CBM#32: A onça e o ouriço - Críticas ~ TMJ do meu jeitoTMJ do Meu Jeito

quinta-feira, 19 de maio de 2016

CBM#32: A onça e o ouriço - Críticas





Oiê! Pensam que eu esqueci do Chico? Não, não esqueci. Só estava esperando sair a capa da ed. 33.

Sabiam que essa ed. foi tipo uma pegadinha para mim? Pois é. A sinopse falava em segredo terrível rondando a região, depois o título falando em onça e ouriço. Daí juntei as coisas e fiquei pensando que era algo sobrenatural tipo alguma lenda ou história de fantasmas, etc. Por isso fiquei surpresa ao ver que não era nada disso.

A história apenas falava sobre o tráfico de animais e o quanto isso é cruel. Acho que foi por isso que gostei da ed., eu esperava uma coisa e veio outra bem diferente.

O desenvolvimento da história foi bom embora eu não tenha gostado muito da forma como a Rosinha recebeu o Chico apesar de entender a situação dela. Chegar de surpresa nem sempre é bom porque ela não podia largar tudo de lado só para ficar com ele. Sei lá, ela ao menos podia ter tentado ajudá-los a encontrar algum lugar para dormir.

Quando ela foi visitá-lo, ele teve o cuidado de arrumar um lugar para ela dormir. Será que não tinha nenhum amigo para quebrar esse galho? Tirando isso, gostei bastante porque mostrou um pouco mais da vida dela, seu trabalho na faculdade e as colegas de classe. E rachei de rir com a colega maluca que a empurrava para o lado toda vez e aparecia algum animal interessante.

Eles bem que poderiam fazer mais histórias mostrando a vida dela. Por exemplo, já vimos que a tia dela é uma bruxa, então ela deve estar tendo dificuldades em casa, tendo que fazer todo trabalho doméstico para uma mulher chata, azeda e que nunca está satisfeita com nada.

Tem o Paulo, que nunca mais ficamos sabendo dele, e aquele fotógrafo maluco. São coisas que ficaram no ar e nunca mais ninguém falou a respeito.

A história tocou no assunto do tráfico de animais e também em como é errado colocar animais silvestres nas mãos de pessoas que não sabem ou tem condições de cuidar deles, como no caso do garoto com o ouriço. Esses animais não são como gatos e cachorros, eles têm necessidades especiais que nem sempre as pessoas sabem como suprir.

Eu particularmente sou contra ter animais silvestres como bichos de estimação. A meu ver, só gato e cachorro servem para viver dentro de casa. Mas como sei que as pessoas não vão deixar de ter animais exóticos só por causa da minha opinião, pelo menos deveriam cuidar direito, o que nem sempre acontece.

É aí que chegamos a outro assunto abordado e que nos pegou de surpresa: a Oncivalda, onça de estimação do Zé Lelé. Ain, gente, fiquei tão triste por terem tirado a bichinha dele! Sim, eu sei que foi a coisa certa a fazer. Onça não é bicho para ficar tratando feito gatinho fofo. Mas ainda assim fiquei triste porque sei que o Zé gosta muito dela e nós ficamos acostumados a vê-la de vez em quando nas histórias. Sei lá, eu me senti como se tivessem tirado um personagem da revista.

Pois é, já que a história aborda o tráfico de animais, claro que tinha de ter um traficante e o bandido foi bem bolado, homem perigoso, capaz de matar, malandro e que não importava nem um pouco com os animais e sim em lucrar em cima deles mesmo sabendo que muitos iam morrer no meio do caminho. Ainda bem que ele acabou sendo preso, mas infelizmente tem muitos soltos por aí.

Também fiquei feliz por o garoto ter se conscientizado de que não podia cuidar do ouriço e aceitou abrir mão dele, o que foi melhor. E adorei ele ter criado coragem para dizer onde ficava o esconderijo do traficante e assim puderam salvar o Chico. Até a Oncivalda ajudou, mostrando o seu lado selvagem.

Acho que é por isso que apesar da tristeza, sei que foi melhor levarem a Oncivalda. Ela era tão mansa que o traficante não teve dificuldade nenhuma em levá-la. Uma onça assim, tão bobona, certamente daria um bom dinheiro e outra pessoa poderia acabar capturando para vender.

O final foi feliz e foi bonitinho ver o Chico tentando ter um momento romântico com a Rosinha e sendo levado embora pelo Zé, que não estava com bom humor para romances. Ah, e vocês viram que fofo o Chico pedindo a Rosinha em casamento enquanto dormia? Foi tipo um momento “ounnnn”.

E fim. A história foi boa pelo tema que abordou. O andamento foi bom, não vi furos no roteiro e tivemos um final mais ou menos feliz dentro das possibilidades da história.


Agora temos a ed. 33 onde o Chico vai parar na Patagônia. Bem... depois de ele ter ido para um planeta que fica em outro universo e quase ser morto pelos servos da serpente, a Patagônia é tipo ali na esquina. Mas acho que vai ser interessante vê-lo tendo contato com a neve e encarando um frio de lascar. Eu não lembro de nenhuma história no gibi onde ele tenha visto neve, alguém lembra?

Fora isso, acho que eles vão ter que enfrentar animais selvagens, talvez criminosos ou o tal reality show vai colocar alguma armadilha doida para deixar o programa mais emocionante. Imagino que ele vai com os colegas da faculdade, será que a Fran vai continuar dando de cima e o Vespa vai continuar sendo... Vespa? Isso nunca falta nas aventuras em que esse pessoal participa. Vamos ver no que vai dar.

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