da batalha decisiva contra o professor Bikkuri! Ele não apenas capturou Nimbus, como vai liderar os demais monstros Id contra a humanidade. Mônica e Cebola conseguiram combinar-se com seus monstros e ganhar superpoderes, mas será o bastante? E qual a ligação misteriosa do Professor Licurgo com essas criaturas?

Finalmente chegamos a conclusão dessa super saga, cheia de lances psicológicos e viagens dentro da mente. Mônica e Cebola já venceram seus monstros, agora é a vez do Cascão lidar com seus medos.

Para ser sincera, apesar de ter achado legal aquele monstro enorme aparecendo logo de cara, o papo do Id do Cascão tentando amedrontar as pessoas foi assim meio chatinho e se alongou demais, apesar de ter meio que resumido toda a história, talvez fizeram isso pensando em quem não leu as duas Ed. anteriores. E mostrou também como seria um mundo dominado por Id’s, o que não seria nada legal.

Então chega o Cascão e começa a batalha dele com seu monstro. Agora, eu nunca imaginei que a maior fraqueza dele fosse o medo. Apesar dessa nóia contra água, eu nunca o achei medroso com outras coisas. Tirando participar dos planos contra a Mônica, é claro, mas esse medo é compreensível. Por isso fiquei surpresa de terem colocado o monstro dele como um covarde.

Mesmo parecendo ser tão fraco e covarde, Kainin mostrou o quanto era forte. Afinal, o medo é uma das emoções mais poderosas, porque pode paralisar uma pessoa totalmente. Nós deixamos de fazer muitas coisas por causa do medo, porque na hora sempre parece ser algo pavoroso. Claro que ao superarmos esse medo, vemos que no fim nem era grande coisa.

E também podemos fazer muitas coisas motivados pelo medo, inclusive ser agressivos já que a melhor defesa, em muitos casos, é o ataque.

E diferente de Akanin e Soranin, esse monstro não parecia interessado em dominar o Cascão e sim em protegê-lo, já que o objetivo do medo no fim das contas é esse: nos proteger do perigo, evitar que a gente saia por aí fazendo todo tipo de besteiras que possam colocar nossas vidas em risco.

A luta dele com o Id foi mais ou menos como da Mônica e do Cebola, só que mais curta. Bastou ele reconhecer que o Id não representava sua identidade verdadeira e que o medo de água não definia quem ele era de verdade. Assim ele conseguiu controlar seu medo, subjugar o monstro e ganhar um uniforme bacana. 

E nesse meio tempo, aparece a Magali que também tinha vencido o dela, mas diferente dos outros, ela parecia muito triste e deprimida. Afinal, vencer nosso lado sombra também pode ser bastante sofrido, porque muitas vezes vemos esse nosso lado como nossa identidade principal, tudo aquilo que somos. Então, ao renunciarmos esse lado, o que sobra? Leva tempo até juntar os cacos e nos encontrar novamente.

Sabe, confesso que achei meio corrido eles terem espremido as lutas do Cascão e Magali numa edição só, diferente da Mônica e do Cebola que tiveram uma edição cada um. Bem... considerando que os defeitos deles são icônicos, marcaram nossa infância e garantem sucesso nos gibis, acho que ambos mereciam mais espaço. Mas entendo que isso também faria com que a saga tivesse quatro edições ao invés de uma.

O Dr. Bikkuri também deixou várias dúvidas. Nimbus tinha falado que raciocínio era privilégio apenas da mente superior, então como esse monstro foi capaz de bolar planos, controlar os outros monstros, deixá-los gigantes e até de saber que o Ângelo estava com eles? O que tinha de especial nesse monstro? Já sabemos que ele era o monstro do Licurgo e tal, mas não foi explicado por que ele se tornou tão poderoso.

Agora eu fico aqui pensando... onde foi mesmo que o Licurgo arrumou aquela nave enorme e irada? A gente compra isso no shopping? Se eles queriam criar uma aura de mistério ao redor dele, conseguiram. Especialmente ao mostrarem uma parte do seu passado. Mais alguém aí achou fofo aquele momento entre ele e a Mônica? E nossa, existiu alguém especial no passado dele, uia! E o ciuminho básico do Cebola? Ah, bons tempos...

Não sei se foi impressão minha, posso até estar viajando, mas eu achei o cabelo daquela garota parecido com o da Mônica. Quer dizer, se o cabelo da Mônica fosse comprido, acho que seria daquele jeito. Quem tem a revista, repare como ele é dividido em mechas como o dela. Sei lá, fiquei imaginando que pode ter sido por causa disso que a aproximação da Mônica o tocou tanto a ponto de fazê-lo se lembrar do passado. Afinal, os dois nunca foram próximos. Na verdade, ele seria mais próximo do Cebola já que o atazanava na infância.

Bom, depois de enrolação, nave caiu porque só funcionava no piloto automático quando não tinha tripulantes, diálogo com o vilão de óculos e chapelão, blábláblá, finalmente começa a luta de verdade bem no estilo super sentai, com transformação e tudo. se bem que a equipe ficar gigante é novidade, acho que os japoneses nunca pensaram nisso.

Tudo parecia bem, mas parece que a Magali resolveu ficar de mimimi no cantinho. Tá, eu sei que estou sendo insensível ao menosprezar a dor de uma pessoa assim, mas eu achei que o lance dela foi pura frescura mesmo. Quer dizer, só porque ela não sofreu horrores para derrotar seu Id então tinha que ficar sofrendo e choramingando? Ah, nem!

Claro, a luta dela com o monstro interior foi diferente dos outros. Primeiro porque teve cenário, segundo porque seu monstro apareceu na forma humana. E para um monstro, até que o Id da Magali é bem fofo, não acham? Isso porque ela já o derrotou ao longo dos anos, por isso não foi preciso lutar com ela da mesma forma que os outros fizeram.

O lance dela com o Id foi mais que de aceitação, foi aprender a gostar do seu lado ruim e aceitá-lo como parte da sua identidade, o que de certa forma discordo um pouco. Eu sei que tenho meus defeitos, mas nunca ficaria triste caso me livrasse deles. Por isso achei meio estranho ela pensar que querer coisas que não pode ter faz parte da sua identidade, mas para o sentido da história tá valendo.

E foi até bem fofo as duas se abraçando, se entendendo e ficando amigas. Só que aí bateu um sentimento de culpa porque o caso dela foi diferente dos outros. Mas ela devia ter entendido que cada pessoa é diferente e tem suas particularidades, então não fazia sentido ter ficado triste só porque sua luta com o monstro interior não foi sofrida como a dos outros. Sem falar que a luta dela foi a mais longa, porque durou muitos anos. 

Bom, pelo menos ela se recompôs, parou com o mimimi e foi ajudar os amigos, que estavam mesmo precisando de ajuda depois da surra que levaram enquanto ela remoía as mágoas.

Agora, o que me decepcionou um pouco é que depois de tanto blábláblá e enrolação, a batalha final deles contra o Bikkuri foi muito curtinha. Quer dizer, ele enrolou o robô com alguns tentáculos, que em seguida foram rompidos, aí um raio foi disparado, ele foi derrotado e... fim. Nos seriados japoneses que eu assistia na infância tinha mais batalha do que isso. Pelo menos eu acho que a distribuição dos elementos combinou com cada personagem. Mônica tem tudo a ver com fogo, Cebola com vento (rs, rs), Magali com água e Cascão terra. Já pensaram o que aconteceria se o Cascão ficasse com a água? Não ia dar certo.

As piadinhas constantes sobre clichês de super sentai me enjoaram um pouquinho também. Acontece que eu nunca gostei desse lance de eles ficarem lembrando constantemente que aquilo é um mangá (ou HQ) porque isso tirava meu envolvimento com a história, entendem? É como se cortasse o clima. Não consegui levar a história muito a sério por causa disso.

Bom, depois de tudo isso, finalmente o Licurgo pode capturar seu Id num card. Outro ponto negativo, porque desde o início todo mundo já desconfiava que Bikkuri era Id do Licurgo e com isso quase não teve suspense. Outra coisa é que ninguém explicou por que o Id dele era tão poderoso a ponto de conseguir controlar os outros. Quer dizer, o simples fato de o Licurgo ser pinéu não é explicação suficiente, já que tem muita gente doida nesse mundo e nem por isso seus Id’s não saíram se rebelando por aí. Mais um ponto negativo para a explicação deficiente, a não ser que estejam planejando guardar esse esclarecimento para alguma edição futura.

Pelo menos foi explicado o porque dele ter pedido ajuda aos quatro, já que as vezes os problemas são tão grandes que não conseguimos lidar com eles sozinhos. Beleza, deu para entender. Mas ainda assim achei meio chato eles terem esquecido de tudo quando voltaram para o mundo real. Sei lá, ficou meio estranho, como se tudo o que aconteceu não tivesse sentido nenhum porque não houve aprendizado.

Eu até que gostei de terem colocado as cores vermelho e azul na revista, deu um toque a mais. Só que isso complicou um pouco na hora de dar cores aos super sentai. Geralmente, são usadas as cores vermelho, azul, verde, amarelo e rosa. Como eles são quatro e o rosa não se encaixa em nenhum deles, essa cor fica de fora. Nós sabemos que desde os gibis, cada personagem tem sua cor. A Mônica tem o vermelho, Cebola tem verde, Magali amarelo e o Cascão... bem... complicou um pouco porque as cores dele são o vermelho e amarelo. Nos super sentai, o vermelho é sempre o líder e o azul é o segundo em comando. Só que na TMJ, o segundo em comando seria o Cebola, mas a cor dele é verde.

Viram como ficou difícil decidir as cores dos personagens tendo somente vermelho e azul como opção? Mas tranqüilo, considerando as limitações da revista, posso dizer que ficou bom. Fogo e terra ficaram com a cor vermelha enquanto água e ar de azul, até que combinou mais ou menos.

E eu também queria ter visto a verdadeira forma do monstro da Magali. Só por curiosidade mórbida mesmo, sei lá. O monstro dela foi o único que adquiriu forma humana e até que faz sentido, porque dos quatro ela é a mais sensata e madura. E também muito fofa, meiga e disposta a ajudar os outros. Quando criança, sua gula também costumava deixá-la meio egoísta e parece que isso já foi superado.

Pelo menos o final foi engraçadinho, mostrando que apesar de tudo, eles ainda iam levar muito tempo até vencer completamente seus monstros interiores. A briga da Mônica com o Cebola, o Cascão fugindo junto para não apanhar... e foi interessante a Magali ter encontrado os cards e fico me perguntando o que ela teria feito com eles, se os guardou e se eles vão aparecer de novo.

Só mais uma pequena observação. Não falo japonês, mas parece que eles cometeram um pequeno erro quando na hora de eles se transformarem, o Cascão disse “Henshin” que foi traduzido como “transformação”. Fui pesquisar essa palavra, mas ela foi traduzida como “responder”. Mas, como falei antes, eu não sei japonês e isso pode estar certo mesmo.

Bem... essa história é uma das preferidas dos fãs e muitos pedem o retorno dos monstros do Id. Não vou negar que a história foi boa mesmo, com mais pegada mangá, muitas referencias a seriados japoneses, etc. Teve mais lutas também, aventuras que exploravam o fantástico e diferente, coisa que me fez gostar da TMJ. Sim, o que me atraiu foram essas aventuras diferentes, por isso ando meio decepcionada com esses malditos draminhas do quotidiano. 

Eu preferia como era antes, quando alternavam aventuras com histórias do dia a dia. Era legal, variava e deixava a gente ansioso pela Ed. do próximo mês porque não sabia que tipo de história poderia rolar.

Esse tempo também era bom porque eles ainda se lembravam da existência dos secundários, que atualmente andam meio esquecidos. Foi até um milagre terem colocado a Maria Mello protagonizando a Ed. 72 junto com a Mônica. Agora nem Cascão e Magali aparecem direito. É só Mônica-Cebola-Mônica-Cebola...

É por isso mesmo que apesar de essa história não ter sido perfeita, deixou muitas saudades porque foi emocionante, teve uns lances mais cabeça, mas também teve lutas, robôs gigantes e essas coisas de que gostamos.

Para finalizar, tenho bastante coisas para vocês: vários png’s, quebra-cabeças,  palavras cruzadas e um jogo da memória. É diversão para bastante tempo!

A próxima crítica nostálgica será da Ed. 32, quando a Brisa apareceu. Essa vai sair depois das críticas da TMJ 72 e CBM 12. Até lá!

Para quem quiser outra opinião sobre essa saga, pode conferir aqui:




 

2 comentários:

  1. Eu também acho meio chato essas piadinhas com metalinguagem ("Estamos num gibi"), desde a Turma clássica é assim.
    Mas acho que sou um pouco desligada, pois eu sequer desconfiei que o Bikkuri era o ID do Licurgo antes que isso fosse dito na edição.

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  2. eu sou muito lerda. ainda não entendi a parte dos elementos e já li essa história muitas vezes. será que alguém pode me explicar?

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