quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Nostalgia: Ed. 39 - Histórias de Arrepiar



Vocês devem ter notado que estou escrevendo uma fanfic chamada “Quer brincar comigo?” onde aparece a Magali vestida de Maricota. Eu parei no capítulo 9 e só falta a conclusão. Aí eu pensei... que tal comemorar o encerramento da fanfic com uma critica da ed. 39, que me inspirou a história? Pois é. Hora da nostalgia!

Para quem não lembra, nesta edição o pessoal vai a uma festa a fantasia no dia das bruxas. Enquanto espera a festa começar, eles contam histórias de terror. Só que algumas coisas vão meio que dar errado mais para o fim.

Bom, para começar essa edição é dos bons tempos da TMJ em se tratando de traço e desenho, quando era um pouco mais puxado para o mangá e não tinhamos esses traços exagerados que vemos em algumas revistas atualmente.

O começo é simples: eles se reunem para ir a uma festa e acabam entrando numa casa de aparência velha e sombria. Lá eles conhecem a Bianca, aparentemente a pessoa que estava cuidando da festa. Os traços da bianca sempre me chamaram a atenção por causa dos olhos dela, que são bem parecidos com o estilo mangá e eu adorei os cabelos dela. E, claro, todos devem ter notado uma referência a Samara.

E devem ter notado também que a Bianca já cresceu o olho no Cebola, para desespero da Mônica. Pois é, naquela época ainda parecia haver alguma esperança para esses dois.

Como eles não tinham nada para fazer até a festa começar, todos decidiram sentar para contar histórias de terror. A da Mônica foi a primeira, só que acabou saindo tipo uma sátira da saga crepúsculo que saiu até bem engraçada com o Cebola de vampiro e DC de lobisomem contrariado.

O que eu achei engraçado nessa história foi o drama que o Cebola fazia da sua condição de vampiro enquanto a Mônica achava tudo legal e engraçado, especialmente a parte do brilho (e quando uma velhinha deu na cabeça dele com o guarda-chuva). Todo mundo sempre faz piada com o tal brilho do Edward que no final parecia mais uma fada com hábitos estranhos do que um vampiro. Sério, eu nunca consegui engolir esse lance de vampiro brilhar sob a luz do sol.

Tudo na história da Mônica foi zoação com essa saga, mas houve uma pequena mudança no final que na época não chamou assim muita atenção, mas hoje vejo que faz sentido: a parte em que o Cebola-Edward a dispensa e ela sai correndo pela floresta. Depois ele muda de idéia e corre atrás, mas chega tarde demais porque o DC-Lobo já estava com ela nos braços.

Claro que ninguém ficou assustado com a história exceto o Cebola, né? Será que isso não foi um aviso do que ia acontecer no futuro? Vejam bem: na ed. 09 do principe perfeito a Mônica diz que quem não tem interesse, não pode se importar em ser substituido. Agora temos a ed. 39 onde o Cebola, por fazer muito fiofó doce, dispensa a Mônica e quando se arrepende ela já está com o DC. Intrigante, não?

Mas como a história dela não assustou ninguém, chegou a vez do Cascão tocar um pouco de terror com uma história meio bizarra sobre um gêmeo maligno gerado pela sujeira que ficou na água da banheira. Nojento!

Esse clone maligno mostrou ser o lado sombrio do Cascão. Não tinha respeito por ninguém, agredia, vandalizava e não respeitava nem os pais. Esse lance de gêmeo do mal é bem usado na literatura, filmes, séries, etc. então eu não sei de onde, especificamente, o roteirista tirou a idéia.

A história dele teve um tom ligeiramente mais sombrio que o da Mônica, mais dinamismo e ação também com o Cascão correndo contra o tempo para derrotar seu gêmeo sujo e não desaparecer. Uma história bem a cara dele, com esse lance de ficção científica meio nerd.

No fim, ele se livrou do Cascão maligno graças a Cascuda, que o derrotou com água. Mas ficou a reviravolta no final: será que o Cascão que sobreviveu era mesmo o original ou a cópia maligna? A cara de mau dele deixou bastante dúvidas. Pode ter sido ele apenas tripudiando sobre o clone maligno que desapareceu, tipo cantando vitória. Ou então a personalidade do clone voltou para ele, que agora ficou com um lado bom e um ruim e no fim da história foi esse lado mau que falou. Ou então... são mil coisas, certo?

E agora temos a história da Magali, que me inspirou a escrever minha fanfic. A história aparentemente é simples, sobre uma menina que adorava sua boneca e estava sempre brincando com ela. Mas essa menina cresceu, foi esquecendo sua boneca e a lagou no fundo do armário. Então a boneca ganhou vida e voltou para se vingar. O de sempre. 

Essa foi minha história preferida, tanto que também tinha criado uma one-shot (dentro do armário) que foi tipo o começo e agora quer brincar comigo? Que foi a conclusão, onde eu dou minha própria versão de qual seria a verdadeira origem da Maricota. Foi uma história bem legal e com final triste.

Eu criei essa fanfic porque tinha reparado duas coisas nessa história:

1 – A fantasia da Magali é bem parecida com a da Maricota, com poucas diferenças. Talvez fosse uma forma de homenagear sua antiga boneca.

2 – Ao terminar de contar a história, Magali parecia realmente pesarosa e triste, como se ainda sentisse algum remorso pelo que tinha acontecido. Se era só uma história, por que ficar tão triste com o lance de “amigos que brigam, se magoam e nunca mais tem a chance de fazer as pazes”?

Claro que é apenas uma teoria, de repente não tem nada a ver e foi só uma história mesmo. Nós sabemos com a Magali é meio sentimental.

 Por fim, temos a história do Cebola que fechou o círculo de histórias e preparou para o terror que estava por vir. A história vocês já conhecem.

O que eu achei legal nessa história foi que os personagens estavm com a cara dos garotos da turma atual. Mas como sou muito distraída, acabei nem notando que a garota da história era a cara da Bianca. Vocês sabem, eu presto mais atenção ao texto do que nas imagens.

Por uma estranha coincidência inexplicável, o cafageste caloteiro tinha a cara do Toni. Nada a ver, né?

Uma pequena crítica a essa história são as roupas da bianca quando ela aparece dentro de casa sendo servida pelos criados. Se a história se passou a mais de cem anos (talvez final do seculo 19), então as roupas da Bianca não estavam corretas. Aliás, nem sei se aquele vestido grande também estava correto, mas enfim... as roupas da criada também não estavam corretas. Mulher nenhuma andaria com as pernas de fora no final do sec. 19.

Agora sabemos que essa história conta a origem da Bianca e que a roupa rasgada dela atualmente era o vestido de noiva que ela usava e se transformou em trapos. Que para que tudo ficasse ainda mais sinistro, ela cismou que o Cebola era seu amado e deu inicio a confusão onde ela quase sugou a vida dele.


Essa história pertence ao tempo em que o Cebola não era totalmente um zé ruela vacilão. Tanto que quando ele estava quase morrendo, pediu desculpas a Mônica por não ter conseguido derrotá-la e falou que a amava. Posso até estar enganada, mas se não me falha a memória essa foi a última vez que ele disse que a amava.

E foi exatamente por falar isso que Bianca resolveu mandá-lo embora junto com todo mundo. A cena dela na forma fantasma expulsando a todos foi de grande impacto, bem assustadora mesmo. Tanto que até virou capa do meu blog no mês de outubro e tem png dela na galeria.

A história foi boa. Eu não diria épica, mas gostei bastante. Tanto que até criei, tempos atrás, uma fanfic chamada Possessão que seria tipo a continuação dessa história.

Os personagens foram bem desenhados, gostei dos traços, pareciam ter mais detalhes e ao mesmo tempo mais puxados para o mangá. Gostei especialmente dos desenhos da Denise e da Marina no final da história. Ficaram lindos e bem feitos. O desenvolvimento foi bom e as cenas de ciúme da Mônica também foram engraçadas sem serem exageradas e partir para a briga.

Uma coisa que eu não entendi foi por que na ed. 69 o Cascão falou que o Cebola tinha xavecado a Bianca, sendo que nada disso aconteceu. Justiça seja feita: ela deu de cima dele sim, jogou charme, olhares e sorrisos, mas em momento algum ele correspondeu. Tanto que a Mônica nem brigou com ele. A hostilidade dela foi dirigida a Bianca, não ao Cebola.

Bom, essa foi minha crítica nostálgica. Ela demorou um pouco a sair porque eu estava refazendo o desenho da Bianca com aquele vestido, que eu sempre achei bonito e queria fazer a bastante tempo. Também fiz outras versões com a Mônica e a Magali. Tem png e quebra-cabeça.


Agora, sem mais delongas, o final da fanfic “quer brincar comigo?” - Descanse em paz, finalmente.

E não deixem de conferir a crítica do Canal Opiniao Turma da Mônica Jovem: