E aí, beleza? Hora de fazer a crítica da ed. 25 da CBM. O
que acharam da história? Eu adorei.
Foi tensa, movimentada e com algumas referencias a filmes e
séries. Aliás, a história foi animada praticamente desde o começo, com o
pessoal batendo papo dentro dos carros, tensão entre Rosinha e Chico por causa
da Fran (que está se tornando um pé no saco), Zé Lelé se entendendo bem com os
rapazes...
E a piada do Jácomo sendo um zumbi que ao invés de cérebro
prefere um dogão também foi muito legal e também um prelúdio do que estava por
acontecer.
Bem... a história me lembrou a série the walking dead e
também o filme guerra mundial Z. Acho que o roteirista pegou elementos dos
dois.
A semelhança com TWD vem da jornada do Chico e da Sofia
juntos pela estrada tentando fugir dos zumbis e encontrar a Rosinha. A série
foca nessa caminhada de sobrevivência, lutando um dia de cada vez para se
manter vivo em meio a uma multidão de zumbis que vem de todos os lados.
Mas também vi elementos do filme guerra mundial Z.
1 – Os zumbis não comem gente. Eles apenas perseguem as vítimas para transmitir o vírus e fazem isso através da mordida. Depois que mordem, vão embora e quando a pessoa já está infectada, eles a ignoram.
1 – Os zumbis não comem gente. Eles apenas perseguem as vítimas para transmitir o vírus e fazem isso através da mordida. Depois que mordem, vão embora e quando a pessoa já está infectada, eles a ignoram.
2 – A infecção é rápida tal qual acontece no filme. Em TWD
pode levar até dias até que a pessoa morra e vire um zumbi. Em guerra mundial
Z, é coisa de poucos minutos e dependendo do caso, alguns segundos.
3 – Em determinada parte da história, vemos ampolas onde
está escrito Z-Vírus.
4 – Os zumbis são atraídos pelo cheiro do medo das pessoas,
enquanto no filme são atraídos por som. O ponto em comum é que alguma coisa os
atrai, mas o roteirista deve ter feito diferente para não parecer uma imitação.
As principais semelhanças com o filme são essas. Eu falo sobre
esse filme aqui: Guerra Mundial Z quem quiser, pode dar uma olhada.
No filme, o galã acaba resolvendo tudo, então acho que o
Chico também irá salvar o dia, como sempre.
Outro detalhe no filme (foi mal o spoiler) é que os zumbis
ignoravam pessoas doentes ou muito feridas e no final usaram isso para inventar
uma vacina que funcionava como camuflagem que fazia com que a pessoa parecesse
estar doente. Mas não acho que vão usar isso na história, seria muita imitação.
Eu gostei muito do andamento, sempre dinâmico e movimentado.
De um lado, Chico encontrou uma garotinha assustada no início, mas que depois
se mostrou corajosa e de personalidade muito forte. A discussão deles sobre
voltar para pegar o ursinho foi muito engraçada. Tipo, o Chico se fez de mandão
e segundos depois estava se contorcendo na janela do banheiro para pegar o
ursinho. E ainda teve que pedir desculpas para que a Sofia o salvasse.
A menina é meio pentelha, mas ao mesmo tempo é forte, tem
personalidade e parece que sabe de alguma coisa, mas sua memória foi bloqueada
pelo trauma. Só ficou aquele papel que o Chico tinha achado na mochila dele com
o desenho dela com os pais e aquele olho misterioso.
A propósito, vocês notaram que o desenho da mãe dela tem
asas de anjo? E que o tal ursinho aparece entre elas? Isso pode significar que
a mãe da Sofia morreu e que o ursinho Bilu foi um presente dela, por isso a
Sofia tinha tanto apego por ele.
Seu pai pode ser o típico viúvo que perde a esposa e se
afunda no trabalho para esquecer a dor, por isso se comprometeu tanto com
aquele laboratório. Quando começou a infecção, ele deve ter ajudado a filha
escapar na esperança de que a praga fosse contida lá dentro e não saísse para o
exterior. Assim ela estaria salva. Mas algo deve ter dado errado e o vírus se
espalhou. Ou então ela escapou sozinha, não sei.
Outro detalhe é o tal “olho-que-tudo-vê” que é um dos
símbolos dos Ilumminati. Para quem não sabe, Illuminati é o nome de um grupo secreto que tem como objetivo
dominar o mundo através da fundação de uma Nova Ordem Mundial. Há várias teorias sobre eles, umas negando,
outras comprovando. Quem quiser saber mais, tem muito material pela net afora.
Acredita-se que eles são um grupo muito grande e poderoso, que tem muita
influência e controla muitas coisas, por isso o tal olho que tudo vê. Outro
detalhe é que esse olho é também símbolo da maçonaria, porque eles acreditam
que estão sendo sempre vistos por alguém.
Deve ser tipo uma brincadeira com as teorias da conspiração
que muita gente acredita. E também um ótimo símbolo para uma corporação
poderosa e influente como essa tal de Savert deve ser.
De outro lado, temos Rosinha liderando os rapazes para
procurar o Chico. Impressionante como ela foi forte e inteligente, mas ao
mesmo tempo usou charme e meiguice para levar o guarda e o motorista do
caminhão na conversa. Quem resiste toda aquela seduzência?
Legal foi que graças a ela, eles conseguiram entrar no
laboratório. Uma pena ela ter sido infectada depois, mas acho que foi para dar
mais drama a história. Aposto que o Chico vai ficar de coração partido quando
ver que ela foi transformada em
zumbi. E a cara de zumbi dela ficou realmente muito boa, deu
até um medinho!
O laboratório todo destruído já respondeu uma parte do mistério:
uma experiência deu errado e o vírus saiu se espalhando para todo lado. Só não sabemos
que tipo de experiência era aquela e porque fizeram aquele vírus maluco.
A história acaba com os rapazes contendo a Rosinha para ela não
infectar mais ninguém enquanto Chico e Sofia estão presos no carro com uma
horda de zumbis ao redor. A próxima edição será a conclusão da saga e mal posso
esperar.
Zumbi não é o meu gênero preferido, mas de vez em quando, uma vez ou outra, eu
gosto. Eu adorei o filme guerra mundial Z porque saiu um pouco do clichê de zumbis
comedores de gente. E por algum tempo também assisti TWD, apesar de ter perdido
o interesse lá pela quarta temporada. Sei lá, acabou perdendo a graça.
Mas eu não sei se os infectados dessa história podem ser
chamados de zumbis. Normalmente zumbis são mortos que andam e nessa história as
pessoas infectadas ainda devem estar vivas e o vírus pode ser curado. Tem que ser
assim porque senão a Rosinha vai morrer de vez. E é uma história do Chico Moço,
né? Tem que ter final feliz onde tudo se resolve, os infectados são curados, Sofia
reencontra seu pai, o laboratório é fechado, a experiência nunca mais será
retomada e a turma continua seu caminho para Vila Abobrinha.
Agora, cá entre nós... é impressão minha ou a Rosinha tem
andado muito zicada ultimamente? Primeiro ela é esfaqueada na ed. 18, depois passa
mais da metade da ed. 21 morrendo. Aí vem a história dos herdeiros da Terra onde ela
engole sombra líquida e é levada embora para o planeta Tumba. E agora foi
zumbificada.
Querem saber? Eu até que estou gostando. Calma, não sou sádica
e não quero o mal da Rosinha. O que eu estou gostando é de vê-la sendo mais
atuante e não somente como a personagem bonitinha cuja única função é ser
namorada do Chico. Apesar de tudo, ela tem se mostrado forte, ativa e
inteligente ao longo das edições e estou adorando ver isso. Eu sei que o foco das
histórias é o Chico, mas acho que ela merece mais protagonismo também.
Sei que não devia estar falando assim, mas a diferença entre
ela e a Fran até agora é gritante. Rosinha é forte e corajosa enquanto Fran é
fraca, chorona e mimizenta. Mas até que seria bom se as duas deixassem essa
briguinha por causa do Chico de lado e se tornassem amigas. Mulher não tem que ficar
estapeando uma com a outra por causa de homem. Elas precisam entender que não compensa
perder a dignidade nem mesmo por um rapaz como o Chico.
Bom, essa foi a crítica e confesso que fiquei surpresa
porque escrevi mais do que a média da maioria das histórias. Mas foi porque eu
realmente gostei da edição, aí acabo tendo mais coisas para falar. Também gostei muito da capa da edição porque ficou bem aquela coisa de terror, especialmente com o Chico de roupa suja com manchas que parecem sangue. Assustador, não? A capa da ed. 26 também ficou ótima e gostei bastante do Chico e da Rosinha querendo ficar juntos, mas sendo separados por causa da praga Zumbi. O desenho até lembra um pouco aquela pintura "a criação de Adão", de Michelangelo. A diferença é que na capa os braços deles estão entrelaçados, mas ainda tem aquela pegada meio barroca. Geralmente vemos as pessoas sendo carregadas por anjos nas pinturas, só que nesse caso são zumbis. A cena até poderia ser romântica por causa da expressão deles e o céu de crepúsculo ao fundo, com o sol brilhando entre as nuvens de fim de tarde.
E vocês repararam que um dos zumbis tem cabelo rosa? Ela meio que parece Atena, mas também pode ser Diana ou a enfermeira bonitinha da TMJ 87. Huahuahua!
E vocês repararam que um dos zumbis tem cabelo rosa? Ela meio que parece Atena, mas também pode ser Diana ou a enfermeira bonitinha da TMJ 87. Huahuahua!
Aproveitando o lance dos zumbis, refiz essa imagem do DC
todo estropiado da TMJ 86, só que zumbificado e segurando um tomate na mão. Sim,
gente. É um tomate. Por quê? Simples: é o DC. Zumbi comedor de carne humana ou
cérebro é clichê e nós sabemos que ele odeia os clichês e pretende ser do
contra até o final. Então virou um zumbi comedor de tomates, verduras e
hortaliças. Sinistro, não?
Essas foram as críticas desse mês. Não deixem de conferir a crítica do Canal Opinião Turma da Mônica Jovem. É sempre bom ver pontos de vista diferentes: