TMJ#99 - O parque assombrado: Críticas ~ TMJ do meu jeitoTMJ do Meu Jeito

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

TMJ#99 - O parque assombrado: Críticas


Oi, gente, desculpe a demora. Foi mal. É que ando meio sem inspiração para escrever, sabe? Não tem nada a ver com a história, que foi muito boa e gostei bastante. É só... sei lá, algum tipo de bloqueio inexplicável.

Finalmente a Denise do futuro deu o ar da graça! Sim, depois de tanta espera, descobrimos o que aconteceu com ela e porque ela estava evitando o pessoal. Só falta saber qual é a participação dela no lance da volta da Serpente (que está voltando a um tempão e não chega nunca).

Confesso que estava sentindo bastante falta da Sofia porque ela só aparece nas histórias do Emerson. E fiquei feliz de ver o Xaveco participando mais e não sendo só um secundário que fica lá no canto do quadrinho.

O cenário também ficou incrível: um parque todo detonado, caindo aos pedaços, uma mera sombra do que foi antigamente. Eu já li a história onde o pai do Cascão leva ele e o Cebolinha ao parque do Ursinho Bilu e a diferença é gritante. De alegre, esse parque não tem mais nada.

Uma coisa que eu gosto nas histórias do Emerson é intercalar momentos de tensão com comédia. E as piadas são boas, como a paródia com o jogo Pokémon GO (que na revista é Bilumon GO).

Sempre me deu curiosidade saber como a Denise do presente via a do futuro. Por isso achei muita graça quando ela esculachou a outra e o Xaveco alfinetou “hum... tá falando da Denise do futuro ou de você mesma?” Dói, né? Especialmente no Xavecão que ainda continua apanhando, coitado.

Foi ótima idéia também colocar tipo um flashback da ed. 79 para ajudar um pouco quem talvez não tenha lido a história. Claro que não resolve tudo, mas pelo menos quem está chegando agora não fica tão perdido.

Falando em flashback, dois personagens antigos dos gibis também apareceram: Boca e Corina. Para quem não lembra, eles são daquela história “a tribo das modernosas”. Interessante, não? Denise se encontrou com eles na primeira vez quando era criança. Quando voltou ao passado, já crescida, acabou fazendo amizade com eles.

E quando a Denise reclamou que eles iam deixar as duas donzelas sozinhas? Pobre Xaveco, ninguém o leva a sério... mas temos que admitir que a participação dele foi ótima, especialmente trabalhando junto com a Denise, mas sem rolar nenhum clima romântico. Aliás, os dois mostraram que não estavam gostando nem um pouco do Xavecão tentar aproximá-los de qualquer jeito.

Afinal, os eventos que levaram os dois a se apaixonarem não aconteceram, logo fica difícil rolar algum sentimento entre eles. Sem falar que a Denise gosta do Xavecão, não do Xavequinho. Apesar de um ser o outro no futuro, agora é como se fossem pessoas diferentes.

Já falei que gosto do humor da história? Pois é, ver a Denise comendo doce vencido foi para morrer de rir mesmo porque depois ela ficou com uma tremenda dor de barriga. Até soltou umas bufas! Sério, primeira vez que vemos um personagem da TMJ soltando um PUM. Isso sim é uma edição histórica!

Também foi muito genial usar a clássica frase das balas Bilula ao longo da história. Vocês se lembram quando essa frase foi criada? Foi em 'Cebolinha nº 29' (Ed. Globo, Maio/ 1989).

O fabricante das balas Bilula lançou um concurso onde os participantes tinham que bolar alguma frase sobre as balas. O prêmio era uma bicicleta e um estoque bem grande de balas. Cebolinha decidiu participar e pediu ajuda para o Cascão e foi ele quem bolou a frase que todos conhecemos: “O Gato mia, o cachorro late, o macaco pula. Vivam as balas Bilula!”

Claro que o Cebolinha não gostou e acabou bolando outra frase e quando foi enviar a carta para o concurso, descobriu que a Mônica tinha escrito a mesma coisa e conseguiu convencê-la a mudar para a frase criada pelo Cascão, achando que com isso ia ser uma concorrente a menos. Só que ele quebrou a cara porque foi essa frase que ganhou. No fim a Mônica dividiu o prêmio com eles, ficando com a bicicleta enquanto os meninos ficaram com as balas. No fim das contas, foi o Cascão quem criou essa frase.

Voltando a história, já tinha muito leitor especulando se a Denise do futuro não tinha se tornado vilã e até passado a trabalhar para a serpente. E durante uma parte da história nós meio que ficamos com essa suspeita.

Outra grande surpresa da história foi que, após capturarem a Denise do futuro e a Mônica conseguir muito gentilmente fazê-la falar a verdade, nós descobrimos tudo o que tinha acontecido com ela e também do seu azar de voltar para o passado e ainda levar o Silencioso de brinde. Sim, tivemos um bocado de revelações.

O lance de ser cuco também me surpreendeu porque eu era capaz de jurar que a maldição durava 7 dias, não anos. Lembram da ed. 63 quando Mônica e Cebola viraram cucos? Dá até aflição pensar que eles estariam assim até agora se não tivessem esbarrado na Magali.

É claro que não podemos esquecer do Humberto, que virou o Silencioso. Sério, é difícil de acreditar que ele se transformou num vilão tão cruel e poderoso. Só não entendi muito bem por que ele ficou atacando as pessoas no parque, mas beleza, gostei da atuação dele. Especialmente da parte em que ele cismou de dominar o mundo. Afinal, sem o Cebola turbinado com a máscara da Berenice por perto, ele estava livre para fazer o que quisesse porque tinha um vírus bem sinistro para tocar o maior terror.

E para deixar tudo mais assustador ainda, ele revelou que nem vivo estava, que era tipo um cadáver dentro de uma máquina controlada por um vírus maligno. E o lesado ainda queria fazer a mesma coisa com o resto do mundo. Não dá, né?

A luta contra ele também foi épica. Geralmente essas lutas finais costumam ser corridas, mas dessa vez foi no tempo certo, sem enrolar demais e nem correr muito. O Silencioso se mostrou um adversário forte e difícil de abater. E sempre que a turma eliminava uma ameaça, outra surgia, sempre mais uma reviravolta.

Nota: por que ele chamou Denise de “minha pequena borboleta”? Acho que deixei passar alguma coisa. Seria alguma coisa a ver com o efeito borboleta?

Quando a gente pensou que tinham dado um jeito na criatura, ele aparece em meio as chamas. Todo caquético e detonado, mas aparece. Aí vem o Xavecão e dá um jeito nele com a Jujuba. Repararam que ele falou para o Silencioso mais ou menos a mesma coisa que falou para a Berenice? Sobre delírios de grandeza? Interessante, não?

Ah, mas quem disse que tudo acabou aí? Nananinanão, os outros animatronics também foram infectados com o vírus e no fim a Denise teve que dar um jeito naquela bagunça toda. Aí sim acabou.

Uma coisa que deve ter deixado todo mundo tipo “magoei, mimimi” foi a Denise do futuro não ter voltado para o Xavecão. Aposto que muita gente ficou de coração partido quando ela falou que não o amava mais, pois tinha passado muito tempo longe dele. E depois deu aquele alívio quando no final ela foi confrontada com a Denise do presente e a gente descobre que ela ainda ama o Xavecão, mas não pode ficar com ele porque tem um plano para defender a Terra da Serpente.

Sim, pessoal, a gente ainda vai ver a Denise do futuro de novo. O que ela está aprontando? Qual será o plano dela para combater a serpente? Imagino que deve ser algo muito arriscado e por isso ela quer manter o Xavecão longe, para que ele não corra perigo também. Só achei um tantinho arrogante da parte dela falar que os outros iam atrapalhar seu plano. Afinal, foi graças a ajuda deles que ela conseguiu dar um jeito no Silencioso. Sozinha, ela não teria conseguido nada. Acho que aí está faltando confiança na turma.

Se bem que o Xavecão falou que ela é uma grande heroína, então seria mais coerente pensar que ela tenta afastar todos para mantê-los em segurança. Bem, vamos ver isso quando a Serpente finalmente resolver dar o ar da graça e isso só vai acontecer depois que o quarto cavalo aparecer.

Outra coisa que me intriga é o fato da Denise do futuro e o Xavecão não envelhecerem. O Emerson falou certa vez que, como nunca foi documentada uma viagem no tempo, ninguém sabe como funciona e quais são suas conseqüências. Logo, cada autor pode escrever sobre o tema como quiser. Até aí tudo bem. O que me deixa curiosa é: o que vai acontecer quando finalmente chegar o ano em que eles voltaram para o passado? Quando chegar esse futuro, eles continuarão jovens para sempre ou começarão a envelhecer como todo mundo?

Acho isso bem interessante porque o futuro de onde eles vieram já não existe mais foi alterado. Bom, pelo menos eu acho que foi alterado, né... sabe-se lá o que ainda pode acontecer? Mas caso tenha sido alterado, será que eles vão continuar vivendo junto com os seus duplos do passado? Bem curioso isso porque agora eles se tornaram personagens diferentes e não apenas uma versão do futuro de Denise e Xaveco.

Também fico me perguntando se o vírus do Silencioso foi mesmo destruído. Quer dizer, os animatronics foram detonados pelo urso gigante, mas será que o vírus não sobreviveu em algum dispositivo de armazenamento, só esperando ser encontrado para causar mais estragos? Viajando um pouco na maionese, será que não existe a possibilidade de o Franja trabalhar na reconstrução do parque (afinal, tem robôs) e acabar encontrando o vírus? O que ele faria com um vírus desses? O Franja atual não é má pessoa e jamais faria algo para destruir o mundo, mas não sabemos o que pode vir a acontecer com ele. E se o tal vírus for capaz de infectar pessoas também? Só o tempo vai dizer, né?

Antes de terminar, só uma pequena curiosidade que eu não tinha notado antes e só percebi porque outras pessoas falaram (afinal, sou super antenada e presto atenção em tudo, SQN). Vocês sabiam que a quarta capa é na verdade a capa principal sendo vista por outro ângulo? É como se estivéssemos atrás dos personagens olhando para a tela de televisão. O problema é que cometeram um erro ao desenhar a roupa da Mônica. Na capa de frente é uma jaqueta e na quarta é uma blusa. Mas ficou bem interessante, até que podiam fazer isso mais vezes.

Eu gostei bastante da história. Foi basicamente tiro, porrada e bomba, do jeito que eu gosto.

Se vocês querem mais críticas, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:

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