Cinderela às avessas - capítulo 27: Por isso ela decide lutar ~ TMJ do meu jeitoTMJ do Meu Jeito

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Cinderela às avessas - capítulo 27: Por isso ela decide lutar

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Por isso ela decide lutar

O casal Aguiar estava muito empolgado com a festa, principalmente depois de Carmem ter falado que aceitava a proposta deles.

- Vamos fazer propaganda para a cidade inteira!
- Que venham todos os ricaços com seus cartões de crédito! Vamos nadar em dinheiro!

A banda Super Zoom também tinha confirmado sua presença, o que ia aumentar o sucesso da festa. Carmem acompanhava os preparativos tentando conter a indignação. A Sra. Aguiar lhe prometeu comprar roupa nova para se apresentar no palco e depois disso seria apresentada ao dono da agência de modelos.

Só que ela não conseguia se conformar com aquela situação. Então, no domingo, ela foi a casa da Cascuda após tomar uma decisão muito importante. Era preciso pedir ajuda.

- Você tem certeza? Sério mesmo? – Cascuda perguntou muito surpresa.
- Tenho sim, isso não pode passar batido! Se a gente não fizer nada, eles vão roubar aquelas pessoas. Vão roubar meus pais! Não quero deixar isso acontecer. Por favor, pede ajuda pro pessoal!
- Vou chamá-los e você poderá falar com eles.
- Não vão me levar a sério!
- Vão sim, Carmem. Eu te ajudo.

Cascuda ligou para o Cascão, pedindo que ele chamasse o Cebola e também ligou para Mônica e Magali convocando uma reunião de emergência na sua casa. Quando eles chegaram e Carmem contou tudo o que tinha ouvido dos seus patrões, as paredes da casa tremeram com o grito de raiva que Mônica tinha dado.

- Quanta safadeza desses dois! Eu devia dar uma surra neles, isso sim! Onde já se viu fazer uma coisa dessas? Eles são uns ladrões!

Magali procurou acalmá-la e Cebola falou.

- Se vamos desmascarar esses dois, precisaremos de um plano. E rápido, a festa é no fim do mês!
- Temos que conseguir provas de que eles são uns malandros! Sem isso, não vai dar pra fazer nada! – Mônica falou mais calma.
- Não posso só falar o que eu ouvi?
- Não, Carmem. Sem provas, isso seria crime de calúnia e pode te dar problemas. Temos que conseguir as provas primeiro. Qual é o nome da tal instituição?
- Criança Feliz.

Cascão coçou o queixo.

- Nunca ouvi falar.
(Magali) – Nem eu. Então deve ser falsa mesmo!
(Mônica) – Temos que provar que essa instituição é falsa. Assim podemos acabar com a farra deles!
(Cebola) – Eles devem ter muitas provas no escritório da casa. Se eu pudesse mexer no computador deles...
- Ih, não dá. Tem senha no computador e o escritório vive trancado.
- Mesmo com senha, posso dar um jeito de invadir.

Cebola começou a fazer algumas anotações e Magali falou distraidamente.

- Que pena tudo ser uma farsa... aposto que vai ter muita coisa gostosa na festa! Bem que eu queria ir!
- Eu também, a Super Zoom vai se apresentar também! – Mônica falou suspirando pelos rapazes da banda, deixando Cebola irritado.
- Bah, como vocês vão entrar na festa? Só se for de gaiato e... – ele parou de falar e ficou pensativo, enchendo Cascão de medo.
- Essa não! Ele tá fazendo aquela cara de novo! – ele falou ver aquela expressão amalucada no rosto do amigo.
- Pois eu tive uma idéia. Carmem, você falou que eles vão mostrar fotos da tal instituição, não falou?
- Er... sim!
- E se ao invés dessas fotos, a gente mostrar provas de que eles são uns mentirosos?

Mônica entendeu a idéia e deu um beijo no rosto do rapaz.

- Que boa idéia, Cê! Aí eles serão desmascarados na frente de todo mundo!
- Se eu puder entrar na festa, poderei dar um jeito de mostrar essas provas a todo mundo! Mas antes temos que investigar bem e não temos muito tempo. Por acaso seus patrões saem muito de casa?
- Sim, bastante.
- Em horários definidos?
- Eles sempre passam a tarde nos clubes elegantes da cidade.
- Ótimo. Então nós vamos...

Cascão foi logo cortando a conversa.

- Já sei o que você tá pensando, cara! Quer invadir a casa deles?
- Preciso ter acesso ao computador pra conseguir as provas!
- O Cebola tá certo, Cascão! – Mônica falou.
(Magali) – Mas é perigoso!
(Mônica) – É por isso mesmo que a gente vai vigiar bem pra não dar zebra. Só que tem os outros empregados da casa...
- Tem a Marlene e a Cassandra. O Rafa vai sair com eles, então não vai ver nada. E elas eu acho que não vão dedurar.

Eles combinaram o dia e a hora em que pretendiam ir até a mansão. Somente Cebola pretendia entrar na casa. Os outros três iam ficar do lado de fora. Cascuda ia dar um jeito de pedir ao Rafael para lhes dar um toquinho avisando que estavam chegando e assim lhes dar tempo para fugir.

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- Eu ainda não sei se é boa idéia... – Marlene falou muito preocupada. Cassandra também estava com medo.
- Se descobrirem, podemos ir presas!
- Não se preocupem que eu vou falar que fiz sozinha. Vocês não precisam fazer nada, é só deixar meu amigo entrar pra olhar o computador deles.
- E se eles voltarem?
- O Rafa vai nos dar um toquinho avisando. Assim ele vai embora antes.

Depois de muito insistir, as duas acabaram concordando, pois também queriam que aqueles dois fossem punidos.

Tudo acertado, Carmem ligou para Cascuda e eles marcaram de fazer tudo naquela tarde mesmo, já que o casal tinha um compromisso importante com um vereador que pretendia contribuir para a festa em troca de propaganda eleitoral.

Quando viram Rafael levando o casal de carro para longe, Cebola foi tocar o interfone enquanto Mônica, Cascão e Magali ficaram do lado de fora vigiando para o caso de eles voltarem sem aviso.

Carmem abriu o portão deixando o rapaz entrar e os dois foram até o escritório. Marlene e Cassandra estavam em outro ponto da casa para que não vissem nada.

- Só não sei como a gente vai entrar. Tá trancado, ó!
- Tem grilo não. O franja me descolou esse treco que abre fechaduras sem estragar. Vai ser moleza!

Não foi tão fácil assim porque o pequeno dispositivo deu alguns problemas como acontecia em todo invento do Franja. Ainda assim, Cebola conseguiu abrir a porta e foi direto para o computador.

- Blé, até parece que isso vai me impedir! – ele falou ao ver que o computador exigia senha para entrar. Depois de passar pela segurança, todas as pastas e arquivos estavam disponíveis para ele. – Agora vamos procurar. Enquanto isso, por que você não dá uma olhada por aí pra ver se acha alguma coisa?
- Ah, tá!

Carmem foi xeretando o escritório enquanto Cebola vasculhava o computador. Após muito mexer, o rapaz deu um sorriso de vitória.

- Olha só! Achei umas fotos da tal instituição e dá pra ver que esse lugar é só fachada! Nem tem nada lá dentro!
- E as crianças que aparecem nas fotos?
- É montagem. Muito bem feita, devo admitir, mas é tudo montagem. Eles foram pegando umas crianças aqui e ali e juntaram num lugar só, acrescentaram placas, cartazes e pronto! É tudo falso!

Ele achou mais fotos do lugar e até conseguiu o endereço. Ficava ali mesmo na cidade, em um ponto afastado da periferia. A casa nem era tão grande assim, estava mal conservada e vazia. As montagens tinham sido feitas de tal forma que o lugar parecia maior e mais bonito do que era na verdade.

- Aqui também tem uma planilha com cálculos. Parece que eles estão esperando receber muito dinheiro!
- Eles vão usar as máquinas de cartões de crédito!
- Deixa eu ver se acho alguma coisa... aqui tem, ó! Eles andaram trocando e-mails com uma quadrilha especializada nessas coisas! Vou copiar o máximo que puder pro pen drive. Isso deve ser suficiente pra uma denúncia anônima.
- Vamos chamar a polícia de uma vez?
- Quer saber? Vamos seguir o plano e desmascará-los na festa. Se chamarmos a polícia agora, eles poderão fugir e aí danou tudo. Vamos contar com o elemento surpresa a nosso favor.
- Que boa idéia!

Cebola coletou todo o material que pode do computador, o suficiente para fazer uma boa apresentação e mostrar a todos que aqueles dois eram uns vigaristas.

- Essa gaveta está trancada a chave. Que coisa! – Carmem reclamou ao tentar abrir uma gaveta sem sucesso.
- Então deve ter algo importante aí! Deixa eu ver.

Cebola pegou um grampo da moça e abriu a fechadura sem problemas porque era mais simples. Ali dentro havia alguns recortes de jornais e revistas.

- Por que eles guardam isso? – Carmem perguntou pegando um recorte e lendo a reportagem. – “Casal acusado de dar o golpe em seguradora...”

Cebola pegou outro.

- Olha esse aqui: “dupla de vigaristas causa milhões em prejuízo aplicando golpes em aposentados.” Rapaz, esses dois são bandidos mesmo!

Havia outros recortes que Cebola foi tirando fotos com o celular da melhor forma possível. O importante era o título da notícia estar nítido, assim ele poderia pesquisar mais tarde. Quando terminou as fotos, seu celular tocou. Era Rafael avisando que eles estavam a caminho e o rapaz viu que era hora de ir embora. Eles deixaram tudo como estava, trancou a porta do escritório e Cebola saiu dali o mais rápido possível feliz por ter conseguido até mais do que procurava. Aqueles vigaristas não perdiam por esperar!

5 comentários:

  1. Malaguetta, eu não consigo ler a edição 65. onde tem pra ler?

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    Respostas
    1. Agora não sei mais, porque a conta onde tinha as revistas foi deletada.

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    2. Resposta: Não tem mais! O Renato do Calaméo infringiu direitos autorais e já era. Não tem mais nenhuma revista dele lá, nadica de nada... Mas acho que ele vai voltar a postar! Quem sabe?

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    3. Puxa nem tenho dinheiro pra comprar nem minha mãe...agora pegam aumentam o preço o que é injusto e nem podem ler mais no Calameo

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