CBM#28: Em nome da honra - Críticas ~ TMJ do meu jeitoTMJ do Meu Jeito

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

CBM#28: Em nome da honra - Críticas


E aí, beleza? Hoje é um dia inédito: li a CBM antes de ontem e consegui não demorar quase um mês para fazer a crítica! É para glorificar de pé!

Confesso que a capa da ed. 29 me motivou um pouco. Mas antes vamos falar da 28. a história foi tipo... boa. Teve terror, um pouco de mistério, clichê de jovens se hospedando em uma cabana no meio do nada e desaparecendo um a um por causa de uma ameaça sobrenatural desconhecida...

Hã... me respondam uma coisa: já passou outro semestre? O Chico está de férias outra vez? Que confusão! Pelo menos teve o elemento sobrenatural, que eu gosto.
Outra coisa legal foi terem contado um pouco mais a história da família de Hiro e mencionado a imigração japonesa ao Brasil.

O humor foi bom, gostei da participação do Zé Lelé tão sem noção como sempre. A atuação do Chico também foi boa e dessa vez achei legal ele não ter roubado a cena e resolvido tudo. Nessa história, foi o avô do Hiro quem resolveu o problema com uma boa conversa.

Inicialmente eu achei bem fútil a razão do fantasma de querer se vingar. Tipo assim... uma pessoa não tem direito de lutar pela própria vida? Isso faz parte do nosso instinto de sobrevivência e eu certamente ia preferir ser salva do que afundar junto com o navio. Porém... vamos considerar a época em que passou o episódio e também a mentalidade do povo japonês que valoriza a honra acima da própria vida. Não sei se hoje ainda é assim, mas antigamente era.

Uma pequena curiosidade: não existe lei nenhuma no mundo dizendo que o capitão tem que afundar com o navio. Há sim uma “regra” marítima dizendo que o capitão deve ser o último a sair do navio porque deve garantir que todos saiam em segurança primeiro e mesmo assim não é unanimidade em todos os países. Cada um lida com isso de uma forma específica nas suas leis.

Mas no Japão antigamente achava-se que o capitão TINHA que afundar com o navio mesmo todo mundo já tendo sido resgatado.  Aliás, vocês sabiam que quando o Titanic afundou, teve um passageiro japonês que sobreviveu? Masabumi Hosono era o único japonês a bordo do navio Titanic em 1912. Na época, ele tinha 41 anos e estava voltando ao Japão depois de um tempo trabalhando em Londres e na Rússia. 

Acontece que quando o Titanic estava afundando, um marinheiro anunciou que só tinha dois lugares sobrando num bote salva-vidas que estava cheio de mulheres e crianças. Outro passageiro correu para pegar um dos lugares, daí Hosono acabou fazendo o mesmo e se salvando. Só que depois acabou se arrependendo amargamente porque os japoneses o criticaram muito por ter sobrevivido. Sim, é doideira, eu sei.

Naquela época o povo valorizava demais as virtudes samurais como sacrifício, abnegação e outras coisas. E Hosono era descendente de samurais, o que agravou mais ainda porque as pessoas achavam que ele devia ter afundado com o navio ao invés de ocupar o lugar que podia ter sido usado por outra pessoa. Como bom descendente de samurai, ele devia ter morrido afogado para que outra pessoa pudesse se salvar.

Hoje, graças ao filme Titanic e um pouco devido a mudança de mentalidade do povo japonês, as pessoas não veem Hosono mais como covarde, pois agora entendem que ele agiu daquela forma porque queria voltar para a família, sua esposa e seis filhos.

Esse pequeno relato histórico é para explicar um pouco a mentalidade do fantasma que perseguiu o avô do Hiro por tantos anos só porque ele não quis afundar junto com o navio. Para alguém como ele, honra era algo muito importante, mais até do que a vida das pessoas, família, sentimentos, tudo. Tanto que ele não ficou sensibilizado quando o avô do Hiro explicou porque não voltou ao navio para afundar junto com ele.

Numa coisa o Chico tinha razão: o navio afundou porque o sujeito foi arrogante demais. Pareceu até o construtor do Titanic ao dizer que nem Deus afundava o navio. Só que a natureza sempre tem outros planos e as pessoas nunca entendem. Acham que podem fazer tudo o que dá na telha.

Pelo menos tudo terminou bem já que o fantasma sensibilizou-se ao saber que o avô de Hiro tinha colocado o nome dele no neto e também recuperado seu relógio. Isso ajudou o fantasma a lidar com seus assuntos inacabados e finalmente poder ir embora. Foi um bom desfecho e achei muito bonito ver como o fantasma foi humanizando aos poucos até recuperar a forma que tinha quando morreu.

A edição foi boa, gostei do desenvolvimento, da história do avô do Hiro, entrelaçaram isso com a imigração japonesa, etc. ficou informativo sem ficar chato, nem tirar a ação. O fantasma também conseguiu ser assustador, ainda que dentro da limitação de faixa etária da revista.

No fim, foi mais uma história de pescador que ninguém iria acreditar. Pelo menos todos puderam aproveitar a folga, pescar, relaxar bastante... e foi engraçado ver o Zé Lelé meio cismado com a água e com medo de ir pescar. Eu também ficaria no lugar dele. Outra tirada criativa foi a Rosinha meio que disfarçada de Samara assustando o coitado do Zé.

Ah, vocês repararam que estava escrito Crisântemo II no barquinho usado pelos rapazes na última cena? O barco não é assim muito majestoso, mas para alguém que ficou longe da água por tanto tempo, foi tipo a liberdade, ficar livre de algo que o limitava e atormentava por tanto tempo.

A capa dessa história também ficou legal, embora o lance da foto preto e branco sobrepondo uma cena do presente tenha ficado um negócio assim nada a ver. Talvez tenha sido para dar a sensação de continuidade, tipo algo que começou no passado e terminou no presente.

Pois é, gente... essa foi a ed. 28. hora de seguir em frente e aposto que todo mundo ficou de cabelo em pé quando viu a sinopse da ed. 29 e todos estão em polvorosa com a capa que saiu hoje. Como assim o Chico vai casar com outra pessoa? Que negócio é esse?



Gente, é impressão minha ou o Chico está casando com todo mundo, menos a Rosinha? O que será que aconteceu? Qual é a pegadina?

Bem, vamos com calma, certo? Antes de querer xingar o Chico, vamos primeiro considerar que as coisas podem não ser o que parecem. Quer dizer, claro que na capa ele está casando com outra garota, mas nós sabemos que esse casamento não vai acontecer de verdade e que no fim ele vai ficar com a Rosinha. Pelo menos é o que esperamos, né? 

Confesso que depois da ed. do Rei Artur, eu fiquei assim meio que duvidando do sentimento dele pela Rosinha. Afinal, ele sequer tentou voltar para o presente, preferiu ficar no passado e casar com outra mulher. E certamente deve ter esquecido da Rosinha em pouco tempo. Então para mim não seria assim grande surpresa ele cismar de casar com outra.

Mas isso pode ter oura explicação, sei lá. Feitiço, perda de memória, chantagem, um sósia ocupando o lugar dele, hipnose, controle da mente... ou então ele pode estar fazendo isso por alguma outra razão que desconhecemos. Lembram da TMJ 51 quando o Cebola apareceu beijando a Penha? Todo mundo endoidou o cabeção até descobrir na ed. 52 que ele só fez aquilo porque estava sendo chantageado.

Com o Chico pode estar acontecendo a mesma coisa. Ou então pode ser só um casamento fingido, uma encenação para ajudar a garota loira misteriosa. A sinopse fala que o Chico está vivendo uma nova vida, o que também confunde um pouco. Por que ele estaria vivendo essa nova vida? Isso reforça um pouco a hipótese de ele ter perdido a memória ou estar sob um feitiço ou hipnose. Algo pode ter acontecido (tipo um acidente ou um furacão misterioso que nem no mágico de Oz), ele desapareceu, reapareceu em outro lugar todo desmemoriado, conheceu a tal garota, foi refazendo sua vida... sei, sei, meio comprido e demorado, mas é o que dá para pensar no momento.

Aliás, é impressão minha ou o Chico tem queda por loiras? Primeiro teve a Lisandra que era loira, agora essa moça da ed. 29! Por um instante cheguei a acreditar que poderiam ser a mesma pessoa, mas vi que é viagem. A cor dos olhos é diferente, assim como os cabelos e o rosto da garota misteriosa é sardento.

Seria alguma personagem antiga dos gibis que voltou? Talvez alguma menina do passado que gostou dele, não sei. Só sei que a treta vai ser maligna porque a Rosinha vai ver tudo e estou muito curiosa para ver qual vai ser a reação dela. Será que dessa vez a relação deles vai sobreviver ou teremos um rompimento?

Pode parecer sadismo da minha parte, mas as vezes acho que seria interessante se eles terminassem o namoro por um tempo. Assim cada um poderia reavaliar seus sentimentos e quem sabe conhecer outras pessoas. Assim o Chico teria uma chance com a Fran, nem que seja para no fim chegar a conclusão que quer mesmo é ficar com a Rosinha. Ela, por sua vez, poderia até tentar algo com o Paulo, quem sabe? Não é algo assim muito romântico, mas é bem mais vida real, onde nem sempre namoros de infância acabam em casamento. Sad, but true.

E claro que não posso deixar de falar da capa, né? Ficou muito bonita apesar de polêmica. Ela foi feita pelo Zazo e sei que muitos sentem a falta dele. Estão até fazendo uma campanha no facebook com a hashtag #voltazazo para ver se ele volta para a fazer as capaz como antigamente. Eu gosto das capas dele, mas também estava gostando bastante das capas feitas pela Roberta Pares. Bem que podiam deixar os dois fazendo as capas da CBM e TMJ.

Essa foi a minha crítica e meu palpite para a CBM! Agora falta a da TMJ, mas eu ainda não pude ler. Que coisa... será que vão lançar a capa da ed. 90 antes que eu possa ler a 89? Isso nunca aconteceu antes, mas fazer o que, né...

Aproveitando o tópico, eu percebi que minha galeria de imagens não está funcionando. Parece que o Hostinger anda com problemas e eu vou dar mais um tempinho para ver se volta ao normal. Se não voltar, vou ter que me virar e encontrar outro provedor, o que vai ser um trabalho enorme, mas não posso deixar o pessoal na mão.

Para mais críticas, confiram o vídeo do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:



Não esqueçam de conferir os palpites da CBM 29 do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem:

3 comentários:

  1. Acredito que seja um costume enraizado de a loura sempre ser a vilã/rica/desmiolada/patricinha, ou todos ao mesmo tempo. É só mais um dos estereótipos de personagem, junto com negra empregada, gordo comilão e solitário, estudioso antissocial, etc. Enfim, prejudica e só causa "treta" e ódio gratuito.

    Tem vários aspectos que os quadrinhos da TMJ e TMJ precisam reinventar pra ficar um pouco mais compatível com a realidade.

    Pergunta em off pra Mally: já pensou em fazer outro blog pra postar coisas além de TMJ e CBM?

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    1. Eles precisam mudar muita coisa mesmo, pq em questão de representatividade, eles ganham nota zero. Mas enfim... eu mal dou conta desse blog, não ia conseguir cuidar de outro.

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