TMJ#50 - O Casamento do Século: críticas. ~ TMJ do meu jeitoTMJ do Meu Jeito

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

TMJ#50 - O Casamento do Século: críticas.



Apesar de a ed. 50 já ter sido publicada há mais tempo, só agora vou poder comentar porque primeiro precisava terminar de fazer o desenho desse mês.

E o que dizer da edição desse mês? É..... tipo assim... vou ser sincera. Não é que eu não tenha gostado da história, nada disso. Eu até que gostei. Mas confesso que fiquei meio decepcionada, sei lá. Pela propaganda que fizeram, pela divulgação, eu esperava mais.

Até que a história começou bem, não nego. Deu assim aquele suspense ao ver a Mônica brigando com o Cebola por causa da Irene porque ele a convidou para sair com a turma. Como sempre, ele foi meio sem noção.

Quer dizer, era a noite da turma clássica, então deveria ir somente os quatro, não deveria? Então por que diabos ele tinha que levar a Irene a tira-colo? Está certo que eu acho infantil e ridícula essa birra que a Mônica tem da Irene. Mas atire a primeira pedra quem nunca sentiu antipatia por alguém sem nenhum motivo aparente, que apenas não foi com a cara da pessoa. Acontece com todo mundo, não tem jeito.

E de certa forma acho meio desrespeitoso essa tentativa do Cebola de empurrar a Irene pela garganta da Mônica. Quando uma pessoa não gosta da outra, tudo bem a gente tentar da um jeitinho para e elas entendam, mas não podemos passar por cima da vontade de ninguém e nem querer obrigar uma pessoa a gostar da outra.

Então, me pegando de surpresa, aparece o Ângelo junto com o cupido fazendo uma pequena paródia do filme Homens de Preto. Até que ficou bem engraçado os dois tentando fazer tipo, como se fossem agentes especiais. Aí começa o nosso vislumbre do futuro.

Sabe... a parte que deveria me deixar mais emocionada e empolgada foi estranhamente a que me deu mais tédio e sono. Sei lá, foi tão parado, tão sem graça! Talvez a intenção tenha sido fazer apenas um pequeno resumo da vida futura dos dois, pode ser. Mas ainda assim achei que ficou meio borocochô.

Pelo menos o Cebola do futuro ficou bem menos pé no saco. Parece que a criatura resolveu amadurecer um pouco. E a Mônica adulta ficou realmente linda.

No casamento, que custou a sair (afe!), eu até que consegui sair um pouco da minha sonolência para enumerar os personagens que apareciam. Rapaz, a patota inteira estava ali! A Mimi, Felícius, penadinho, teve até a presença de vilões! E será que mais alguém reparou na Nina sentadinha perto do Ângelo adulto? Pois é. Pode ser que o lance dos dois tenha ficado só na amizade mesmo, mas não custa nada ter uma pontinha de esperança de que os dois fiquem juntos no futuro, né?

Até o Akanin apareceu, embora eu tenha estranhado um pouco a ausência do Soranin, ID do Cebola. É, tudo bem. Se fosse colocar TODO MUNDO, não ia dar espaço mesmo, então tá tranqüilo.

Agora, confesso que estranhei um pouco o Felipe e a Luisa, que estavam sentados no fundo. Primeiro, mesmo adultos, eles ainda usam as mesmas roupas e acessórios de quando tinham 15 anos? Esquisito, sei lá. E dentro de uma igreja? Durante a cerimônia de um casamento? Todo mundo estava com trajes formais e só eles se vestiam como se fossem patinar no parque?

E falando na turma adulta, eu até que ri um pouco das amigas da Mônica, cada uma usando uma camisa com a primeira letra do nome. E elas ficaram bem bonitas também e foi a primeira vez que vejo a Denise sem as Maria-chiquinhas. O cabelo dela ficou bom, eles preservaram as franjas e fizeram um penteado que lembra vagamente o antigo estilo dela. E cá entre nós, foi bem engraçado a Denise tocando o maior terror na coitada da Mônica, bem ao estilo sargentão. Parece que mesmo depois de adulta, o estigma de gorda ainda a acompanha apesar de ela ter emagrecido.

Apesar de a história ter sido meio chatinha, teve umas passagens engraçadas como o carro do Cascão pifando por falta de água (típico, não?) e na hora de o padre perguntar se alguém se opunha ao casamento, a Mônica sacar o coelho de dentro do buquê. Rapaz, que tipo de noiva leva um bicho de pelúcia dentro do buquê? Só a Mônica mesmo.

Pelo menos a Viviane não resolveu aprontar, já que a Carmen tomou a precaução de convidá-la também. Até que a loirinha pensa, viu?

Até que fiquei surpresa ao ver que, depois de as garotas quase se estapearem por causa do buquê, quem acabou pegando foi a Irene, mostrando que no futuro as duas já tinham se entendido. E que buquê mais poderoso esse, heim? A Irene mal colocou as mãos nele e logo apareceu o seu futuro marido!

E a Mônica dando beijinho na Irene? Tensoooo!

Bom, o resto da história não teve assim muito o que me chamasse a atenção. Pelo menos eu acertei sobre o coração de cristal, que acabou se quebrando embora nem me passasse pela cabeça que era um presente do Cascão e da Cascuda.

O restante foi mais para mostrar a rotina do casal, cheios de beijinhos no começo e com o tempo vão se acostumando um com o outro e entrando na rotina, mas sem perder o sentimento.

Só uma pequena observação: será que mais alguém aí deixa a cozinha em estado de miséria depois de cozinhar? Hoje até que melhorei bastante, mas antigamente, eu sempre deixava a cozinha daquele jeito. Só de diferente da Mônica, eu mesma tinha que me virar para arrumar tudo.

Depois do casamento, vem os filhos. E aí também veio algumas perguntas. O Cascão e a Cascuda casaram antes ou depois da Mônica e do Cebola? No supermercado, aparece o Cascão correndo atrás do filho, que por uma ironia do destino é do signo de aquário e adora água. Pobre Cascão...

Acontece que de tanto o Cupido apertar o fast-foward, eu meio que perdi a noção do tempo. Quanto tempo se passou desde o casamento? Um ano? Dois? Fiquei meio perdida no tempo, mas tudo bem. Só fiquei com pena da Irene por ter engravidado e logo de gêmeos. Tá, confesso que eu não tenho o menor instinto maternal, então não vejo a gravidez da mesma forma como as outras mulheres vêem.

Hilário mesmo foi o Xaveco aparecendo do nada, quase matando o Ângelo e o Cupido de susto. Parece que ser invisível é mesmo a especialidade dele.

E, como não podia deixar de ser, eles tiveram a primeira crise quando a Mônica pensou que ele estava pulando a cerca e depois descobre que era apenas a Xabéu, que estava sendo a fiadora do carro do carro que ele tinha comprado. O coração se parte, mas depois eles juntam os cacos e seguem em frente, como acontece com todo mundo depois de superar uma crise.

Aí tudo prossegue, com a Mônica e o Cebola discutindo por causa da Irene. E a coisa toma um desfecho bem inesperado, com as duas finalmente se entendendo a ponto de se darem um abraço e a Irene chamar a Mônica pelo apelido. Bem surpreendente e finalmente a picuinha entre as duas teve um fim.

Ainda assim achei meio estranho os dois trocando beijos no final sem estarem namorando e sem definir a situação deles. Quer dizer, se eles não estão namorando, então são apenas amigos. E amigos não trocam beijos. Pelo menos eu não saio por aí beijando meus amigos. Sei lá, deve ser muito estranho gostar de um rapaz, trocar beijos com ele e no fim não ter nada definido com ele.

Eu detesto situações dúbias e indefinidas. Quando é curtição, é curtição. Ninguém cobra nada de ninguém e não espera nada. Quando é namoro, é namoro. O que eu não aceito é quando a coisa fica no limbo desse jeito. No lugar da Mônica, eu não teria dado nem uma bitoquinha nele.

O que eu achei da história? No geral, é legalzinha só que sem nada de excepcional. Pelo show pirotécnico que fizeram em torno da edição, eu esperava um pouco mais. Tudo bem que muitos devem ter achado lindo só porque mostraram o casamento da Mônica e do Cebola, mas para mim não foi grande coisa. Muitas perguntas ficaram sem responder, mas acho que essa edição era para ser apenas um resumo sem grande aprofundamento.

A meu ver, isso foi só para sossegar os fãs. Agora eles poderão enrolar por mais umas dez edições antes que o pessoal comece a ficar de saco cheio do chove-não-molha dos dois. E casamento mesmo é como eles disseram: só daqui a dez anos e olhe lá.

Agora, o desenho da edição. Caramba, eu apanhei um monte para fazer o vestido da Mônica, viu? Credo! O cara que desenhou essas flores tem o meu respeito, porque é difícil demais! Só espero ter conseguido desenhar direito. Eu nunca tinha desenhado a versão adulta deles antes. Normalmente eu faço mais de um desenho, só que dessa vez tá meio complicado. Qualquer coisa que eu fizer, será apenas mais do mesmo. A edição é totalmente centrada nos dois, então não dá para fazer assim muita coisa. Tá aí o desenho. Tem uma versão transparente na página de png’s para quem quiser usar.




Para outra opinião, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:

5 comentários:

  1. Rapaaaz... Amei sua crítica. Concordo com você em todos os pontos! Eu gostei da edição, mas como você, eu esperava MUITO mais. Quando terminei de ler, odiei quando eu vi que o casamento foi só um resumo como de qualquer outro casamento. Simples, sem nada espetacular. E, cá entre nós, acho que os dois partiram dessa edição namorando, porque o Xaveco disse: 'Ah! Eu sabia! Estão namorando!" então, Cebola não responde nada, como se estivesse afirmando de um jeito doloroso, como se fosse uma derrota (que idiota) e tanto que a Mônica diz "Liga não Cê (eu ACHO que ela falou isso, néh? :-P) Pelo menos eles voltam a ser jovens. Gostei muito da edição, mas eu, como você e milhões de brasileiros, esperávamos mais.

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  2. Concordo com você.Eu esperava mais, não só porque é o casamento dos dois mais só por ter o título "O casamento do século" teria que ser beem marcante,e não foi muito não eu confesso. Acho que pra ser marcante teria que ter sido tipo aniversário da Marina,com mais detalhes mais edições...
    Uma coisa que também percebi é que a Mô não tá brava como antes,eu gosto do jeito bravo dela. O Cebola, muito estranho na capa mas eu achei ele normal dentro da revista. O casamento(a parte mais importante) na minha opinião não ficou tão importante porque nem teve detalhes, gostei da página que tava toda a cambada junta tinha os vilões também. Mas nada que me fez pular de alegria, tanta expectativa com este casamento e veio uma edição mais normal do que outras do dia-a-dia. Mas tudo bem, eu até que gostei e tem coisas boas também na edição,mas como você mesma disse:eu esperava mais!

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  3. Eu quando li essa edição, achei bem engraçada. Mas não foi a melhor como todos esperavam. Acho que podia ser mais épico, sei lá. Mas a sua critica esta otima!!!

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  4. O desenho ta LINDOOOOOOO!!!!!!!!!! A crítica... corretissíma! Amo seu blog,Mally Pepper! ;D

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