TMJ#56 - Sem medo: críticas ~ TMJ do meu jeitoTMJ do Meu Jeito

terça-feira, 16 de abril de 2013

TMJ#56 - Sem medo: críticas

Sabe... confesso que essa crítica demorou a sair. Dois motivos:

1 – Queria lançar junto com o desenho para essa edição.
2 – Sabem aquela parte onde o Cebola fala para a Mônica “Namorar, só depois de derrotar você.”? Pois é. Essa parte me deu tanto nojo, tanto asco, tanta aversão que eu parei de ler na hora e só consegui continuar uns dois dias depois. 

Pode parecer bobeira, mas eu achei uma tremenda idiotice. Quando Franja falou sobre os membros da turma superando suas fraquezas, ele comentou sobre a mudança dos hábitos alimentares da Magali, Cascão tomando banho, Cebola superando seu problema de fala e na hora de falar da Mônica eles mostraram essa idiotice? Os roteiristas estão claramente subestimando a inteligência dos leitores, só pode. 

Agora, eu não sei o que foi pior: ele falando isso ou ela feito retardada perguntando se podia ser no par ou ímpar. Por isso eu precisei parar e continuar depois com mais calma. Felizmente essa foi a única parte onde falaram sobre essa lenga-lenga dos dois, então o resto da leitura foi bem tranqüila. 

Bom, a história fala sobre a superação dos medos, coisa que todo mundo precisa fazer ao menos umas 10 vezes na vida. E parece que no caso da Marina, nem é medo. É fobia mesmo. Tanto que ela sequer consegue ficar perto de um cachorro tão pequeno e dócil quanto o Bidu. 

Quem tem fobia costuma se sentir bastante limitado e esse medo atrapalha muitas coisas. Tem um programa no Animal Planet chamado fobias extremas que trata desse assunto. Algumas pessoas tem um medo tão forte de determinado animal que mal conseguem sair de casa. É algo que paralisa a pessoa e atrapalha toda sua vida. 

Só que nesses programas geralmente tem uma explicação para o medo das pessoas. Tipo, quem tem medo de cachorro relata que foi atacado por um no passado. É aí que eu acho o medo da Marina totalmente ridículo e irracional. Em lugar nenhum é explicado porque ela tem tanto medo de cães. Ela simplesmente tem medo deles sem razão nenhuma. 

Uma coisa interessante é que na edição 4 ela esteve perto do Bidu e não esboçou o menor medo. O mesmo aconteceu com a Ed. 22. Agora na Ed. 56, do nada, ela resolve que morre de medo dele? Oi? Coerência mandou lembranças!



Confesso que achei ela bem chatinha com todo esse mimimi, mas acabei gostando de ver como ela lutou contra esse medo para ajudar o 42. É como foi falado naquele filme Diário da princesa: Coragem não é ausência de medo, e sim, o julgamento de que algo é mais importante do que o medo. Tem hora que a gente precisa mesmo decidir se fica morrendo de medo ou se toma uma atitude. 

Outro ponto positivo para a história foi mostrar a forma correta de cuidar de um cachorro. Por exemplo, não é saudável para o cão ficar comendo comida humana como salsicha, macarrão ou batatinha. Muita gente fala que antigamente se fazia isso e os cães viviam bem, mas aí eu pergunto: eles viviam por quanto tempo? Será que viviam saudáveis a vida inteira ou morriam por doenças? Pois é. Dar ração para o cachorro não é frescura, é necessidade. As necessidades alimentares deles são diferentes das nossas. Sem falar que nossa comida tem sal e várias outras coisas que fazem mal para ele. 

Além de uma boa alimentação, os cães também precisam de exercício ou então ficam malucos dentro de casa. Foi bom ver que com o tempo Marina foi aprendendo a satisfazer as necessidades do 42. Acabou sendo bom para ele e para ela também que até passou a fazer mais exercícios. E ele até lhe deu inspiração para desenhar. 

A história evoluiu de um jeito bem bacana, com Marina morrendo de medo no inicio, toda a confusão que ela arrumou para resgatar o 42 da carrocinha (pagando até mico), depois a dificuldade para cuidar dele e com o tempo ela foi se adaptando e virando uma boa dona de cachorro. 

Sabe, as vezes a gente deseja tanto uma coisa e quando consegue, não fica satisfeito. Foi o que aconteceu com a Marina quando o sujeito levou o 42. Ela queria tanto que ele conseguisse um lar e quando conseguiu, ela começou a sentir falta dele porque tinha se apegado. 

Aliás, vilão da história também foi bem bolado, parecendo ser um cara legal no começo e depois se revelando um traste da pior espécie. Se bem que aquela cena em que ele bate no cachorro me pareceu um pouquinho forte, apesar de eles terem mostrado apenas os sons e não a imagem. Mas para quem gosta de cachorro, foi meio doloroso. 

E para uma pessoa que tinha pavor de cães e não gostava deles, ela se mostrou muito determinada a salvá-lo a todo custo do dono cruel e até chorou por ele. pelo menos tudo terminou bem porque o próprio 42 fugiu e encontrou a casa da Marina. Aí o antigo dono não pode fazer nada e ainda foi denunciado por maus tratos. Outra coisa boa que a história mostrou é que maltratar um animal é crime. Não podemos ver um animal ser maltratado e ficar calado.

Uma coisa boa nessa história é que ela realmente focou na Marina. O resto da turma participou, mas como coadjuvantes e sem roubar a cena. Também foi uma história leve e até instrutiva. 

Como a gente pode ver, ela não superou seu medo totalmente, mas parece que pelo menos está tentando. Realmente é preciso ter paciência com quem está superando uma fobia, mesmo que a gente ache esse medo algo idiota e sem sentido. 

Aqui está o desenho da edição. Não é o meu melhor trabalho, eu sei. Mas como estou sem câmera, tá muito difícil passar o desenho do papel para o computador e o resultado acabou não ficando tão bom quanto deveria. Na verdade eu nem ia fazer nada, mas então eu vi a capa daquele filme Marley e eu, daí acabei tendo essa idéia. Já tem o png e o quebra-cabeça também. Divirtam-se!



8 comentários:

  1. Concordo com essa postagem,realmente não sei de onde vem a fobia toda da Marina,mas na TMJ 53,por exemplo ela mostra esse medo,claro que pisaram na bola com isso,mas vale lembrar que no começo era tudo : "cresceu e está diferente", talvez eles tivessem feito isso com a Marina,mas depois desistiram ou esqueceram de vez

    Quanto ao vilão eu sabia que o 42 ia ficar com a Marina e que ela ia se apegar,isso é clássico,não podia não acontecer,achei legal eles ressaltarem que o certo é denunciar SIM !

    Sobre a Mônica e o Cebola com o mimimi deles,eu acho que é como essa relação é vista pelo Franja e outros da turma, até eles já enjoaram,como a Denise mostra na TMJ 55,então é assim que eles vem,mas foi um piso na bola se formos ver com o começo da TMJ 48 com aquela frase do Cebola,o que faz esse paragrafo não ser de todo real,os dois são + ou - assim.

    E adorei o desenho, vc é bem esforçada, eu acho,já que sem a camera fez isso, que legal ! E olha que ficou bom,só o franja meio magro e alto, mas não gosto de apontar defeito :D

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  2. Se tem algo que está certo foi o "mimimi" da Mô e do Cebola.Muito chato.Só não parei de ler,por que eu,como a Marina,também tenho medo de cães,e tenho motivo : Fui atacado por um Rottweiler.Superei,tanto que,assim como ela,também tenho um cão.De todo modo,quando o homem foi para pegar o Sírius/42,morri de pena da Marina.Acho que eu não ficaria de mau humor,só...Entraria em depressão...Tá,sou muito fraco.Mas me apego muito facilmente a cães,e me apego muito.Gosto de um cão em dois dias,com uma pessoa,demoro uma semana.Aliás,já tinham centralizados gatos,agora é a vez dos caninos.Aliás,me corrija se estiver errado,essa é a primeira vez que centram uma edição em um personagem secundário,não ?Enfim,foi muito pesado quando o monstro bateu no cão,e eu acabei fazendo cara de quem comeu e não gostou.E,acredite,minha cara de desgosto é ótima.De todo modo,o desenho ficou lindo - e engraçado -,mas o Fran ficou com um rosto meio...Afeminado.

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    1. Na vdd já centraram mais em secundários,a 29 e 30 - O mundo do contra - centram DC,a 26,27 e 28 - O aniversário de 15 anos - Centram Marina,a 31 - Divisão por 2 - Centram Aninha e Titi,a 33 - O peso de um problema - centram a Isa e a Maria Mello, a 45 - Bullying,além do limite - Centra o Quin,já a 46 centra a Nina e o Ângelo,e última foi mesmo essa,a TMJ 56,que centra ainda mais na Marina

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  3. Leia o fala Mauricio e depois me diga o pq teve essas partes!

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  4. Eu adorei a edição, também li no gibiteca. A crítica ficou ótima.
    Também fiquei com nojo da cena, que comecei a ler a edição a 5 dia e só dois dias atrás eu terminei, sempre com medo de encontrar na edição pelo menos mais alguma fala com aquele mimimi deles. Isso é muito chato, nossa. Por isso que só hoje eu postei as críticas no meu blog.
    Também estranhei a Marina ter ficado com tanto medo assim do bidu, se nas outras edições ele sempre agiu como se ele não existisse, e agora resolveu bancar a maluca desse jeito. É muito estranho
    Mais quanto ao medo, eu não acho sem motivos, por que eu também tenho medo de cachorros, e acreditem, é algo muito irracional. Eu só não tenho medo da minha cachorrinha por que ela é um filhote e eu sei que não faz mal a uma minhoca, mais quando eu passo por um cachorro na rua, eu tento não ter medo, mais não é algo que se possa controlar. Por mais que eu não queira, logo me dá uma vontade de sair correndo quando eu vejo um cachorro na rua
    Acho que é o mesmo com a Marina.
    Aquele dono é o verdadeiro cão chupando limão. Coitadinho do 42.
    Acho que até para mim, que não sou lá uma team dog, aquela cena doeu para mim, foi forte, muito triste de ser ver.
    Bom, amei a crítica, acho que você expressou muito bem sua opinião.

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  5. Também pensei nesse negócio do que os personagens melhoraram. Isso? Isso é uma coisa que a Mônica melhorou? Ah, fala sério! Tem um monte de coisas que ela melhorou, como se controlar melhor e aposto que se eu parasse para pensar acharia mais. A única coisa que ela piorou foi nessa parte com o Cebola, e eles colocam lá. Isso me dá vontade de gritar. Mfff... AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

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    1. Também achei patético. Sem falar que ela com o cebola nem melhorou tanto assim. Ele não consegue superar os rancores do passado pra poder ficar com ela.

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  6. Bom, eu já sabia que a Marina ia ficar com o 42 (tá, tô meio atrasado com o coment, mas e daí?), porque tem uma HQ do Bidu clássico onde a Marina real pede para ele ficar com o 42 enquanto ela sai.

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