domingo, 5 de janeiro de 2014

Fanfic: Cinderela às Avessas


Hoje estou estreando minha nova fanfic: Cinderela às Avessas, baseada no filme com o mesmo nome que passava na sessão da tarde.

Há tempos eu queria escrever uma história assim e só faltava inspiração. Finalmente consegui terminar tudo, aleluia! Bom, talvez alguns conheçam o filme, então vou avisar que a história não será exatamente igual ao filme, mudei algumas coisas porque não queria fazer uma cópia perfeita e sim algo com a mesma idéia, só que contado do meu jeito.

Dessa vez, a fanfic será totalmente centrada na Carmem, então imagino que muita gente vai estranhar porque os personagens principais não irão aparecer muito. Claro que Mônica, Cebola, Magali e Cascão vão aparecer, mas não serão a estrela principal dessa vez.

Grande parte da minha inspiração veio da Ed. 60 e resolvi fazer tipo uma continuação, onde Carmem e Cascuda acabarão tendo que se entender. Vou logo avisando que a Carmem vai sofrer um bocado e não posso garantir que as coisas voltarão ao normal para ela. Bem... só lendo a história para saber, não é?

Dessa vez eu vou fazer uma coisa diferente. Geralmente eu publico a fanfic no Nyah e coloco o link no blog. Agora vou publicar os capítulos aqui também. Quem preferir ler no Nyah, pode ler. Senão, pode ler e comentar aqui também.

Ah, também tem quebra-cabeça da capa e os png's também. Eu comecei a fazer a Madame Creuzodete quando lançaram a ed. 51, mas acabei deixando no meio do caminho. Para fazer a capa da história, resolvi terminar o desenho dela.

Sim, eu já sei que na verdade ela é negra. Acontece que eu não sei qual é o desenho correto dela, como serão os traços e os cabelos. Nem sei se vão corrigir, por isso coloquei desse jeito mesmo.

Então, sem mais delongas, o primeiro capítulo! Espero que gostem!
Quem quiser ler no Nyah, pode clicar aqui: Capítulo 1 - Era uma vez...

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Capítulo 1 - Era uma vez...

- Oh, céus! Que dúvida terrível! Por que a vida é tão cruel comigo?
- Cruel? Tá falando do que, criatura? – Denise perguntou sem entender por que Carmem choramingava daquele jeito.
- Eu preciso escolher entre Prada ou Gucci! Mas os dois são tão lindos, buáaaaa!

Ela começou a chorar segurando um sapato de cada marca nas mãos e Denise virou os olhos com impaciência.

- Escolhe logo, Cacá! Eu gosto de passear no shopping, não de ficar o dia todo preso numa loja só! 
- Sua bruxa sem coração! Eu tô em conflito existencial e você só pensa em si mesma? Pois não saio daqui enquanto não conseguir escolher!
- Hã... posso ajudar em alguma coisa? – a vendedora perguntou se aproximando das duas já estranhando toda aquela demora.
- Pode sim, querida. Troca essa cara horrorosa por outra melhor e vista umas roupinhas decentes porque tá parecendo um espantalho!

A vendedora arregalou os olhos, chocada com toda aquela grosseria.

- Agora sai logo daqui antes que eu morra com esse perfuminho barato! Argh, parece desinfetante!
- Credo, tá de TPM hoje? – Denise perguntou também assustada. Aquilo foi grosseiro demais até mesmo para a própria Carmem.
- Sim, Tô Pronta pra Matar se não conseguir escolher logo! E todo mundo fica me distraindo toda hora!

Cansada de tudo aquilo, Denise resolveu acabar com aquela choradeira.

- Ué, por que você tem que escolher? Tá sem dinheiro?
- Sem dinheiro? SEM DINHEIRO???? Claro que não! Minha família é a mais rica da cidade, meu pai sempre me dá tudo o que eu quero e...
- Tá, tá. Então por que não compra os dois de uma vez?

Foi como uma luz se acendesse sobre sua cabeça.

- É mesmo! Eu posso pagar, não posso? Ai, que idéia brilhante a minha!
- Como é?

Carmem levou os dois pares sem pestanejar, deixando Denise aliviada por ter acabado aquele pesadelo. Sua alegria não durou muito porque na próxima loja, tudo se repetiu como antes. Dava para ver que Carmem não estava num bom dia.

Após muita peleja, as duas foram até a praça de alimentação. Normalmente eram seus pés que doíam de tanto andar, mas daquela vez ela estava com dor de cabeça de tanto passar raiva com Carmem e seus conflitos existenciais por causa de roupas, sapatos e acessórios.

- Ah, olha as meninas! Vamos lá! – ela convidou e Carmem torceu o nariz.
- Eu heim! Elas vão é botar olho gordo nas coisas que eu comprei!
- Deixa disso, Cacá! A gente sempre sentou com elas e você nunca deu chilique!
- Pode ser, mas a chata da Cascuda tá lá e você sabe que eu não dou bem com ela!
- Aff, deixa de drama e vamos logo. As outras mesas estão ocupadas. 

As duas foram até onde as amigas estavam sentadas, com Carmem resmungando um pouco.

- E aí, meninas?
- Oi, Denise! Oi Carmem! Senta aí! – Mônica convidou e Denise não se fez de rogada. Já Carmem procurou se sentar o mais longe possível de Cascuda. Por que alguém como ela tinha que ser vista andando com a ralé?
- Tem alguma novidade pra nós? – Magali perguntou comendo seu sanduíche natural.
- Menina, eu nem te conto o babado que eu vi hoje de manhã!

As outras fizeram silêncio para ouvir a mais recente fofoca. Não era tanto o que Denise falava e sim a maneira como falava que prendia a atenção de todas elas. Aquela ruiva tinha o dom de transformar coisas simples em grandes eventos tamanho era o entusiasmo com que ela relatava suas fofocas.

- Então ela pegou a vassoura e quebrou nas costas dele sem dó! O coitado teve que ser levado de maca e ela ainda queria entrar na ambulância pra bater nele mais ainda!
- Credo!
- Que horror!
- Nem a Mônica é assim! – Carmem falou venenosamente.
- Como é? Claro que eu não sou assim! Não resolvo mais as coisas na pancadaria!
- Mas continua sem classe como sempre, não é mesmo? Agora ninguém pode falar nada!
- Ué, foi você quem provocou! Quem fala o que quer, ouve o que não quer! – Cascuda falou em defesa da amiga. Não foi boa idéia.
- Meu bem, a conversa não chegou até a cozinha! Ninguém te pediu pra falar nada!
- Eu falo quando quiser, se não quer ouvir, então cai fora!

O clima ficou tenso de repente e Marina tentou acalmar os ânimos.

- Meninas, calma! Hoje é domingo, não vamos brigar por besteira!
- Então fala pra essa cafona aí parar de se meter onde não deve! Que coisa, por que eu tenho que aturar esse tipo de gente?
- Porque ela é nossa amiga! – Mônica falou já cansada de tanta chatice da Carmem.
- Talvez eu devesse selecionar melhor minhas amizades!
- Então vai selecionar em outro lugar, porque daqui eu não saio!
- É, eu vou mesmo! Parece que não sou bem vinda aqui, bando de invejosas!
- Como é que é? – as outras falaram ao mesmo tempo.
- Isso mesmo! Vocês morrem de inveja de mim! Eu sou a garota mais linda dessa turma, tenho os cabelos mais longos e também sou rica! Olha só quanta coisa eu comprei!

As meninas tiveram que segurar a Mônica para que ela não pegasse tudo aquilo e atirasse na fonte do shopping. Ela só procurou se acalmar porque lembrou que aquela atitude ia lhe custar cinco anos de mesada.

Carmem pegou suas coisas e falou com impertinência.

- Querem saber? Tenho mais o que fazer do que perder tempo com quem não me defende! Vamos, Denise!
- Pra onde?
- Vamos embora! Eu quero provar as coisas lindas que comprei e preciso de alguém pra me ver!
- Então usa o espelho, porque eu vou ficar aqui mesmo!
- Como é?
- Fófis, não é que eu não te ame, mas você tem andado muito chata ultimamente. Vai se acalmar, migz. Amanhã a gente se vê na escola.
- Então é assim? Prefere ficar com essas... essas... pobres do que ficar comigo?
- Pois é. A vida é assim mesmo.
- Então fica com elas, sua traidora!

A loira saiu dali rebolando e com o nariz empinado. Aquelas pobretonas mortas de fome não iam estragar seu dia.

- Credo, o que deu na Carmem? Ela tem andado terrível ultimamente! – Marina falou ao ver a outra se afastando.
- Vai saber... o melhor é deixar quieto que depois passa. Agora, vocês não sabem o que eu ouvi ontem de tarde no banheiro da escola!

As outras logo esqueceram do episódio de momentos antes

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Ao chegar em seu quarto, Carmem jogou as sacolas sobre a cama e olhou sua imagem no espelho, examinando cuidadosamente a área dos olhos e a testa.

- Ninguém merece, viu? Eu ainda vou acabar cheia de rugas por causa daquelas chatas! Por que ninguém me defendeu? Claro, todo mundo tem que pagar pau pra Mônica!

Após constatar que nenhuma linha tinha aparecido em seu rosto, ela decidiu tomar um banho para relaxar e chamou a empregada.

- Arrume o meu banho agora mesmo e coloque aqueles sais que minha mãe trouxe de Paris!

Enquanto a empregada arrumava seu banho, ela tirou a roupa e colocou um roupão. Um cheiro perfumado e muito agradável encheu o ambiente, fazendo com que Carmem gritasse furiosa.

- Sua tonta! Eu falei pra colocar os sais de Paris! PARIS!
- Mas... mas... – a mulher mostrou o frasco que tinha o desenho da torre Eiffel no rótulo.
- Isso é só a marca, imbecil! Olha só o que você fez! Estragou tudo! Agora vou ter que tomar banho nessa coisa fedorenta porque tô cercada de gente burra e ignorante que não faz nada direito! Anda, sai logo daqui sua anta!

A mulher saiu dali aos prantos, quase esbarrando na senhora Frufru que vinha na direção oposta.

- Carmem, o que está acontecendo aqui?
- Ah, mamy! Essa criadagem de hoje tá cada vez mais incompetente, viu? Não servem pra nada!
- Não fale assim dos nossos empregados! Você não tem esse direito!
- Claro que tenho! Eles trabalham na minha casa!
- Na minha casa e a do seu pai, você quer dizer. Só será sua quando nós dois morrermos.
- Credo, que coisa mais fúnebre! Vai encher meus olhos com pés de galinha!

Ela olhou para a cama e viu muitas sacolas de compras.

- Escuta, você já não tinha feito compras recentemente?
- Isso foi há séculos, mamy!
- Foi na semana passada!
- Então? Muito tempo! Precisava de roupas novas!
- Você já tem toneladas de roupas novas!
- Novas? Mas eu já usei todas!
- Usou uma vez só!
- E você quer que eu use a mesma roupa duas vezes? Cruz credo, isso é coisa de pobre!

Sua mãe colocou as mãos na cintura e falou com a voz enérgica.

- Carmem Frufru! Você sabe que sempre te damos tudo, mas isso é exagero! Você não vai gastar toda nossa fortuna só porque não quer usar a mesma roupa duas vezes, então pare de fazer essas compras malucas toda semana! Você não precisa disso e...

Carmem apenas olhava sua mãe enquanto pensava no desfile que ia acontecer na próxima semana anunciando a nova coleção de verão daquele ano. Estava mesmo na hora de renovar seu guarda-roupa.

- ... e por isso mesmo, procure ser mais responsável e não saia por aí comprando feito maluca, entendeu?
- Sim, mamy, entendi. Agora eu posso tomar meu banho? Senão a água vai esfriar.

Ela deu um suspiro e respondeu.

- Sim, pode tomar seu banho. O jantar será servido no horário de sempre. Não se atrase.
- Pode deixar.

Depois que sua mãe saiu, ela tirou o roupão e mergulhou na banheira prazerosamente. Apesar de não ser os sais de banho que ela queria, o aroma agradável acabou lhe seduzindo, tirando parcialmente o mal humor.

- Mal posso esperar o desfile! Vou comprar tudo bem novinho!

 

4 comentários:

  1. Olá Mallagueta, tudo bem? Seu blog me inspirou a criar um sobre a tmj também, você poderia dar uma olhada? http://revistatmjovem.blogspot.com.br/ Obrigado. Ah e só uma pergunta: como você colocou aqueles slides que ficam na página inicial?

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    1. Seu blog ficou muito bonito, parabéns. Fico feliz que vc tenha se inspirado no meu blog. Já os slides que eu uso vieram junto com o template.

      No meu caso, eu pesquisei por um bom template com slides, alterei tudo e publiquei o blog. Pra isso tem que saber um pouco de html e css.

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  2. Eu já li e comentei o primeiro cap, achei muito criativa essa sua fanfic viu? Continue ta bem?Se bem que eu nunca vi vc excluir uma fanfic

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  3. O primeiro capítulo está óptimo, você é boa a narrar as histórias Mallagueta. E parece que a Carmem quer causar.

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