Você pode desenhar em 30 dias (?) ~ TMJ do meu jeitoTMJ do Meu Jeito

sábado, 21 de junho de 2014

Você pode desenhar em 30 dias (?)

Será que pode mesmo? Sabe... Eu não desenho tão bem quanto parece e ainda tenho muitas dificuldades em várias coisas, como proporções, sombras, luzes, etc. antes eu nem esquentava com isso porque só desenho por hobby. Mas agora estou pensando cá com os meus botões... será que essa atitude não seria apenas uma desculpa para não estudar mais e melhorar? Não gosto de desculpas e mimimis. Então achei que estava na hora de melhorar um pouco.

Afinal, mesmo sendo um passatempo, acho que terei mais alegria em desenhar se produzir coisas melhores. E os leitores do blog também vão gostar de ver mais qualidade nos trabalhos, né?

O problema é que eu já ando meio sem tempo, então fazer um curso formal está fora de questão. Resolvi apelar para algum bom livro e ir aprendendo sozinha. Foi quando eu tropecei num livro chamado “You can draw in 30 days” (Você pode desenhar em 30 dias) e confesso que fiquei super curiosa e intrigada.

É mesmo possível aprender algo assim em tão pouco tempo? Afinal, sempre dizem que são necessárias trocentas mil horas de pratica antes de ficarmos bons em alguma coisa.

Bom... há um tempo atrás eu li um livro chamado “As primeiras 20 horas: como aprender qualquer coisa”. Nesse livro, o autor afirma que é possível aprender uma nova habilidade razoavelmente bem em apenas 20 horas. Bom demais para ser verdade, né? Sim, porque em muitos lugares, dizem que são necessárias pelo menos 10 mil horas de estudo/prática para aprendermos algo.

Só que tem uma pegadinha aí.

Esse lance das 10 mil horas surgiu após os estudos conduzidos pelo prof. K. Anders Ericsson, da universidade da Flórida. Ele queria saber quanto tempo uma pessoa tinha que praticar para chegar ao TOPO de qualquer atividade. Isso mesmo, pessoal. Chegar ao TOPO. Foram estudados vários profissionais de áreas diferentes: música, esportes, grandes mestres do xadrez, etc. Só pessoas que atingiram a maestria em suas áreas.

Ele descobriu que quanto mais uma pessoa pratica, melhor ela vai ficar em uma atividade. Logo, quem está no topo de qualquer atividade e se tornou o cara que entende dos paranauês precisou praticar em média 10 mil horas ou mais.

Sacaram onde fica a pegadinha? Esse estudo analisou grandes mestres, pessoas que chegaram no topo e tem domínio daquilo que fazem. O problema é que essa regra das 10 mil horas se espalhou e com o tempo a coisa foi meio que se distorcendo até chegar a crença de que são necessárias 10 mil horas para aprender alguma coisa.

Percebem como é diferente? O estudo de Ericssom concluiu que esse tempo é necessário para chegar ao topo, nível asiático, mestre-semi-deus que domina os paranauês. Para isso, são necessários essas dez mil horas ou mais. Claro, né? Quanto mais praticamos, melhores ficamos. Não precisa nenhum estudo para saber disso.

Acontece que as pessoas distorceram um pouco e esse número acabou ficando desanimador. Precisar praticar por tanto tempo para atingir a maestria é uma coisa. Agora praticar a mesma quantidade de tempo só para aprender algo desanima qualquer um.

Então ao ler esse livro eu entendi que se o objetivo é apenas aprender a fazer algo decentemente, sem a pretensão de ser perfeita, nível-asiático superpoderosa, vinte horas são suficientes para começar. Claro que para melhorar, vou precisar de mais tempo e prática. Mas precisar de 10 mil horas só para aprender algo (sem necessariamente dominar) é absurdo, não acham?

Pensando assim, um livro que promete ensinar a desenhar em 30 dias não me pareceu tão fora da realidade. Só estou começando, não é meu objetivo fazer um desenho como esse abaixo em tão pouco tempo.



Esse livro é só para começar, pois já tenho outros para continuar os estudos e ir me aprimorando. É uma forma de ajudar a vencer a dificuldade inicial do aprendizado, vencer essa barreira de quem está começando e tudo parece ficar lento e difícil.

Meu objetivo aqui é ir mostrando aos poucos meus progressos seguindo cada lição, uma por dia. Então não reparem nos desenhos toscos, feios e sem graça. Estou seguindo o que o livro ensina e pretendo melhorar com o tempo. Comecei as lições ontem, então hoje já tenho duas completas.

Primeiro o autor nos manda fazer três desenhos para mostrarmos como estamos agora. Sim, estão bem toscos e quem conhece meus outros desenhos vai estranhar bastante. Não sou boa para desenhar essas coisas, por isso ficou bem feiozinho.


Aqui é a lição n. 1, onde trata as esferas, luz e sombra. É bem pouca coisa como podem ver, mas observando outros sites onde as pessoas seguiram o mesmo livro, notei uma grande melhora a medida que foram progredindo nas lições, por isso tenho esperança de que vai funcionar comigo.


Essa é a lição n. 2, onde tem mais esferas, porém aprendi a desenhar duas ao invés de uma. Depois fui fazendo três ou mais só por experiência. Amanhã, se der, vou postar meu progresso na lição três. Vamos ver no que vai dar!


Para quem se interessar, aqui tem blogs de outras pessoas que testaram o livro. Dá para ver que elas progrediram bem ao longo das lições:

http://brotherswhim.com/you-can-draw-in-30-days-learning-how-to-draw

8 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Achei interessante, aprendi a desenhar com a ajuda de um amigo, que me ensinou coisas como o básico das proporções, sombreamento e texturização. No inicio eu desenhava muito ruim, mas em pouco tempo peguei o jeito, hoje consigo desenhar tranquilo. Também já faz 14 anos de rabiscos. Tudo que tenho a dizer é que a prática leva a perfeição. XD

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  3. Gostei bastante, eu faço uns minis quadrinhos com meus amigos e essas lições vão me ajudar.

    P.S: Eu que desenho os personagens.

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  4. Isso é bem legal. Contudo, não confio tanto nessa regra das 10 mil horas. Eu desenho desde pirralha, e pelas minhas contas, tenho umas 148.926 horas de prática. Ainda assim, sofro para desenhar mãos e manter as proporções.

    Boa sorte na sua viagem pelo mundo artístico!

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  5. Oie Mallagueta!! Puxa, quanto tempo eu não vinha no seu blog...kkkkk :P
    Eu gosto muito de desenhar, pra falar a verdade eu desenho desde que me entendo por gente então por isso eu sempre vou tipo..."inovando" sempre a minha arte :D Eu acho legal essa prática, gostei bastante! ((:
    Desenhar é o meu hobby tbm, mas eu sempre quero praticar ainda mais pra inovar minhas técnicas! :)
    Eu sempre desenhei manualmente, mas por isso mesmo é a mais difícil desenhar com mais proporção...
    Eu vou testar a prática "Você consegue desenhar por 30 dias [?]" e ver o que eu posso mudar nas minhas artes..
    E Ah! Antes de vim aqui vi suas lições!! Vc está indo muito bem! Boa Sorte pra você Mallagueta em ampliar ainda mais suas artes no mundo artístico! :D Bjs ;))

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  6. Sempre gostei de desenhar, embora não o faça com frequência ultimamente. Há mais de 20 anos fiz um curso de desenho que busca fazer com que desliguemos o lado esquerdo do cérebro e usemos só o lado direito.
    É uma coisa incrível como temos duas pessoas em nossas cabeças, uma para cada hemisfério cerebral. O hemisfério cerebral esquerdo é dominante sobre o direito, inclusive porque ele é o responsável pela nossa sobrevivência. Ele é lógico, racional, tem noção do tempo, é analítico, detém a memória da palavra falada e escrita, etc e tal. Só que ele não gosta de desenhar. Ele faz desenhos simbólicos apenas. Já o direito é religioso, sexual, holístico, não tem noção do tempo, não se expressa por palavras, mas vê as coisas em conjunto, sem opinar ou analisar, por isso ele desenha as coisas como elas são.

    Daí então, neste curso, fazíamos uma série de exercícios cujo propósito era cansar o hemisfério esquerdo por fazer coisas que ele não gosta de fazer ou que não têm sentido para ele.

    Não sei se já ouviu falar do livro Desenhando com o Lado Direito do Cérebro, da Betty Edwards. Ela conta a sua história de que quando menina já desenhava bem. Mas ela própria notava que só fazia bons desenhos se olhasse demoradamente o objeto a ser desenhado. Adulta, formou-se em Belas Artes e tornou-se professora. Queria que seus alunos desenhassem com a maior criatividade possível e aí ela notou uma coisa: eles todos de início fazia desenhos estereotipados e infantis. Mas ao cabo de uma semana, alguns deles já passavam a fazer desenhos bons. Não era coisa de treino: a mudança era brusca.
    Numa ocasião, os alunos tiveram muita dificuldade de desenhar o rosto de uma pessoa. Nenhum conseguia fazê-lo corretamente. Aí Betty, num momento de inspiração, colocou o retrato de cabeça para baixo. O resultado é que TODOS os alunos desenharam o rosto perfeitamente. Mas por quê? As linhas eram as mesmas!

    Outro lance que aconteceu com ela própria é quando ia desenhando e explicando aos alunos o que estava fazendo. Mas a certa altura ela parava de falar e continuava desenhando. E quando tentava explicar o que fizera, tinha muita dificuldade em encontrar as palavras. Aí ela sacou outra coisa: ou desenhava ou falava, mas NÃO PODIA FAZER AS DUAS COISAS AO MESMO TEMPO.

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  7. continuando, já que só valem os 4056 caracteres:


    Ela então se inteirou dos estudos neurológicos da época com pacientes de cérebro bipartido. O lance é o seguinte: quando ainda não havia remédios para deter os ataques de epilepsia, a única solução encontrada para evitar que o paciente tivesse o seu cérebro destruído era cortar o corpo caloso, que é o denso emaranhado de fibras nervosas que une anatomica e fisiologicamente os dois hemisférios cerebrais. Apesar da cirurgia implicar na destruição de bilhões de neurônios, os pacientes recuperavam-se bem, cessando-se os ataques de epilepsia e não mostravam qualquer alteração comportamental.

    Fazendo-se estudos com esses pacientes, mandavam que ficassem olhando num ponto fixo, de forma que a imagem refletida por um espelho ou ia ser vista só pelo hemisfério esquerdo ou pelo direito, mas não por ambos ao mesmo tempo. Assim, colocando-se uma faca vista pelo hemisfério esquerdo e perguntando o que se via, o paciente respondia:
    _ Uma faca.
    Colocando-se uma colher que era vista pelo hemisfério direito, perguntava-se novamente o que via e o paciente repetia:
    _ Uma faca.
    E nisso começava a balançar a cabeça negativamente. E até perguntava:
    _ Mas por que estou balançando a cabeça?
    A resposta: o hemisfério direito não se expressa por palavras e assim tentava avisar o esquerdo que se enganara, que era uma colher e não uma faca.
    Foi assim que se delineou quais funções são exercidas pelo hemisfério esquerdo e quais as do direito. Presentemente, com as modernas técnicas que permitem ver o cérebro funcionando em tempo real e de forma não invasiva, os conceito já mudaram um pouco, mas o livro dela funciona bem.

    Ainda sobre esse curso que fiz, a professora alertava para uma coisa: ia chegar em certo momento em que o aluno viria com desculpas do tipo:
    _ Olha... Eu tô desenhando muito melhor... Tá bom... Mas eu agora estou muito ocupado e acho que não vou poder continuar...
    Isso é desculpa do hemisférico cerebral esquerdo que teme perder sua dominância sobre o direito. Se o aluno desiste neste ponto, nunca mais volta. No meu caso o esquerdo decidiu que só sairia do curso formado. E quando o hemisfério esquerdo percebe que não perde o controle, que pode retomá-lo quando quiser, aí fica tudo mais fácil. Já na hora de desenhar, ele sai de cena e só volta quando chamado.

    O efeito do barato de droga é exatamente isso: ele rompe o domínio do hemisfério esquerdo e aí a pessoa fica vendo uma confusão de imagens. Com a habilidade desenvolvida num curso assim, a pessoa poderia ter o barato de droga sem droga...

    Para o meu trabalho eu faço desenhos no Corel Draw e assim que der, vou usar o Blend.

    É isso.

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    1. Conheço esse livro, estou estudando por ele atualmente.

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