Cinderela às avessas - capítulo 23: Ela é convidada para outro baile ~ TMJ do meu jeitoTMJ do Meu Jeito

sábado, 25 de janeiro de 2014

Cinderela às avessas - capítulo 23: Ela é convidada para outro baile

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Ela é convidada para outro baile

O encontro foi um sucesso e o empresário da Super Zoom concordou em ceder a banda para um show beneficente.

- Vocês não vão se arrepender! – Afonso disse muito empolgado. – Haverá repórteres de várias emissoras, esse show será um sucesso e vai ajudar muito na publicidade da banda.
- Sem falar que é para a caridade! – Rebeca falou com um falso ar benevolente.
- Ah, sim! Caridade é tudo, não é? – o empresário falou também com fingimento. Era obvio que ele não se importava nem um pouco com isso. – A propósito, vocês vão mostrar fotos ou imagens da instituição?
- Claro que sim! Eu mesma providenciei lindas imagens das nossas crianças felizes, saudáveis e bem cuidadas! Todos verão como nosso trabalho é maravilhoso!
- Perfeito! É uma causa nobre que todos vão apoiar. E alguma dessas crianças vão aparecer no evento?

Por um instante, ambos sentiram um frio desagradável na espinha. Eles não tinham pensado nisso. Mas esperto como era, Afonso logo deu uma resposta.

- A festa será um pouco tarde, meio impróprio para crianças não acha?
- Pode ser, mas acho que vocês fariam mais sucesso se levassem alguém da instituição para dar o testemunho de como sua vida mudou.

Os dois entraram na mansão com esse problema martelando em suas cabeças. Onde eles iam arrumar alguém que concordasse em mentir para ajudá-los?

- Isso pode ser um problema!
- Você não conhece ninguém, querido?
- Pior que não! Quer dizer, até conheço, mas vão cobrar caro para nos ajudar!
- Eu também não sei de ninguém que possa servir!

Ela pensou um pouco.

- Precisa ser alguém jovem, talvez um adolescente?
- Onde vamos arranjar um adolescente para isso?

A mulher deu um sorrisinho perverso e respondeu.

- Sabe, eu até conheço alguém!

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Carmem estava no quarto lendo uma revista quando Cassandra entrou e a encarou com as mãos na cintura e fazendo cara de zangada.

- Er... que foi?

Sem responder nada, a outra logo abriu um grande sorriso e foi para cima dela lhe dando um grande abraço.

- Nem sei como te agradecer! O Rafa adorou minha voz e quer que a gente cante junto mais vezes! Até me convidou para sair nesse domingo! Nem acredito que você fez isso por mim!
- Bom que deu tudo certo. Daqui uns dias ele te pede em namoro, pode esperar!
- Tomara, ai que emoção!

O som de alguém abrindo a porta fez com que elas levassem um susto. E o susto foi maior ainda quando viram a Sra. Aguiar olhando-as com a cara fechada.

- Bonito, heim? Por acaso vocês são pagas para fofocar? E o serviço da casa? Como fica? Vão trabalhar agora mesmo!

As duas foram saindo quando ela segurou Carmem pelo braço.

- Você não, mocinha. Vamos trocar umas palavrinhas lá no escritório.

Carmem a seguiu tremendo de medo. Será que ela tinha feito algo de errado? Iam mandá-la embora? O que mais faltava acontecer?

- O que aconteceu? – Marlene perguntou a Cassandra em voz baixa.
- Eu não sei! Não me olha assim, juro que não fiz nada!
- Essa não... acho que de hoje ela não passa!

As duas entraram no escritório onde Afonso as esperava e a dona da casa começou.

- Mocinha, me responda uma coisa. Você tem família?

Ela hesitou um pouco por causa da pergunta inusitada e respondeu.

- Er... não. Eu não tenho ninguém.
- Onde você morava antes de vir para cá?
- Em lugar nenhum. Por favor, não me mandem embora! Eu não tenho pra onde ir!

Os dois se olharam dando um sorriso perverso e ela continuou.

- Então você é mesmo sozinha no mundo?

A jovem fez que sim com os olhos se enchendo de lágrimas.

- Então temos uma proposta irrecusável para você!
- P-proposta?
- Sim. – ele falou. – Você nos ajuda e nós te ajudamos. Todo mundo sai ganhando, não tem erro!
- Você já deve saber da nossa festa beneficente, não sabe? Pois bem. Depois do jantar, mostraremos um lindo vídeo contendo as fotos das nossas crianças. Mas fomos aconselhados a trazer alguém da nossa instituição.
- Acontece que crianças não devem ficar acordadas até tarde. – O sujeito falou com certo cinismo. – Então precisamos que você ocupe o lugar delas.

Vendo que Carmem não tinha entendido, Rebeca explicou.

- Você vai apresentar as fotos e falar sobre o trabalho da nossa instituição e dar o testemunho de como lhe ajudamos e mudamos sua vida.
- Quer que eu finja ser da instituição de vocês?
- A palavra “fingir” é tão forte! Eu particularmente prefiro “representar”, não é querida?
- Claro! Você irá representar as nossas crianças, só terá que falar algumas coisinhas. Não se preocupe, eu farei todo seu discurso.

Carmem tinha entendido muito bem o que eles pretendiam. Como aquela instituição era falsa, não havia nenhuma criança para aparecer na festa. Logo, cabia a ela fingir e dizer que tinha sido ajudada por eles.

- Em troca, nós lhe ajudaremos a ter uma vida melhor. Quando moça, eu fui modelo e participei de desfiles muito importantes! Então conheço pessoas que poderão lhe ajudar a fazer muito sucesso como modelo. Você gostaria de ser modelo, Carmem?

Aquela lhe atingiu em cheio. Ser modelo? Desfilar nas passarelas? Sair daquela vida horrível de escrava doméstica?

- A senhora tá falando sério? Pode me ajudar a ser modelo?
- Claro que sim, menina! Eu vou te apresentar ao dono da agencia mais badalada da cidade! Todas as moças que passam por ali ficam famosas em poucos meses!
- Ai meu santo!
- E você tem potencial, querida! É bonita, loirinha, olhos azuis! Se cuidar da aparência e vestir roupas decentes, vai fazer muito sucesso! Não jogue essa oportunidade fora!
- Eu... ai, não sei o que dizer! Foi muito de repente!

Ela pegou a jovem pelo braço e a levou para fora do escritório.

- Pense um pouco, meu bem. Essa proposta pode mudar sua vida para muito melhor.
- Sei disso, é que...
- Não responda agora. Reflita com muito carinho. Amanhã é trinta e um de dezembro, não é? Nós dois faremos uma pequena viagem, então você terá tempo para pensar. Quando chegarmos, você nos dá a resposta.  – Carmem foi colocada para fora do escritório e antes de fechar a porta, Rebeca falou num tom doce e ao mesmo tempo ameaçador. – Lembre-se, querida. De qualquer forma você sairá daqui. Resta decidir se será como modelou ou como mais uma desempregada. Pense bem, viu?

A porta foi fechada, deixando Carmem parada no meio do corredor com o corpo tremendo e suando frio.

A mensagem foi muito bem transmitida. Ou ela aceitava a proposta, ou ia para o olho da rua. Não tinha mais jeito.

4 comentários:

  1. Hum... Tô desconfiado... Um casal que bola uma instituição falsa para lucrar, que é avarento assim e também muito insolente não tem cara de quem sabe faz "trocas justas". E a Carmem seria como cúmplice nessa situação. Não existe lei contra isso?

    Como a Marina disse na TMJ 56, não importa se você não tem provas! Se você vê um crime e não denuncia, você é tão culpado quanto o criminoso. E duvido muito que vão ajudar a Carmem, afinal, eles perderiam a loira que causa boa impressão assim desse jeito? Que eu me lembre, a agência disse que não tinha nenhuma com aquelas características...

    O que será que o destino vai fornecer para a a Carmem? Ai,ai,ai...

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    1. Suas perguntas serão respondidas nos proximos capitulos. Se falar agora, perde a graça. Mas realmente, esses dois não passam de vigaristas.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Estou acompanhando sua nova Fanfic, e o que posso dizer ?Simplesmente estou adorando,suas histórias são muito criativas.Parabéns você é muito talentosa!!!!!Continue assim!

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